Questões de Concurso
Sobre a política em filosofia
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Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A relação capitalista da produção, que aparentemente parece livre, não passa de uma relação servil. Uma relação servil em que o capital está subordinado ao trabalho e o sujeito humano aos objetos por ele produzidos. O domínio do capital sobre o trabalho converte o produtor real em meio de produção de riqueza e esta não lhe pertence, mas lhe aparece como riqueza estranha. Quanto mais o trabalhador produz, mais objetos contrapõem-se a ele com poder hostil, os quais não lhe pertencem, mas o subordinam.
II. Uma segunda característica da alienação na sociedade capitalista está ligada à própria atividade produtiva do homem. A riqueza resultante da atividade produtiva pertence ao trabalhador, mas se contrapõe a ele como riqueza estranha e que o domina, a própria atividade vital do homem surge como uma atividade estranha. O estranhamento também resulta do fato de não ser o homem que emprega os meios de produção, mas os meios de produção empregarem o homem.
III. Quando o trabalhador chega à fábrica, defronta-se com os meios de produção como uma força estranha que dele independe e que o domina. Um meio pelo qual a atividade vital do homem se converte em atividade estranha é a própria divisão do trabalho. Pela divisão do trabalho a atividade humana transforma-se em atividade maquinal, unilateral; uma atividade separada do pensamento e idêntica ao agir animal.
IV. A atividade maquinal não oferece satisfação ao trabalhador, mas, ao contrário, o trabalho lhe aparece como atividade estranha, que não o realiza, mas que o nega, desgasta suas energias físicas e mentais. O trabalhador que vende sua força de trabalho por um salário não se afirma no trabalho, não desenvolve livremente suas energias físicas e mentais, mas as esgota. O trabalhador se sente em si, livre, fora do trabalho, e quando trabalha sente-se estranho, fora de si.
Estão corretas as afirmativas:
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.
II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.
III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.
IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalienável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Estão corretas as afirmativas:
Leia atentamente o trecho a seguir e assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
“Estamos, segundo inúmeros teóricos, na plenitude da
___________ e a afirmação definitiva de um único modelo
econômico/político. Fala-se, inclusive, no fim da história
e a instauração definitiva do último “ismo” (__________).
Estamos, também, na iminência de um novo século
e de um novo milênio e, mesmo assim, boa parte da
humanidade aguarda ainda por uma resposta ética/política/
social, capaz de lhe garantir uma vida digna e plena de
paz. Apesar disso, muitos ainda insistem na ideia de que
o espaço da política é um espaço reservado apenas para
alguns, os denominados “políticos”. há ainda um amplo
movimento de _______________ e descrença na política
e nas possibilidades que a ação política pode produzir em
termos da construção de uma sociedade mais justa (ética)
e adequada ao bem-viver humano”.
Chauí (2003) considera a definição de universidade como instituição social, diferenciando-a de uma organização prestadora de serviços.
Com base nas ideias da autora sobre essa definição, é incorreto afirmar:
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
Em uma perspectiva ideológica, o liberalismo entende a democracia como regime político que se utiliza da lei e da ordem para garantir os interesses e as liberdades individuais.
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
O neoliberalismo, em sua estrutura, guia-se pelas regras do livre mercado, pelo estado minimalista e pela abolição de reservas de mercado.
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
A ética e a política são campos filosóficos que avaliam as ações humanas e buscam compreender os valores por meio dos quais os seres humanos organizam suas práticas, modos de pensar e projetos de futuro.
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
No mundo contemporâneo, o trabalho, se não atende aos esquemas de exploração, rompe com os determinismos que podem ser visualizados nas leis naturais.
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
Nas sociedades democráticas, o papel do Estado é extinguir os conflitos para construir uma sociedade igualitária.
Em muitas aldeias por esse mundo afora, em sociedades tradicionais ou industrializadas, as pessoas se reúnem de noite para conversar. Em pubs e bares, ao ar livre, sob a copa das árvores, ao redor de fogueiras, elas intercambiam histórias, contam piadas, discutem questões daquele dia, debatem sobre assuntos importantes ou triviais. Ouvindo essas conversas em culturas diferentes da nossa, aprendemos muita coisa sobre os conceitos e teorias que as pessoas usam para explicar suas experiências e que valores elas consideram mais importantes.
Kwame Anthony Appiah. Introdução à filosofia contemporânea.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 297 (com adaptações).
Para a fenomenologia, considerada uma filosofia da consciência, o sujeito, sendo constitutivo, é quem dá sentido aos fenômenos.
Em muitas aldeias por esse mundo afora, em sociedades tradicionais ou industrializadas, as pessoas se reúnem de noite para conversar. Em pubs e bares, ao ar livre, sob a copa das árvores, ao redor de fogueiras, elas intercambiam histórias, contam piadas, discutem questões daquele dia, debatem sobre assuntos importantes ou triviais. Ouvindo essas conversas em culturas diferentes da nossa, aprendemos muita coisa sobre os conceitos e teorias que as pessoas usam para explicar suas experiências e que valores elas consideram mais importantes.
Kwame Anthony Appiah. Introdução à filosofia contemporânea.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 297 (com adaptações).
Conforme o materialismo dialético, a cultura é o elemento fundamental para a compreensão da realidade, o que resulta em um diálogo cultural permanente.