Questões de Concurso
Sobre a experiência do sagrado em filosofia
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Em muitas aldeias por esse mundo afora, em sociedades tradicionais ou industrializadas, as pessoas se reúnem de noite para conversar. Em pubs e bares, ao ar livre, sob a copa das árvores, ao redor de fogueiras, elas intercambiam histórias, contam piadas, discutem questões daquele dia, debatem sobre assuntos importantes ou triviais. Ouvindo essas conversas em culturas diferentes da nossa, aprendemos muita coisa sobre os conceitos e teorias que as pessoas usam para explicar suas experiências e que valores elas consideram mais importantes.
Kwame Anthony Appiah. Introdução à filosofia contemporânea.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 297 (com adaptações).
Para o existencialismo, o fato de a existência, primordial para o pensamento filosófico, preceder a essência resulta na negação da liberdade como fundamento da ação humana e da capacidade de compreensão dos indivíduos no mundo.
Rubem Alves, em sua obra intitulada O que é Religião, diz: “A religião está mais próxima de nossa experiência pessoal do que desejamos admitir. O estudo da religião, portanto, longe de ser uma janela que se abre apenas para panoramas externos, é como um espelho em que nos vemos. Aqui a ciência da religião é também ciência de nós mesmos: sapiência, conhecimento saboroso”.
A partir dessa reflexão, analise as alternativas abaixo:
I - A religião é objeto de estudo exclusivo da Teologia;
II - A religião é objeto de estudo que interessa a várias ciências, dentre elas a filosofia, a sociologia e a psicologia;
III - A religião excede a conduta moral pois valoriza o individualismo e o relativismo, em detrimento das questões éticas e solidárias.
Assinale a alternativa CORRETA:
Analise o texto abaixo:
Entre os diferentes temas tratados pelo filósofo _______ destaca-se o da criação. Ele afirma que Deus, tendo criado todas as criaturas, foi tomado pelo desejo de gerar um ser consciente que pudesse apreciar a criação. Então criou o homem, ser capaz de aprender sobre si mesmo e sobre a natureza, além de poder emular qualquer outra criatura existente.
Desta forma, quando o homem _______, ele ascende a uma condição angélica e comunga com a divindade. Porém, quando ele falha em utilizar o seu intelecto, pode descer à categoria dos vegetais mais primitivos.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
“O espiritualismo foi uma corrente filosófica que existiu entre os séculos XIX e XX. Em primeiro lugar, deve-se dizer logo que a preocupação mais premente do espiritualismo, em suas várias manifestações, é a de estabelecer a irredutibilidade do homem à natureza. Esse programa voltou-se para a identificação de grupos de acontecimentos (valores estéticos, valores morais, liberdade da pessoa, finalismo da natureza, transcendência de Deus) que constituem o mundo do espírito e para a elaboração de caminhos ou procedimentos típicos para indagar e falar sobre o mundo do espírito, caminhos ou procedimentos irredutíveis aos que são próprios das ciências da natureza.”
É sabido que o espiritualismo surgiu enquanto uma reação a determinada corrente filosófica. Que corrente foi essa?
Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco.
Considere:
I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.
II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez maior das ações dos seres humanos.
III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.
IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.
V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas.
Está correto o que se afirma APENAS em
“Antes de Deus ter criado o mundo, as ‘ideias’ já existiam dentro de sua cabeça. Assim, é atribuído a Deus as ideias eternas.”
(Gaarder, 1995:194.)
Essa citação representa um argumento
“Deus é o princípio supremo e fonte do Ser. Consequentemente, Deus é fonte de todo o conhecimento e é norma de vida”. Com base nos seus conhecimentos e no teor do texto assinale a alternativa que identifica o autor das afirmações.
Tomás de Aquino. Suma teológica
Com base no trecho acima apresentado, julgue os próximos itens, relativos à filosofia de Tomás de Aquino.
À segunda questão, Tomás de Aquino responde mediante as cinco vias da prova da existência de Deus.
São Tomás considera o sensível como um dos pontos de partida para a demonstração da prova da existência de Deus.
A quinta via leva em conta a finalidade das coisas. Nesse sentido, pode-se falar em causa final e, portanto, na influência platônica na obra de São Tomás.
Com referência às cinco vias da prova da existência de Deus, segundo São Tomás de Aquino, julgue o item a seguir.
Uma das vias da prova da existência de Deus utiliza-se da
causa eficiente; pode-se, então, falar, em algum sentido, em
relação de causa e efeito, na cadeia de causas, até se atingir
a causa primeira, Deus, que não tem causa.
A fundamentação dessa prova tem forte influência eleata.
Se o mal não é uma substância, o homem pode, em algum momento, praticar o mal sem se vincular à matéria, segundo Santo Agostinho, e, portanto, pecar.
Julgue o item a seguir, considerando o texto acima e a filosofia de Santo Agostinho.
Se o mal não é uma substância, portanto, sob algum aspecto, a
matéria é boa, segundo Santo Agostinho.