Questões de Concurso Sobre a consciência e os limites do conhecimento em filosofia

Foram encontradas 47 questões

Q4248122 Filosofia

Se a verdade reside na concordância de um conhecimento com o seu objeto, então esse objeto tem de ser distinguido de outros; pois um conhecimento é falso quando não concorda com o objeto a que é referido, mesmo que contenha algo que poderia perfeitamente valer acerca de outros objetos. Um critério universal da verdade seria, então, aquele que fosse válido a respeito de todos os conhecimentos independentemente de seus objetos. É evidente, no entanto, que, na medida em que se faz aí abstração de todo o conteúdo do conhecimento (referência ao objeto), e tendo em vista que a verdade diz respeito justamente a tal conteúdo, é inteiramente impossível e absurdo perguntar-se por uma característica da verdade desse conteúdo dos conhecimentos; e é evidente, portanto, que seria impossível fornecer um índice suficiente e ao mesmo tempo universal da verdade.


KANT, I. Crítica da razão pura. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2015.


Na análise de textos filosóficos, distinguem-se as teses defendidas e os argumentos mobilizados.


Assinale a opção que apresenta corretamente essa distinção para o trecho citado.



Alternativas
Q4248114 Filosofia

Ao teorizar sobre as condições transcendentais do conhecimento, a filosofia crítica de Kant ofereceu uma resposta aos limites que havia identificado tanto na posição empirista quanto na posição racionalista.


Assinale a opção que expressa corretamente a posição crítica. 

Alternativas
Q4242111 Filosofia
Na Crítica da razão pura, o filósofo Immanuel Kant defende que as noções de espaço e tempo devam ser entendidas de que forma?
Alternativas
Q4242105 Filosofia
“A teoria do conhecimento, de David Hume, encontra-se na primeira das três partes do Tratado da Natureza Humana [...] e na Investigação Acerca do Entendimento Humano. [...] O ponto de partida é uma classificação de tudo aquilo que se dá a conhecer como sendo de dois tipos: impressões e ideias. As impressões são os dados fornecidos pelos sentidos, sejam internas – como a percepção de um estado de tristeza –, sejam externas, como a visão de uma paisagem ou a audição de um ruído”. Introdução de João Monteiro in HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 8.
Usando as informações precedentes como referência inicial, de acordo com Hume, os princípios básicos de conexão entre as ideias seriam: 
Alternativas
Q4153534 Filosofia
Em sua contribuição para a reformulação da teoria da origem do conhecimento, denominada “revolução copernicana na filosofia”, Immanuel Kant
Alternativas
Q4153533 Filosofia
Assinale a opção correta a respeito da diferença entre entendimento e razão estabelecida por Kant, na obra A crítica da razão pura, para distinguir as faculdades humanas.
Alternativas
Q4122709 Filosofia

q10.png (317×397)

Disponível em https://cartum.folha.uol.com.br/2026/ 04/25/, acesso em 26 de abril de 2026. 


A tirinha de Fabiane Langona encena um percurso de autoavaliação que culmina em conflito com um juízo externo, enquanto o texto sobre IA discute a possibilidade de consciência a partir de critérios formulados por observadores. Considerando esse paralelo, é correto afirmar que 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2026 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q4078768 Filosofia
"O que é absolutamente grande não pode ser encontrado em nenhuma coisa da natureza, mas somente em nosso espírito, na medida em que podemos tornar-nos conscientes de sermos superiores à natureza em nós mesmos e, por isso, também à natureza fora de nós. Tudo o que suscita esse sentimento em nós, isto é, tudo o que desperta em nós a ideia do infinito, é absolutamente grande. Portanto, tal experiência não pode ser encontrada nas coisas da natureza, mas somente em nossas ideias. A natureza, nesse caso, é julgada na medida em que eleva a imaginação à apresentação de casos em que o espírito pode tornar sensível a superioridade de sua destinação em relação à natureza."
(KANT, I. Crítica da faculdade do juízo. Tradução adaptada.)
O conceito de __________, conforme pode ser inferido do excerto, refere-se a uma experiência estética que não reside nos objetos da natureza, mas na capacidade do sujeito de reconhecer em si uma dimensão que ultrapassa a sensibilidade, evidenciando a superioridade da razão.
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto: 
Alternativas
Q3877592 Filosofia
“Eis uma possibilidade de ficção científica que os filósofos discutem: imagine que um ser humano (você pode imaginar isso para si mesmo) tenha sido submetido a uma operação por um cientista maligno. O cérebro dessa pessoa (o seu cérebro) foi removido de seu corpo e colocado numa cuba com nutrientes que mantêm o cérebro vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador que causa na pessoa, cujo cérebro ela é, a ilusão de que tudo é perfeitamente normal. Parece haver pessoas, objetos, o céu, etc.; mas na verdade tudo o que as pessoas (você) estão experienciando é o resultado de impulsos elétricos viajando do computador às terminações nervosas. O computador é tão engenhoso que se a pessoa tenta levantar a mão, um feedback logo o fará “ver” e “sentir” a mão sendo levantada” (Putnam, 1992, p. 28). 

A esse respeito, é correto afirmar que o experimento mental dos cérebros na cuba atualiza um argumento cético da tradição moderna relativo à
Alternativas
Q4196954 Filosofia
Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)

No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
Alternativas
Q3673377 Filosofia
Leia o excerto a seguir para responder à questão.

“Quando Galileu fez rolar no plano inclinado as esferas, com uma aceleração que ele próprio escolhera, quando Torricelli fez suportar pelo ar um peso, que antecipadamente sabia idêntico ao peso conhecido de uma coluna de água, [...] foi uma iluminação para todos os físicos. Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos”.
Fonte: (KANT, I. Crítica da Razão Pura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 5. ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. p. 18. Grifos acrescentados).


O projeto epistemológico de Immanuel Kant é marcado por uma forma específica de compreender a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Como é dito no texto, o sujeito, em certos casos, é capaz de antecipar os resultados de alguns experimentos mesmo antes da sua execução. Segundo Kant, isto é possível porque
Alternativas
Q3525117 Filosofia
Kant discute a relação entre a razão especulativa e as ilusões transcendentes na seguinte passagem da Crítica da razão pura: “Um procedimento desta espécie, que consiste em submeter ao exame os fatos da razão, e, segundo o caso, à sua repreensão, pode-se designar por censura da razão. E incontestável que esta censura conduz inevitavelmente à dúvida com respeito a todo o uso transcendental dos princípios. (…) O primeiro passo nas coisas da razão pura (…) é dogmático. O segundo passo (…) é cético e testemunha a prudência do juízo avisado pela experiência. Mas é ainda necessário um terceiro passo, (…) o qual tem por fundamento máximas sólidas e de provada universalidade; consiste em submeter a exame não os fatos da razão, mas a própria razão no que respeita a todo o poder e capacidade de conhecimento puro a priori; já não se trata aqui da censura, mas da crítica da razão”.
A passagem da “censura” para a “crítica”, mencionada no excerto, implica
Alternativas
Q3205958 Filosofia
Em Crítica da Razão Pura, Kant analisa a própria faculdade da razão para demonstrar tanto a sua autoridade quanto para delimitar seus limites.
De acordo com a posição de Kant nessa obra, é correto afirmar que
Alternativas
Q3119857 Filosofia
No estudo sobre a razão, Kant distingue a realidade em si, da realidade para nós, ou conhecida por nós. Para fazer isso, Kant faz uso de duas palavras gregas, sendo elas:
Alternativas
Q3050003 Filosofia
Todo o conhecimento humano tem início na experiência, mas não se origina exclusivamente dela. (KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Tradução de Valerio Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Editora Abril Cultural, 1980, p. 15.)

Com base na citação e nas discussões da Teoria do Conhecimento, assinale, a seguir, a perspectiva de Kant sobre a origem e a natureza do conhecimento.
Alternativas
Q3024835 Filosofia
“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber. Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento, que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico, constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.

A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2571984 Filosofia
Segundo o filósofo francês Emmanuel Mounier, em seu livro Introdução aos existencialismos, o pensamento existencial é anterior ao Existencialismo do século XX. Suas raízes estão em Sócrates, no Estoicismo, em Santo Agostinho, em Pascal e em Kierkegaard. Contudo, é a Fenomenologia husserliana a grande fonte na qual os diferentes ramos desta Filosofia irão se alimentar. Ao falar de consciência, a Filosofia Existencial, seguindo a discussão iniciada na obra de Husserl, entende a Consciência como
Alternativas
Q2571973 Filosofia
A proposta epistemológica de Jürgen Habermas, expressa em sua obra Ciência e Técnica como Ideologia, defende a seguinte tese
Alternativas
Q2571970 Filosofia
Leia o texto a seguir.


“O problema epistemológico da objetividade científica coloca, quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de engajamentos pessoais.”

JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago, 1975, p. 29.


O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
Alternativas
Q2356617 Filosofia
Analise as informações a seguir:
I. Um dos debates mais fundamentais da discussão sobre a transcendência da humanidade, sobretudo a partir do conceito de Pessoa, é que seus valores e conteúdo são universais para todas as sociedades humanas.
II. Dentro da pluralidade do conceito de Pessoa, embora concebido como transcendente, não é possível apontar valores que sejam compartilhados por todas as sociedades humanas.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: B
4: B
5: D
6: E
7: D
8: B
9: A
10: E
11: A
12: A
13: C
14: D
15: D
16: D
17: A
18: A
19: C
20: D