Questões de Concurso
Sobre análises clínicas em farmácia
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I. Malária, leishmaniose, filariose bancroftiana, babesiose e a doença de Chagas são parasitos diagnosticados em exames de sangue em sua fase aguda.
II. Os métodos parasitológicos de sangue devem ser realizados imediatamente após a colheita do sangue. Caso isso não possa ser feito, há a possibilidade de colher o sangue em tubos contendo EDTA e, então, quando possível executar os métodos de exames indicados. A hemoscopia, assim feita, é menos nítida do que quando em material fresco.
III. A coleta é venosa.
IV. Método de Exame Direto: a gota é coletada no centro de uma lâmina, coberta com lamínula e examinada imediatamente após, pois a coagulação é rápida. Caso queira retardar a coagulação, pode adicionar um ou duas gotas de salina.
V. Esfregaço: podem ser utilizadas duas técnicas: esfregaço em camada delgada e em gota espessa. O primeiro é mais usado para identificação da forma e espécie de vários parasitos, pois, quando é bem feito, os mesmos aparecem nitidamente.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
I. A hipersensibilidade imediata ou tipo I, também conhecida por alergia ou atopia, é causada por anticorpos do tipo IgA, específicos para antígenos ambientais. Resulta na produção de IL-4, IL-5 e IL-13 pelas células T auxiliares.
II. Os anticorpos IgG e IgM podem causar lesão tecidual ao reagirem a antígenos endógenos, resultando em doenças autoimunes (hipersensibilidade tipo II) ou pela formação de imunocomplexos (hipersensibilidade tipo III).
III. A hipersensibilidade do tipo IV pode ocorrer em razão dos linfócitos T que induzem inflamação ou matam diretamente as células alvo. São causadas, principalmente, pela ativação de células CD4+, as quais secretam citocinas que promovem a ativação de neutrófilos e macrófagos.
IV. A via TH1 (induzida por IL-4) foca em patógenos extracelulares e imunidade humoral, enquanto a TH2 (induzida por IL-12) foca em patógenos intracelulares e imunidade celular.
Estão corretas apenas as afirmativas
Associe as colunas relacionando os diferentes tipos de resposta imunológicas com suas respectivas características. Considere que a mesma resposta imune poderá se relacionar com mais de uma característica.
Resposta Imune
(1) Inata
(2) Adaptativa
Característica
( ) É a primeira linha de defesa às infecções microbianas. Responde aos produtos produzidos por microrganismos e células lesionadas.
( ) Consiste em mecanismos de defesa celulares e bioquímicos que estão em vigor mesmo antes do estímulo, permitindo uma rápida resposta.
( ) É o principal mecanismo de defesa contra microrganismos extracelulares e suas toxinas e contra microrganismos intracelulares.
( ) Seus mecanismos são específicos para estruturas que são comuns a grupos de microrganismos relacionados e podem não distinguir pequenas diferenças entre eles.
( ) Organizada em resposta humoral e mediada por célula.
( ) Mediada por moléculas no sangue e secreções de mucosa denominadas anticorpos, mas pode também ser induzida pela vacinação.
( ) Seus principais componentes são: barreiras físicas e químicas, tais como epitélio e agentes antimicrobianos produzidos por células, células fagocíticas, sistema complementar e mediadores de inflamação.
A sequência correta dessa associação é:
( ) HDL: sua concentração é determinada após as lipoproteínas não HDL serem fisicamente removidas ou eficazmente mascaradas. As lipoproteínas não HDL (VLDL, IDL, LDL e quilomícrons) são precipitadas com poliânions em presença de magnésio. Ensaios de HDL em amostras com grandes concentrações de triglicerídeos mostram-se imprecisas.
( ) LDL: até pouco tempo, o LDL era determinado indiretamente. No método indireto mais utilizado, o colesterol total, os triglicérides e o HDL são medidos em uma amostra em jejum e o LDL é calculado a partir destas medições. Atualmente, existem métodos alternativos de dosagem direta do LDL como, por exemplo, métodos que se baseiam na ultracentrifugação. Entretanto, tais métodos podem não ser tão bons em amostras com níveis elevados de triglicerídeos e evidências sugerem que diferentes ensaios diretos podem não ser específicos.
( ) Proteína C reativa de alta sensibilidade (PCRas): diversos estudos têm demonstrado que o aumento das concentrações de PCR no soro está associado positivamente ao risco de DCC futuras. Estudos prospectivos demonstraram também que uma única medição de PCRas é um forte previsor de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica e morte cardíaca súbita, mesmo em indivíduos sem histórico de doença do coração.
( ) Troponinas cardíacas: as principais são cTnI e cTnT. Estes marcadores de lesão cardíaca sobem mais rapidamente que outros. É um marcador exclusivo de infarto do miocárdio.
( ) CK, CK-MB e mioglobina: as creatinoquinases (CK) estão presentes em diferentes tecidos, mas suas isoenzimas são específicas sendo a CK-MB exclusiva do músculo cardíaco. A dosagem de mioglobina sérica, por sua vez, pode ser utilizada tanto para lesões de músculo esquelético quanto de músculo cardíaco.
( ) É difícil medir a resistência à insulina em um cenário de rotina clínica. Medidas da concentração de insulina em jejum e grampo de insulina euglicêmica podem ser utilizadas para uma avaliação indireta da função da insulina.
( ) Atualmente, existe a recomendação de que a glicemia de jejum ou a hemoglobina glicada sejam exames realizados em todas as pessoas de alto risco para o diabetes, mesmo que assintomáticas, aos 45 anos com teste de acompanhamento a cada 3 anos.
( ) O teste oral de tolerância à glicose é o método padrão ouro no diagnóstico do diabetes.
( ) A medição de hemoglobina glicada é eficaz na avaliação da glicemia a longo prazo e, por essa razão, é um teste utilizado tanto no diagnóstico quanto no monitoramento do diabetes.
( ) Uma das causas de acidose metabólica é a cetoacidose diabética. Tal condição se instala devido à alta produção de ácidos que resultam no consumo acentuado de bicarbonato (HCO3- ), reduzindo o pH sanguíneo. Esta alteração pode ser avaliada pelos exames de medição de cetonas, gasometria e gap osmolar (ou hiato osmolar).
I. O diagnóstico do Diabetes Melito tipo 2 é difícil.
PORQUE
II. Muitas vezes a hiperglicemia não é grave o suficiente para o paciente observar os sintomas. Isto resulta em um retardo de 4 a 7 anos para o diagnóstico.
( ) O anticoagulante lúpico interfere nos estágios de coagulação dependentes de lipoproteínas.
( ) Na presença deste anticorpo, observa-se prolongamento de TTPA (Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada), exame que avalia a via intrínseca e comum da coagulação.
( ) Na presença deste anticorpo, observa-se prolongamento de TP (Tempo de Protrombina), exame que avalia a via extrínseca e comum da coagulação.
( ) No LES, ocorre redução dos fatores de coagulação.
Anemia
(1) Anemia ferropriva
(2) Anemia da inflamação crônica/doenças malignas
(3) Anemia sideroblástica
(4) α ou β-talassemia
Alterações
( ) VCM/HCM diminuídos proporcionalmente à gravidade da anemia, Fe sérico diminuído, capacidade ferropéxica total aumentada, ferritina sérica baixa, depósitos de ferro na medula óssea ausente, Fe nos eritroblastos ausente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
( ) VCM/HCM em geral, diminuídos no tipo congênito, mas o VCM está́ geralmente aumentado no tipo adquirido, Fe sérico aumentado, capacidade ferropéxica total normal, ferritina sérica aumentada, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos formas em anel, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
( ) VCM/HCM diminuídos e muito baixos para o grau da anemia, Fe sérico normal, capacidade ferropéxica total normal, ferritina sérica normal, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos presente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina HbA2 aumentada em uma de suas formas.
( ) VCM/HCM normal ou levemente diminuídos, Fe sérico diminuído, capacidade ferropéxica total diminuída, ferritina sérica normal ou aumentada, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos ausente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
A sequência correta dessa associação é:
Considerando os resultados laboratoriais e os achados clínicos acima, qual o provável diagnóstico?
Associe as colunas relacionando os diferentes tipos de anemia com suas respectivas causas.
Anemia
(1) Anemia ferropriva
(2) Anemia da inflamação crônica/ doenças malignas
(3) Anemia sideroblástica
(4) α ou β-talassemia
(5) Intoxicação por chumbo (Pb)
Causa
( ) Deficiência de liberação do ferro.
( ) Deficiência nutricional de ferro.
( ) Insuficiência de síntese de globinas.
( ) Insuficiência de síntese de protoporfirina.
( ) Inibição da síntese de heme e de globina.
A sequência correta dessa associação é:
Patologia renal
(1) LRA
(2) DRC
Característica
( ) Caracterizada por anormalidades de estrutura ou função renal por mais de 3 meses.
( ) Caracterizada pelo aumento de creatinina plasmática ≥ 0,3 mg/dL dentro de 48 horas ou ≥ 1,5 vez do valor basal. Observa-se também redução na produção de urina (< 0,5 mg/ Kg/ h durante > 6 horas).
( ) As causas mais frequentes são a necrose tubular aguda isquêmica, como a hipovolemia ou obstruções, ou necrose tubular aguda nefrotóxica
( ) Classificada em 5 estágios sendo uma TFG (taxa de filtração glomerular) inferior a 60 mL/min/1,73m2 considerada diminuída (estágio 1) e TFG menor que 15 mL/min/1,73m2 falha renal (estágio 5 – insuficiência renal).
( ) Classificada em 3 estágios (1 a 3).
( ) Pacientes em risco: idosos, com doença renal prévia, sepse, diabetes, doenças cardíacas, pacientes em uso de fármacos nefrotóxicos.
( ) Ocorre, principalmente, em pacientes diabéticos, hipertensos e possui um componente racial importante, com risco aumentado em negros.
( ) Acidose metabólica, redução da excreção renal de potássio (k) e hipercalemia são as alterações mais importantes. A recuperação ocorre dentro de dias ou semanas após a remoção do evento inicial. Concentrações de K acima de 6,5 mmol/L estão associadas a risco de vida e arritmias cardíacas. A taxa de mortalidade por esta patologia é de 5 a 10%.
( ) O dano é definido por anomalias estruturais ou funcionais que diminuem o TFG e pode incluir albuminúria, anormalidades do sedimento urinário, anormalidades dos eletrólitos por distúrbios tubulares e anomalias estruturais identificada na histologia ou por imagem, anemia (a partir do estágio 3).
A sequência correta dessa associação é:
( ) A amostra de urina do início da manhã, em jejum, é geralmente o espécime mais concentrado e, portanto, é a preferível para exames microscópicos e para a detecção de quantidades anormais de constituintes como as proteínas ou incomuns como a gonadotrofina coriônica (hCG).
( ) A urina de jato médio é utilizada para investigar uretrites e distúrbios de bexiga.
( ) Amostras sem período de coleta específico ou aleatórias são adequadas para o diagnóstico molecular de infecções sexualmente transmissíveis como a Chlamydia trachomatis ou o vírus BK, associado à rejeição de rins transplantados.
( ) Para o exame de urina 24 horas, como o próprio nome diz, amostras de urina são coletadas neste intervalo de tempo, de forma fragmentada. Deve-se tomar cuidado para não se perder volume e a urina coletada deve ser armazenada a 4º C para sua conservação. A coleta pode ser feita fracionada e após completar as 24 horas, ela deve ser reunida em um único recipiente e levada ao laboratório. É o exame padrão ouro para a avaliação da taxa de filtração glomerular (TGF).
Testes
(1) Detecção de Antígeno
(2) Detecção de Anticorpos IgM e IgG
Metodologia
( ) Amostra sangue.
( ) Amostra swab nasal.
( ) Detecta a presença do vírus, portanto diagnostica a infecção.
( ) Sua realização é indicada a partir do 10º dia após o aparecimento dos sintomas e permanece positivo por tempo indeterminado.
( ) Detecta anticorpos, portanto diagnostica a exposição.
( ) Deve ser usado como uma ferramenta para auxílio no diagnóstico da doença por infecção por coronavírus (COVID 19), causada pelo SARS-CoV2.
( ) Deve ser realizado, preferencialmente, entre o 3º e 7º dia após o aparecimento dos sintomas. Geralmente, negativa depois do 10º-15º dia de infecção.
A sequência correta para essa associação é:
I. O paciente é classificado como tipo sanguíneo AB−.
II. O paciente pode receber transfusão de sangue de indivíduos com os tipos sanguíneos O-, A- e AB-, mas não de indivíduos com tipos sanguíneos B+ e O+.
III. O paciente possui anticorpos contra o aglutinogênio B, o que significa que ele pode receber sangue do tipo B, desde que seja Rh negativo.
IV. O paciente pode receber transfusão de sangue do tipo A+, mas não de A-, devido à presença do fator Rh negativo em suas hemácias.
V. O paciente não deve receber sangue O+, pois, apesar de compatível quanto ao sistema ABO, é incompatível quanto ao fator Rh.
Está(ão) correta(s):
Considerando a principal hipótese diagnóstica acerca dessa evolução, a alteração laboratorial mais provável nessa paciente é
I. A filtração glomerular é o primeiro passo na formação da urina.
II. A reabsorção tubular permite o retorno de substâncias úteis ao sangue.
III.A secreção tubular contribui para a eliminação de substâncias do organismo.
IV. A análise por tiras reagentes (dipstick) permite avaliação simultânea de diversos parâmetros químicos da urina.
Estão CORRETAS: