Questões de Concurso Sobre estatística
Foram encontradas 14.636 questões
O alemão Walter Christaller (1893-1969) almejou responder a questões que ainda hoje desafiam os pesquisadores: o que explica o tamanho, a distribuição e o número de cidades? Em seu livro Die zentralen Örte in Süddeutschland, Christaller seguiu a tradição geométrica alemã para esboçar as simples regras que permitiriam responder a essa pergunta e chegou à teoria dos lugares centrais. Ele buscou determinar o formato das áreas de mercado em que todos os consumidores são atendidos e, ao mesmo tempo, a distância em relação às firmas é minimizada. Para se chegar à distribuição espacial dos lugares centrais, são necessários três princípios, sendo que um deles é o da minimização das distâncias entre os centros, que faz com que os ofertantes de bens de ordem imediatamente inferior se localizem no ponto médio da linha que une os centros de ordem superior.
MONASTERIO, L.; CAVALCANTE, L. Fundamentos do pensamento econômico regional. In: CRUZ, B. et al. (org.). Economia regional e urbana. Teorias e métodos com ênfase no Brasil. Brasília, DF: Ipea, 2011, p.56. Adaptado.
Nesse texto sobre a teoria dos lugares centrais, é descrito o princípio
Quanto maior a escala da urbanização, maiores tendem a ser os ganhos de produtividade das firmas. Do mesmo modo, a maior diversidade de bens e serviços ofertados, de interações sociais e econômicas e de serviços públicos disponíveis para consumo da coletividade torna-se um diferencial de grande significado para a localização empresarial. Para o Brasil, no processo de desconcentração produtiva, mostrou-se que a localização de firmas industriais adquiriu um comportamento fortemente associado a economias de aglomeração dadas pelo estoque de infraestrutura e mão de obra qualificada: o tecido industrial tornou-se concentrado — e desconcentrou concentradamente — em uma grande porção do território entre o Sul e o Sudeste. Consideradas, de um lado, as motivações e lógicas do setor privado e os estímulos do mercado mundial e do território inercial do desenvolvimento brasileiro e, de outro lado, as motivações e os esforços governamentais, em sentido amplo, para atuação sobre novas geografias econômicas nacionais, identificam-se cinco tipos preferenciais de territórios predominantemente impactados e redefinidos pela potência das forças em atuação.
MONTEIRO NETO, A.; SILVA, R.; SEVERIAN, D. O território das atividades industriais no Brasil: a força das economias de aglomeração e urbanização. In: MONTEIRO NETO, A. (org.). Brasil, Brasis: reconfigurações territoriais da indústria no século XXI. Brasília, DF: Ipea, 2021, p. 256-258. Adaptado.
Na tipologia mencionada acima, encontram-se rearranjos territoriais que se prestam à análise das formas de aglomeração e os que concorrem para a desaglomeração.
Considerando-se especificamente os vetores que levam à concentração produtiva, identificam-se territórios predominantemente impactados e (re)definidos por
Uma forma de calcular esse efeito é usar um banco de dados dos trabalhadores em painel balanceado e especificar a seguinte equação a ser estimada para homens e mulheres, separadamente:
In Wit = Xitβ + Tditδ + εit
Nessa equação, In Wit é o logaritmo neperiano do salário-hora do trabalhador i no tempo t, Xit é uma matriz de variáveis explicativas observadas determinantes do salário, Td é o tempo dedicado aos afazeres domésticos. β é o vetor de parâmetros associados a X e d o parâmetro associado a Td, ambos a serem estimados pelo modelo. εit é o termo de erro aleatório não observado.
Existem várias formas de estimar esse efeito, e, sobre elas, conclui-se o seguinte:
y = 1 se y* > 0
y = 0 se y* ≤ 0,
a variável latente é escrita como:
y* = x*β + ε,
onde x e β são vetores de variáveis explicativas e de parâmetros, respectivamente, e ε é o termo de erro não observado.
Dessa forma, conclui-se que
Nesse caso, a justificativa para o uso do modelo Tobit decorreria do fato de ele
y(0) ≅ 1,2, y(1) ≅ 1,4, y(2) ≅ 1,8, y(3) ≅ 2,0.
Usando mínimos quadrados, o cientista obtém a função afim y = at+b que melhor aproxima suas medidas.
Usando essa função, que valor de y ele prevê para t=4?
Quanto vale o valor esperado E(X), ou seja, qual é o número médio de animais da espécie estudada por quadrado de lado 100m?
yt = β0 + β1 xt + et ,
em que et é o erro. No entanto, observou-se que as variáveis yt e xt não eram estacionárias e não eram cointegradas.
A estratégia a ser empregada para se tentar resolver esse problema é
Com base nessas informações, identifica-se que o modelo ajustado pelo analista foi o de
wt = awt-1 + βet-1 + et ,
em que et é um ruído branco com média zero e variância σ2.
Desse modo, esse modelo é estacionário de segunda ordem se, e somente se,

Disponível em: http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=521274780&module=M. Acesso em: 17 dez. 2023. Adaptado.
Um pesquisador deseja modelar essa série, a partir de um modelo ARMA(p,q).
Esse modelo
I - Pesquisa descritiva
II - Pesquisa de associação sem interferência entre as variáveis
III - Pesquisa de associação com interferência entre as variáveis
P - Testa hipótese de descrição
Q - Testa hipótese de associação
R - Testa hipótese de causa e efeito
S - Não apresenta hipótese
A associação correta é:
I A média é a medida de tendência central mais representativa para qualquer conjunto de dados, enquanto a mediana e a moda raramente fornecem informações úteis.
II A mediana, a média e a moda são medidas intercambiáveis e produzem o mesmo valor em qualquer conjunto de dados, independentemente de sua distribuição ou de suas características.
III Para um conjunto de dados numéricos com uma quantidade ímpar de elementos, a média determina o valor que divide o conjunto em duas partes iguais e a moda identifica o valor médio dos dados.
IV Para um conjunto de dados numéricos com uma quantidade ímpar de elementos, a mediana corresponde ao valor central que divide o conjunto em duas partes com a mesma quantidade de elementos, e a moda identifica o valor mais frequente.
Assinale a opção correta.
I uma medida de tendência central que não é afetada por valores discrepantes nos dados, fato que a torna inutilizável em distribuições simétricas.
II a única medida de tendência central que sempre produz resultados inteiros, mesmo quando aplicada a variáveis discretas.
III calculada como sendo a soma de todos os valores integrantes de um conjunto de dados, dividida pela quantidade de elementos desse conjunto.
Assinale a opção correta.