Questões de Concurso
Sobre bases sócio-históricas da educação física em educação física
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“No período pós-ditadura, surgiram abordagens que fundamentaram cientificamente a Educação Física como prática pedagógica: a educação psicomotora de Le Boulch (1986) e a desenvolvimentista de Tani et al. (1988).”
(Neira & Nunes, 2008)
A respeito da educação psicomotora, assinale a afirmativa correta.
No período da Primeira República, a ginástica e a Educação Física mereceram destaque na sociedade brasileira, cujas finalidades eram a manutenção da ordem social e a determinação de normas para se ter uma vida saudável.
A Educação Física preconizada era estruturada em bases fisiológicas e anatômicas, as únicas consideradas científicas, sendo pautada no pensamento
Concepção 1. Abordagem crítico-superadora. 2. Abordagem desenvolvimentista. 3. Abordagem psicomotricista. 4. Abordagem tecnicista.
Características ( ) Essa concepção é embasada no discurso da justiça social, fazendo uma inferência em dados da realidade, considerando a crítica social dos conteúdos. Pode ser tida como uma reflexão pedagógica e desempenha um papel político-pedagógico. Nela, a Educação Física é entendida como sendo uma disciplina que trata do jogo, da ginástica, do esporte, da capoeira e da dança, como sendo um conhecimento da cultura corporal de movimento. ( ) Essa concepção procura alcançar o aperfeiçoamento das qualidades físicas na Educação Física e nos desportos, traçando metas da pré-escola à universidade, fundamentando-se no pragmatismo norte-americano, no qual a preocupação com a eficiência técnica é o caminho para uma esportivização maciça. ( ) Essa concepção procura utilizar a atividade lúdica como motivo para processos de desenvolvimento e aprendizagem. Trata das aprendizagens significativas, espontâneas e exploratórias da criança e de suas relações interpessoais. Busca analisar e interpretar o jogo infantil e seus significados. Tem, na relação do homem com seu mundo interno e externo, seus objetivos funcionais, em que os mecanismos de regulação entre o sujeito e seu meio permitem o jogo da adaptação, que implica nos processos de assimilação e acomodação. ( ) Essa concepção tem o movimento como meio e fim importante para a Educação Física, pois os processos de aprendizagem e desenvolvimento fundamentam o corpo de conhecimento da Educação Física Escolar, a progressão normal do crescimento físico e do desenvolvimento fisiológico, motor, cognitivo e afetivo-social, na aprendizagem motora, sugerindo elementos para a estruturação desse componente curricular.
A sequência correta dessa associação, de cima para baixo, é
“Diferenças, distinções, desigualdades... A escola
entende disso”, diz LOURO (2003, p. 57). É nela
também que os constructos históricos - e culturais -
são trabalhados e levados à educação de meninos e
meninas. Os estudos de gênero vêm, no entanto,
buscar compreender as construções culturais que se
firmaram, por meio da sociedade, quando esta
estabeleceu normas ao convívio social.

É desafiador “criar reflexões sobre as barreiras culturais promovidas pela sociedade, em relação às construções de corpos femininos e masculinos, que, por se fixarem como “naturais”, tornaram-se parte da educação de crianças e jovens, no ambiente escolar. E, por se tratar de uma instituição indispensável no cotidiano social, a escola se transforma em uma das grandes protagonistas produtora de distinções de gênero”.
Em relação à história, é importante observar que também a educação física escolar tem sido problematizada sob uma perspectiva de gênero por diversas pesquisas. SOUSA (1994) desenvolveu uma pesquisa pioneira na área, intitulada “Meninos a marcha, meninas a sombra”. Nesse trabalho, por meio de uma abordagem histórica, a autora analisa as construções dos gestos femininos e masculinos e a relação destes com os fatores sociais que se instalaram na sociedade. Isto é, entende que a educação física “explicita valores sacralizados pelo patrimônio cultural de nossa sociedade”, segundo ela, articulados por instituições e organizações, tais como a Igreja, o Estado, a Escola, a Medicina, a Família e a Indústria Cultural (1994).
Sobre o processo histórico da Educação Física e a discussão de gênero é correto afirmar:
I. A trajetória de inserção das mulheres nos esportes modernos revela um longo processo de proibições. Essa trajetória também indica disputas e contestações de regras e normas legais que vetam a aquisição de práticas corporais específicas voltadas para o bom desempenho feminino nos esportes. Trata-se de um desafio a ser também enfrentado pelas escolas diante da esportivização da educação física escolar.
II. É importante levar as discussões de gênero mais profundamente nas aulas de educação física, bem como na escola como um todo, uma vez que é também neste local que o corpo e o caráter, vistos e produzidos de formas únicas, estarão representando, sob o mesmo palco, as atribuições e acomodações que lhes couberam, permitindo conflitos e possibilidades entre as diferenças.
III. A educação corporal diferenciada por gênero, disseminada na vida social, separa meninos e meninas em suas práticas corporais, revelando relações de poder que atravessam as experiências de jogo e a ocupação dos espaços escolares.
IV. A ocupação generificada dos espaços escolares e o esporte como expressão da dominação masculina são fortes exemplos de enfrentamentos masculinos da ordem e das normas presentes na escola.
Sobre a história da Educação Física é incorreto afirmar que: