Questões de Concurso Sobre direito processual civil - novo código de processo civil - cpc 2015
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A tutela jurisdicional diferenciada, no processo civil, não se exaure na oposição entre cognição provisória e tutela definitiva. As tutelas provisórias se submetem a pressupostos próprios e produzem efeitos compatíveis com sua natureza, enquanto o cumprimento de sentença e a execução se orientam à satisfação do direito reconhecido, observadas as particularidades do regime aplicável quando a Fazenda Pública integra a relação processual.
O CPC disciplina as tutelas provisórias em regime próprio e estabelece, no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, procedimento específico para obrigação de pagar quantia certa, articulado com o regime constitucional dos precatórios.
Considerando as tutelas provisórias, o cumprimento de sentença, a execução e as especificidades da execução contra a Fazenda Pública, assinale a alternativa CORRETA.
O processo civil brasileiro se estrutura a partir de normas fundamentais que informam a atuação das partes, dos procuradores e do órgão jurisdicional, sem eliminar a existência de regimes procedimentais diferenciados quando a natureza institucional do sujeito processual assim o justifica.
Nesse contexto, a posição da Fazenda Pública em juízo não se confunde com a da parte privada comum, mas também não a exonera da submissão ao contraditório, à motivação das decisões, à regularidade dos atos processuais e ao regime geral de representação processual.
O CPC de 2015 expressamente determina que o processo civil seja interpretado conforme os valores constitucionais e prevê, para a Fazenda Pública, prazo em dobro, intimação pessoal e citação preferencialmente por meio eletrônico.
Considerando os princípios processuais, as partes e os procuradores, os atos processuais, os prazos e as prerrogativas da Fazenda Pública em juízo, analise as alternativas a seguir e assinale a que está CORRETA.
A tutela jurisdicional de situações jurídicas privadas não se organiza de modo indiferenciado em relação ao conteúdo material da pretensão deduzida. Posse, direitos reais, relações familiares e sucessórias integram campos dogmáticos distintos do direito civil e, por isso, projetam consequências próprias sobre a atuação jurisdicional, especialmente no que se refere à competência, à natureza da tutela pretendida e à conformação processual adequada da controvérsia.
A correta leitura dessas categorias exige evitar tanto a fusão entre direitos patrimoniais e existenciais quanto a redução da competência jurisdicional a um critério puramente uniforme de distribuição processual.
Considerando a posse, os direitos reais, as relações familiares e sucessórias sob a perspectiva da jurisdição e da competência, assinale a alternativa INCORRETA.
A respeito da competência no ordenamento jurídico brasileiro e dos atos processuais, julgue o seguinte item.
A competência territorial em relações de consumo é absoluta, sendo permitido ao consumidor escolher, a seu critério, o foro para ajuizar a demanda no local onde melhor possa deduzir sua defesa, e ao juízo eleito é vedado reconhecer de ofício sua incompetência em razão de ausência de justificativa plausível para a escolha do autor.
Em ação de indenização por danos morais, o réu,
devidamente citado, deixou de arguir qualquer vício de
competência em sua contestação. Meses depois, o juízo da
1.ª vara cível proferiu sentença de mérito. Inconformado, o réu
interpôs apelação, alegando, pela primeira vez, a incompetência
absoluta do juízo de origem em razão da matéria, sustentando,
ainda, que eventual cláusula contratual de eleição de foro entre as
partes seria ineficaz por ausência de instrumento escrito. O
tribunal de justiça, ao apreciar o recurso, reconheceu a
incompetência absoluta alegada e determinou a remessa dos
autos ao juízo competente.
Considerando as regras de competência aplicáveis à situação hipotética apresentada e a disciplina geral da competência no ordenamento jurídico brasileiro, julgue o item que se segue.
Para que a cláusula de eleição de foro produza efeitos, é necessário que conste de instrumento escrito, aluda expressamente a determinado negócio jurídico e guarde pertinência com o domicílio ou a residência de uma das partes ou com o local da obrigação, ressalvada a pactuação consumerista, quando favorável ao consumidor.
Em ação de indenização por danos morais, o réu,
devidamente citado, deixou de arguir qualquer vício de
competência em sua contestação. Meses depois, o juízo da
1.ª vara cível proferiu sentença de mérito. Inconformado, o réu
interpôs apelação, alegando, pela primeira vez, a incompetência
absoluta do juízo de origem em razão da matéria, sustentando,
ainda, que eventual cláusula contratual de eleição de foro entre as
partes seria ineficaz por ausência de instrumento escrito. O
tribunal de justiça, ao apreciar o recurso, reconheceu a
incompetência absoluta alegada e determinou a remessa dos
autos ao juízo competente.
Considerando as regras de competência aplicáveis à situação hipotética apresentada e a disciplina geral da competência no ordenamento jurídico brasileiro, julgue o item que se segue.
O tribunal de justiça, ao reconhecer a incompetência absoluta, deveria ter declarado a nulidade da sentença de mérito proferida pelo juízo de origem, sendo vedada a preservação de seus efeitos, uma vez que ela fora proferida por juízo absolutamente incompetente.
Em ação de indenização por danos morais, o réu,
devidamente citado, deixou de arguir qualquer vício de
competência em sua contestação. Meses depois, o juízo da
1.ª vara cível proferiu sentença de mérito. Inconformado, o réu
interpôs apelação, alegando, pela primeira vez, a incompetência
absoluta do juízo de origem em razão da matéria, sustentando,
ainda, que eventual cláusula contratual de eleição de foro entre as
partes seria ineficaz por ausência de instrumento escrito. O
tribunal de justiça, ao apreciar o recurso, reconheceu a
incompetência absoluta alegada e determinou a remessa dos
autos ao juízo competente.
Considerando as regras de competência aplicáveis à situação hipotética apresentada e a disciplina geral da competência no ordenamento jurídico brasileiro, julgue o item que se segue.
É admissível a arguição de incompetência absoluta pelo réu somente em sede recursal, pois, diferentemente da incompetência relativa — que se sujeita à preclusão caso não alegada em preliminar de contestação —, a incompetência absoluta pode ser suscitada a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição, inclusive de ofício pelo magistrado.
Em ação de indenização por danos morais, o réu,
devidamente citado, deixou de arguir qualquer vício de
competência em sua contestação. Meses depois, o juízo da
1.ª vara cível proferiu sentença de mérito. Inconformado, o réu
interpôs apelação, alegando, pela primeira vez, a incompetência
absoluta do juízo de origem em razão da matéria, sustentando,
ainda, que eventual cláusula contratual de eleição de foro entre as
partes seria ineficaz por ausência de instrumento escrito. O
tribunal de justiça, ao apreciar o recurso, reconheceu a
incompetência absoluta alegada e determinou a remessa dos
autos ao juízo competente.
Considerando as regras de competência aplicáveis à situação hipotética apresentada e a disciplina geral da competência no ordenamento jurídico brasileiro, julgue o item que se segue.
O reconhecimento da incompetência absoluta pelo juiz deve ser feito por decisão, quando houver provocação das partes, ou por despacho, quando praticado de ofício pelo magistrado.
I. O Ministério Público será intimado para intervir como fiscal da ordem jurídica, no prazo de 30 dias, quando houver interesse público ou social envolvido no processo.
II. O Ministério Público deverá intervir nos processos que envolvam interesse de incapaz.
III. A participação da Fazenda Pública no processo configura, por si só, hipótese de intervenção obrigatória do Ministério Público.
IV. O Ministério Público deverá intervir em litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana.
Está CORRETO o que se afirma em:
Considerando o disposto no art. 183 do Código de Processo Civil, assinale a alternativa CORRETA.
Acerca da coisa julgada nas ações coletivas, analise as assertivas abaixo:
I. Em casos envolvendo direitos difusos, uma sentença de improcedência pode ter eficácia erga omnes.
II. Em casos envolvendo direitos coletivos stricto sensu, uma sentença de improcedência por falta de provas não tem efeito ultra partes.
III. Nas ações coletivas, pode-se falar em coisa julgada secundum eventum litis.
IV. Em caso envolvendo direitos coletivos stricto sensu, uma sentença de procedência tem eficácia erga omnes, não limitada a grupo, classe ou categoria de lesados.
V. Em ação coletiva envolvendo direitos individuais homogêneos, uma sentença de improcedência não faz coisa julgada material, exceto quanto aos lesados que tenham intervindo na ação.
Quais estão corretas?