Questões de Concurso
Sobre gêneros jornalísticos em jornalismo
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“O destino inexorável que, na maioria das vezes, é o principal responsável pelos atos da espécie humana, torcendo, ao seu bel-prazer, as situações de euforia ou desespero foi, ao perpassar da bela tarde de ontem, no longínquo subúrbio de Triagem, o abominável carrasco, cuja lâmina se abateu sobre uma indefesa jovem de 19 primaveras, roubando-a do seio dos vivos”.
No jornalismo, como é classificado o trecho acima?
I. O planejamento contribui para uma abordagem menos emocional e mais racional dos acontecimentos.
II. A gestão da pauta não impacta nos custos e recursos das diferentes mídias jornalísticas.
III. O controle exercido pela pauta é mais eficaz nas notícias do que nas reportagens.
Quais estão corretas?
( ) As colunas jornalísticas são classificadas como exemplos de jornalismo interpretativo.
( ) Interpretar é explicar. Para explicar, estabelecem-se conexões entre fatos presentes e passados e, ao fazê-lo, por vezes, busca-se antecipar acontecimentos futuros.
( ) Separar o que é relevante e consistente do que é apenas ruído informativo, aprofundando o que for consistente e dando coerência ao que parece não fazer sentido, pode representar uma vantagem competitiva em relação a outras mídias.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto a seguir, assinado por Jorge Duarte, presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública.
Caso INSS também é exemplo da crise de comunicação
Onde há vácuo de informação oficial, instala-se a desinformação, mina-se a confiança e florescem oportunismos. Não é só má-fé de terceiros: há omissão do Estado.
Mesmo em um país acostumado a escândalos com recursos públicos, o caso recente do INSS impressiona pela quantidade de pessoas afetadas, pelo volume financeiro envolvido e pela facilidade com que poderia ter sido evitado. Bastariam mecanismos básicos de controle, transparência ativa e respeito ao interesse público. O cidadão deveria saber, por óbvio, em qualquer situação e não apenas nesta, que haveria desconto, por quê, para quem, e ter como impedir com facilidade.
Esse episódio escancara uma falha estrutural: a comunicação.
O Estado segue incapaz de estabelecer relações confiáveis com a população. Onde há vácuo de informação oficial, instala-se a desinformação, mina-se a confiança e florescem oportunismos. Não é só má-fé de terceiros: há omissão do Estado. Falhou a prestação do serviço, falhou a comunicação pública.
(Correio Brasiliense, maio de 2025.)
Esse tipo de texto é característico de um(a)
Leia o trecho inicial da matéria intitulada “Alerj aprova criação do Disque-Barricada para recebimento de denúncias da população”, disponível no site da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O Disque-Barricada poderá ser implementado no Estado do Rio de Janeiro. O canal oficial será destinado ao recebimento de denúncias sobre a existência de obstáculos, bloqueios, barricadas ou quaisquer estruturas colocadas irregularmente em vias públicas que comprometam a livre circulação de pessoas e veículos. É o que determina o Projeto de Lei 6.803/2025, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única, nesta quinta-feira (18/12). A medida segue para o governador, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.
(https://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/82153#:~:text=O%20Disque%2DBarri cada%20ser%C3%A1%20implementado,circula%C3%A7%C3%A3o%20de%20pessoas %20e%20ve%C3%ADculos. Adaptado.)
O texto é um exemplo de lead
“A proteção às florestas e a lucidez necessária nos (des)caminhos que trilhamos até aqui”
Por Tienay Costa, pesquisadora e coordenadora do grupo de pesquisa do Observatório da COP30 na Amazônia (OCA)
O 17 de julho, Dia de Proteção às Florestas, é um chamado ético e político para repensarmos a nossa relação com a natureza. Por que proteger as florestas? Como protegê-las? E de quem protegê-las? São as perguntas que norteiam essa breve reflexão. Não quero sugerir respostas universais ou objetivadas, não há manual de salvação ecológica para o planeta e, como educadora, sempre reafirmo a importância de estarmos atentos aos discursos reducionistas e ilusórios que costumam compor o quadro prático de soluções para a Amazônia.
O que sugiro é lucidez. Lucidez para reagir e reconhecer os (des)caminhos que trilhamos até aqui e que nos fazem fracassar em um projeto controverso de humanidade, como bem pontua Ailton Krenak. Estamos diante de uma crise ambiental sistêmica, produzida e sustentada pelo capital, assumir isso constitui um bom ponto de partida. Além disso, a crise que atravessamos não é apenas climática, é política, social, econômica e, enfim, humana; ela se capilariza nos mais diversos campos materiais e imateriais da vida. Como a vida ganha contorno em diferentes espaços e temporalidades, é ingênuo acreditar que o colapso ambiental afeta todas as existências da mesma forma”.
De acordo com a clássica classificação proposta pelo professor Marques de Melo, o texto integra o gênero
Considerando-se a situação hipotética precedente e os princípios da redação jornalística clássica, é correto afirmar que o texto apresenta falhas na construção do(a)
Leia o texto para responder à questão.
Autoridades investigam mortes e intoxicações após consumo de destilados adulterados em São Paulo
O Brasil enfrenta um surto incomum de intoxicações por metanol em São Paulo, ligado ao consumo de bebidas alcoólicas que provavelmente foram adulteradas. [...] As ocorrências envolveram bares, adegas e vítimas de diferentes perfis, o que levou as autoridades a classificarem a situação como “anormal”. Embora as marcas e locais específicos não tenham sido divulgados, as bebidas adulteradas eram destilados de marcas conhecidas, como gin e vodca, que teriam sido batizados com metanol antes de serem vendidos.
O metanol (CH₃OH) é um tipo de álcool, semelhante ao etanol (C₂H₆O) consumido em bebidas alcoólicas, mas muito mais tóxico. É um líquido incolor e inflamável, com cheiro parecido com o álcool comum, o que dificulta sua identificação a olho nu. [...] O perigo está na forma como ele é metabolizado pelo corpo. Quando ingerido, o fígado converte o metanol primeiro em formaldeído – um produto químico altamente tóxico. A cegueira, por exemplo, é um dos efeitos mais característicos da intoxicação por metanol. Ela ocorre por causa da forma como o ácido fórmico ataca a retina, a camada do olho que capta luz e transforma imagens.
Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/metanol-o-que-e-como-vai-parar-em-bebidas-alcoolicas-e-por-que-pode-serfatal/.%20Acesso%20em:%2019%20out.%202025. Acesso em: 19 out. 2025.
( ) Nunca deixar de informar-se antes sobre a pessoa que será entrevistada e o assunto que será tratado.
( ) Colocar o entrevistado no ar sem avisá-lo antes, a fim de gerar o fator surpresa.
( ) Encerrar a entrevista imediatamente se perceber que o entrevistado não domina o assunto para o qual foi convidado a falar.
( ) Jamais fazer perguntas que comecem com “O que o senhor acha de...” ou “como o senhor vê a situação de...”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Coluna 1
1. Coluna.
2. Dossiê.
3. Reportagem.
4. Notícia.
5. Nota.
Coluna 2
( ) Relato de acontecimento que está em processo de configuração.
( ) Relato integral de um fato que já eclodiu no organismo social.
( ) Relato ampliado de acontecimento que produz impacto no organismo social (antecedentes, desdobramentos de uma fato).
( ) Mosaico estruturado por unidades curtíssimas de informação e de opinião, caracterizando-se pela agilidade e pela abrangência. Cumpre uma função que foi peculiar ao jornalismo impresso antes do rádio e da televisão: o furo.
( ) Mosaico destinado a facilitar a compreensão dos fatos noticiosos. Condensação de dados sob a forma de “boxe”, ilustrado com gráficos, mapas ou tabelas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: