Leia o texto a seguir, publicado no Amazônia Vox, em julho d...
“A proteção às florestas e a lucidez necessária nos (des)caminhos que trilhamos até aqui”
Por Tienay Costa, pesquisadora e coordenadora do grupo de pesquisa do Observatório da COP30 na Amazônia (OCA)
O 17 de julho, Dia de Proteção às Florestas, é um chamado ético e político para repensarmos a nossa relação com a natureza. Por que proteger as florestas? Como protegê-las? E de quem protegê-las? São as perguntas que norteiam essa breve reflexão. Não quero sugerir respostas universais ou objetivadas, não há manual de salvação ecológica para o planeta e, como educadora, sempre reafirmo a importância de estarmos atentos aos discursos reducionistas e ilusórios que costumam compor o quadro prático de soluções para a Amazônia.
O que sugiro é lucidez. Lucidez para reagir e reconhecer os (des)caminhos que trilhamos até aqui e que nos fazem fracassar em um projeto controverso de humanidade, como bem pontua Ailton Krenak. Estamos diante de uma crise ambiental sistêmica, produzida e sustentada pelo capital, assumir isso constitui um bom ponto de partida. Além disso, a crise que atravessamos não é apenas climática, é política, social, econômica e, enfim, humana; ela se capilariza nos mais diversos campos materiais e imateriais da vida. Como a vida ganha contorno em diferentes espaços e temporalidades, é ingênuo acreditar que o colapso ambiental afeta todas as existências da mesma forma”.
De acordo com a clássica classificação proposta pelo professor Marques de Melo, o texto integra o gênero
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer que o excerto é um texto assinado e com predominância de tomada de posição, o que o enquadra no gênero opinativo segundo Marques de Melo.
- Classifique o gênero pela função dominante e pela forma do texto, não apenas pelo tema tratado.
- Se houver tese autoral, juízo explícito e argumentação valorativa como eixo do excerto, a tendência é gênero opinativo.
- Não confunda interpretação de conteúdo com reportagem interpretativa: sem marcas reportoriais, a análise pode ser apenas opinião.
- Gênero utilitário exige serviço ou orientação prática de uso imediato, não simples relevância social ou convite à reflexão.
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