Questões de Concurso
Sobre gêneros jornalísticos em jornalismo
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Os gêneros jornalísticos organizam as diferentes formas de produção da informação nos meios de comunicação, distinguindose quanto à finalidade, à estrutura e à linguagem empregada.
Levando em conta a classificação dos gêneros jornalísticos, assinale a alternativa correta.
Assinale a opção que apresenta uma formulação característica de um artigo de opinião assinado.
Considerando a lógica da pirâmide invertida, assinale a opção que apresenta a organização mais adequada para uma notícia.
Leia o texto a seguir:
As atrizes Clarice Falcão e Bella Camero participam, na quarta-feira, 8 de julho, às 16h, de um debate sobre humor feminino na Universidade Federal Fluminense, em Niterói. O encontro também terá a presença da escritora Adriana Falcão e da atriz Dida Camero, mães de Clarice e Bella, respectivamente. As quatro integram o podcast “Ela É Pior que Eu”, produção do Porta dos Fundos feita por mulheres. O bate-papo, com o tema “Humor e gênero”, será realizado no Auditório do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, no Campus do Gragoatá, em São Domingos. A mediação será da pesquisadora Thaís Leão Vieira, da Universidade Federal de Mato Grosso. A atividade faz parte da programação da 36ª edição da conferência anual da International Society for Humor Studies, que acontece pela primeira vez na América Latina”.
(Disponível em: https://ofluminense.com.br/clarice-falcao-debate-humor-feminino-na-uff/19.07.2026)
Considerando as características do texto, a qual gênero jornalístico ele pertence?
A concepção de alfabetização midiática e informacional (AMI) apresentada no texto compreende que o enfrentamento da desinformação requer
O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que trabalhará para mudar o salário médio de R$ 30 mil dos deputados federais, como alternativa para diminuir os gastos públicos. O presidente da Câmara prometeu que encaminhará sua sugestão ao Congresso e que iniciará o debate sobre a pauta no segundo semestre. “A administração pública custa 67% a mais que o setor privado. Nos Estados, a média é 30% maior. Não podemos ter salário médio de R$ 30 mil na Câmara dos Deputados”, disse.
O deputado tem toda razão, não podemos ter salários neste patamar...
(Mantiqueira. Disponível em https://shre.ink/jSnV)
De acordo com as características textuais apresentadas, é correto afirmar que esse texto, não assinado, pertence a
“Os servidores estatutários docentes ou técnico-administrativos admitidos antes de 02.10.2013 podem aderir à previdência complementar do Estado de São Paulo mediante inscrição na SP-PREVCOM.”
(Unesp. Disponível em https://sl1nk.com/spzlc95)
De acordo com as características de redação desse lead, é correto afirmar que se trata de uma matéria do gênero

(Adaptado de: BARBOSA, Tatiane. Adolescente denuncia sofrer bullying em escola por causa da aparência após o tratamento de câncer. G1, Goiás, 11 de junho de 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/06/11/adolescente-denuncia-sofrer-bullying-em-escola-por-causa-daaparencia-apos-tratamento-de-cancer.ghtml. Acesso em: 12 de jul., 2026.
“A Câmara Municipal de Palhoça sediou o encontro Caravana DefenDelas. A iniciativa da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina é voltada ao combate à violência doméstica e familiar. O evento reuniu representantes da Rede de Atendimento local e servidores para articular ações de enfrentamento à violência e ampliar o acesso das mulheres à assistência jurídica gratuita e especializada”.
Considerando os elementos associados ao lide jornalístico, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O quê, quem e quando estão presentes no fragmento.
( ) Quem, como e onde não são identificáveis na citação.
( ) Por que, o quê e quem são inferíveis no trecho.
( ) Onde, o quê e quem são inferíveis no fragmento.
( ) Todos os elementos estão inferíveis no trecho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O PUXADOR DE PALMAS
Antonio Prata
Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxa
dor-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.
I. A enquete e a cronologia pertencem ao gênero interpretativo.
II. A entrevista integra o gênero informativo.
III. A resenha e o dossiê são classificados como formatos pertencentes do gênero opinativo.
IV. O roteiro e o indicador são formatos característicos do gênero utilitário.
V. A história de interesse humano é um formato do gênero diversional.
Quais estão corretas?
No que diz respeito a mídias web e digitais, redes sociais, blogs, podcasts, wikis, comunicação online e novas tecnologias de comunicação, julgue o item seguinte.
O jornalismo de dados é uma modalidade de prática jornalística que utiliza técnicas de coleta, tratamento, análise e visualização de grandes conjuntos de dados digitais para a produção de reportagens, sendo considerado uma das expressões mais significativas da transformação do jornalismo na era das mídias web e da comunicação online.