Questões de Concurso
Sobre principais teorias e autores em comunicação social
Foram encontradas 662 questões
Entre o final dos anos 60 e início dos 70, foi inaugurada uma reflexão efetivamente latino-americana sobre a comunicação. Inicialmente, a pesquisa esteve vinculada a centros de pesquisa, e alguns deles editaram revistas de comunicação. Comunicación y Cultura, lançada em julho de 1973, era ligada ao
Para o pensador Régis Debray, os quatro estágios do percurso midiológico são
A linha de pesquisa que defende que as pessoas tendem a esconder opiniões contrárias à ideologia majoritária e que os meios de comunicação acabam consolidando as opiniões efetiva ou aparentemente dominantes é conhecida como
O modelo de processo comunicacional que possui como paradigma elementar a unidade de comunicação, que tanto recebe como transmite mensagens, onde cada indivíduo funciona como fonte e destino de mensagens, agindo como um sistema de comunicação autocontido, foi elaborado por
A linha de pesquisa conhecida como agenda setting estuda o impacto dos meios de comunicação na formação da opinião pública. O autor que se dedicou ao estudo desse paradigma foi
Nos anos 60, Hans-Robert Jauss e Wolfgang Iser, em seus estudos sobre a Estética da Recepção, enfatizaram o papel ativo desempenhado pelo leitor. Os dois teóricos integravam a Escola de
O sociólogo que estudou os aspectos da cultura difundida pelos meios de comunicação, mostrando que, nessa cultura massiva, há uma intensa circulação de imagens, símbolos, ideologias e mitos é
A abordagem dos meios de comunicação em que o público é comparado aos tecidos do corpo humano, que, atingido por uma substância (no caso, a informação), todo o corpo social é atingido indistintamente, é chamada de
Apontado como um dos “pais fundadores” da pesquisa em comunicação, Paul Lazarsfeld
Valéria Castro Lopes utiliza a tipologia de Ernest para classificar as empresas com forte comunicação e suscetíveis às necessidades e aos interesses de funcionários e consumidores e as empresas inábeis nas relações com os empregados e clientes. Do cruzamento dessas duas dimensões, a tipologia para a cultura organizacional que é reativa e não-participativa denomina-se
O sociólogo alemão Ferdinand Tönnies desenvolveu um dos estudos clássicos sobre comunidade em 1887. Esse autor conceituava comunidade em oposição:
Inspirada em Antonio Maximiano, Margarida Kunsch destaca que o enfoque sistêmico das organizações precisa ser compreendido como conjunto de dois sistemas interdependentes que se influenciam, mutuamente,
O repertório é um conjunto de signos conhecidos ou assimilados por um indivíduo ou por um grupo de pessoas, uma espécie de estoque de experiências, fixado por um determinado código. A fim de neutralizar o ruído para transmitir informações novas de maneira eficaz, o comunicador precisa trabalhar com uma medida adequada de
Nelson Traquina, em Teorias do Jornalismo, desenvolve uma reflexão sobre os efeitos das determinações econômicas e ideológicas no campo jornalístico, afirmando ter sido a profissão amplamente modelada pela ação de ambos os polos. Acerca dessa reflexão levada a cabo pelo autor, é correto afirmar que
I. a pujança do polo ideológico do campo jornalístico é também alimentada pelos fracassos dos jornalistas no cumprimento do seu papel de watchdog.
II. o fator econômico é uma força aparentemente muito importante na atividade jornalística, mas que possui ações restritas na determinação da práxis da comunidade profissional.
III. enquanto o polo ideológico define o jornalismo como um serviço público, o jornalismo é feito em empresas que, na sua esmagadora maioria, têm como objetivo acabar o ano com lucros.
IV. enquanto o polo ideológico define o jornalismo como um negócio, o polo econômico define o jornalismo como um serviço público.
Considerando V(verdadeiro) e F(falso), assinale a alternativa que contém a sequência correta.
Na discussão desenvolvida sobre a "objetividade jornalística" em Teorias do Jornalismo, Traquina dialoga com um conjunto de autores acerca de como esse valor constituidor do ethos jornalístico é mal interpretado e pouco entendido. A partir desse diálogo, pode-se dizer que Traquina sustenta o seguinte argumento:
I. Com a ideologia da objetividade, os jornalistas substituíram uma fé simples nos fatos por uma falsa fidelidade às regras e aos procedimentos criados para um mundo no qual nem os fatos eram postos em causa.
II. A objetividade no jornalismo não é negação da subjetividade, mas uma série de procedimentos que os membros da comunidade interpretativa utilizam para assegurar uma credibilidade não-interessada e se protegerem contra eventuais críticas ao seu trabalho.
III. Os jornalistas acreditam poder mitigar pressões contínuas como sejam os prazos, os possíveis processos de difamação e repressões dos superiores, com o argumento de que seu trabalho tem, em parte, um caráter subjetivo.
Das afirmativas apresentadas, está(ão) correta(s) some
Nelson Traquina, em Teorias do Jornalismo, desenvolve uma discussão sobre o ethos jornalístico, isto é, "uma definição de uma maneira de como se deve ser jornalista) / estar (no jornalismo)" (Nelson Traquina, 2005, 126).Analise as alternativas abaixo, considerando os elementos constituintes desse ethos, segundo Traquina.
I. Existe uma relação simbiótica entre o jornalismo e a democracia em que o conceito de liberdade está no núcleo da relação.
II. Outro valor essencial desta comunidade interpretativa é a dependência dos profissionais em relação aos outros agentes sociais.
III. A importância de manter a credibilidade leva a um trabalho constante de verificação dos fatos e de avaliação das fontes da informação.
Das afirmativas apresentadas, está(ão) correta(s) somente
Pierre Bourdieu, no livro Sobre a televisão, desenvolve uma argumentação, afirmando que os jornalistas veem a realidade a partir de "óculos", operando uma seleção e construção do real. O fragmento de texto que confirma tal observação é:
A prática do clipping, assim como a perseguição implacável pelo furo, levariam, segundo Pierre Bourdieu, no livro Sobre a televisão, a uma homogeneízação dos produtos jornalísticos: "os produtos jornalísticos são muito mais homogêneos do que se acredita. As diferenças mais evidentes, ligadas sobretudo à coloração política dos jornais (...), ocultam semelhanças profundas, ligadas em especial às restrições impostas pelas fontes e por toda uma série de mecanismos, dos quais o mais importante é a lógica da concorrência"(Pierre Bourdieu, 1997,31).Bourdieu define esse mecanismo de elaboração de informações redundantes, por parte dos jornalistas, como
Na revista Imprensa, de fevereiro de 2008, a reportagem intitulada "Audiência monotemática" se propunha a discutir os gigantescos esquemas de comunicação montados para a cobertura do carnaval de 2008, mobilizando inúmeras TV, sites, rádios e impressos (em especial, as TV): "Carnaval é sempre igual. Ivete Sangalo na Bahia, frevo em Olinda e horas e mais horas seguidas de desfile na Sapucaí. A pauta é monótona, mas a audiência sempre é boa. Nem poderia ser diferente, já que a programação nessa época é monotemática" (Imprensa, fevereiro de 2008).
Pierre Bourdieu, no livro Sobre a Televisão, oferece nos uma interessante possibilidade de reflexão acerca das estratégias comunicacionais construídas por esse veículo: ''uma parte da ação simbólica da televisão, no plano das informações, por exemplo, consiste em atrair a atenção para fatos que são de natureza a interessar a todo mundo. (...) Eles não devem chocar ninguém, não envolvem disputas, não dividem, formam consenso, interessam a todo mundo, mas de um modo tal que não tocam em nada de importante"(Pierre Bourdieu, 2007, 23).
Segundo Bourdieu, tais fatos são definidos como