Questões de Concurso
Sobre meio ambiente e sociedade em sociologia
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Acho que posso generalizar sem medo de ser injusto. Em geral, os povos indígenas têm uma concepção de que o tempo é circular, como os ciclos da natureza. Eles não veem o tempo como algo linear, mas sim como algo que alimenta a si mesmo, desdobrandose e se projetando adiante. O passado diz respeito a quem somos, de onde viemos, e o presente é onde vivenciamos o resultado disso tudo. Com isto, esses povos construíram uma visão de mundo que, originalmente, não é baseada no tempo do relógio, da produção, do acúmulo de riquezas materiais. Essa é a visão resultante da concepção linear de tempo, que tem a ver com a certeza de que existe algo além do presente, ou seja, o futuro. Por essa ótica linear, no futuro, as pessoas serão mais felizes. Assim nascem as grandes histórias ocidentais sobre uma busca por algo muito importante: do santo graal a uma vida após esta vida. Esse olhar para o futuro aliena as pessoas para a necessidade mais imediata de construirmos nossa própria existência no presente.
Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024- 04/modo-nao-indigena-de-pensar-futuro-e-alienante-diz-danielmunduruku
As afirmativas a seguir apresentam possíveis objetivos para a utilização deste trecho em sala de aula, à exceção de uma. Assinale-a.
A partir dessa situação, assinale a opção que contém uma explicação para a crítica dos estudantes.
Disponível em: https://medium.com/@mariele.csantos/. Acesso em: 29 ago. 2024 (adaptado).
Para abordar esse tema de maneira concreta, a docente optou pelo método do estudo de caso, concentrandose na imigração dos haitianos para o Brasil após o terremoto de magnitude 7.0 na escala Richter ocorrido em 2012. Essa catástrofe resultou em mortes significativas e destruição de infraestruturas, o que levou milhares de haitianos a procurarem refúgio em outros países. A aula focará os eventos ocorridos no Haiti como um estudo de caso dos impactos das mudanças climáticas nas migrações humanas. A fim de enriquecer o estudo de caso haitiano e articulá-lo com a imagem apresentada, a professora decidiu utilizar metodologia dialógica, promovendo um diálogo crítico e reflexivo entre os alunos, para que compreendam melhor as complexidades envolvidas.
Nessa situação, para que a docente atenda aos objetivos estabelecidos e empregue a metodologia definida, é adequado que ela
Disponível em: https://www.economiasolidaria.org/wp-content/uploads/2023/02/ images_cms-image-000031339.jpg. Acesso em: 12 jun. 2024.
Considerando-se o exposto, as alternativas almejadas por esses agricultores se relacionam na medida em que
CAPRA, F. O Ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Editora Cultrix, 1987 (adaptado).
Conforme as ideias de Capra apresentadas no fragmento de texto acima, a reflexão sobre os valores morais na contemporaneidade implica a
ZORZETTO, R. Manipulação de dados — fraude em estudo sobre vacina reabre discussão acerca das práticas de pesquisa. Revista Pesquisa FAPESP, edição 181, p. 57-59, 2011 (adaptado).
Com relação à situação apresentada no texto e os impactos da ciência e da tecnologia em questões sociais, assinale a opção correta.
Leia a charge e o texto a seguir.

(Disponível em: <https://www.brasil247.com/charges/as-enchentes-no-rs-e-o-estado-minimo>. Acesso em: 20 ago. 2024.)
O mundo está em perigo e a globalização tem uma parte de responsabilidade, de acordo com o sociólogo britânico Anthony Giddens. Ele acredita que a modernidade produziu um “mundo desembestado”, no qual governos e indivíduos enfrentam riscos globais, como a mudança climática. Uma de suas contribuições para essa importante área é oferecer uma explicação sociológica de por que governos e pessoas relutam em tomar medidas imediatas para lidar com as causas do aquecimento global. Essa globalização da modernidade e suas consequências marcam um novo estágio da civilização humana, o qual Giddens chama de “modernidade tardia”. Ele usa a analogia de “dirigir uma jamanta” para ilustrar como o mundo moderno parece estar “fora de controle” e difícil de dirigir. Se a vida na modernidade tardia é, às vezes, “gratificante” e “animadora”, as pessoas têm que se defrontar com novas incertezas depositando confiança em sistemas abstratos e gerenciando novos desafios e riscos.
(Adaptado de: THORPE, C. et al A mudança climática é uma questão de baixa prioridade. Anthony Giddens. In: THORPE, C. et al O Livro da Sociologia. São Paulo: GloboLivros, 2016. p.148.)
Com base no papel do Estado diante das mudanças climáticas na era da modernidade tardia, como ilustrado pela charge e debatido pelo texto, considere as afirmativas a seguir.
I. O Estado deve adotar uma postura de abstenção, permitindo que o mercado e as forças econômicas solucionem os problemas ambientais de forma autônoma.
II. O Estado deve implementar políticas públicas eficazes e regulamentos ambientais rigorosos para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
III. O Estado deve promover a conscientização pública e incentivar a participação dos cidadãos na adoção de práticas sustentáveis e na mitigação dos impactos ambientais.
IV. O Estado deve cooperar com outras nações e organizações internacionais para desenvolver soluções globais e coordenadas no combate às mudanças climáticas.
Assinale a alternativa correta.
Considerando o texto acima, julgue as asserções abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
I - Sob as perspectivas da desigualdade e da injustiça ambiental, conclui-se que todos os seres humanos são indistinta e indiscriminadamente vitimas potenciais dos riscos inerentes as práticas poluidoras e destrutivas, bem como dos efeitos de uma possível crise de escassez de matéria e energia.
II - A definição de injustiça ambiental como “o mecanismo pelo qual sociedades desiguais destinam a maior carga dos danos ambientais a grupos sociais de trabalhadores, populações de baixa renda, grupos raciais marginalizados e demais grupos vulneráveis” fundamenta-se na concepção neomalthusiana segundo a qual a atual crise ambiental caracteriza-se pela escassez tendencial de recursos naturais que tem como causa principal um crescimento populacional que excede a capacidade dos territórios e do planeta.
III - No Brasil podemos encontrar a desigualdade ambiental nas duas formas que foram caracterizadas por Haroldo Torres (2005): a primeira, no acesso desigual a bens, amenidades e riscos ambientais por parte de indivíduos e grupos, a segunda como sobreposição ou exposição simultânea de indivíduos e grupos sociais a mais de uma forma de desigualdade.
IV - Em sua formulação original, o conceito de racismo ambiental designa “a distribuição injusta dos recursos e riscos ambientais entre diferentes grupos étnico-raciais” e por essa razão essa noção não é util para compreender expressões da injustiça ambiental.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA:
Considere o texto abaixo:
"Apesar de ser um termo que denuncia uma violação de direitos, sua definição e aplicação ainda não são totalmente aceitas pelas implicações sociais e históricas que traz consigo. [...] em países como o Brasil, não se trata de uma coincidência que as populações negras, por exemplo, sejam as mais afetadas pelos danos ambientais. Devido ao seu passado colonial, com estruturas sociais baseadas na escravização de pessoas negras, estas passaram a ser invisibilizadas, o processo de alforria foi realizado sem nenhum tipo de reparação dos danos causados pela escravidão ou integração dos libertos."
Fonte: Jornal da USP. Disponível em:https://jornal.usp.br/atualidades/racismo-ambiental-e-uma-realidade-que-ating e-populacoes-vulnerabilizadas/ >Acesso em: 15 de janeiro de 2024.)
O texto faz referência ao conceito de:
Com que paradigma teórico se relacionam as seguintes teorias socioambientais ou formas de encarar o problema ecológico dentro do capitalismo? Considere a letra “F”, para o paradigma funcionalista, e a letra “M” para o paradigma materialista:
( ) Bioeconomia.
( ) Ecologismo dos pobres.
( ) Economia verde.
( ) Ecossocialismo.
( ) Justiça ambiental.
( ) Modernização ecológica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
“A conclusão ou compreensão de que estamos vivendo uma era que pode ser identificada como ____________ deveria soar como um alarme nas nossas cabeças. Porque, se nós imprimimos no planeta Terra uma marca tão pesada que até caracteriza uma era, que pode permanecer mesmo depois de já não estarmos aqui, pois estamos exaurindo as fontes da vida que nos possibilitaram prosperar e sentir que estávamos em casa, sentir até, em alguns períodos, que tínhamos uma casa comum que podia ser cuidada por todos, é por estarmos mais uma vez diante do dilema a que já aludi: excluímos da vida, localmente, as formas de organização que não estão integradas ao mundo da mercadoria, pondo em risco todas as outras formas de viver — pelo menos as que fomos animados a pensar como possíveis, em que havia corresponsabilidade com os lugares onde vivemos e o respeito pelo direito à vida dos seres, e não só dessa abstração que nos permitimos constituir como ‘uma’ humanidade, que exclui todas as outras e todos os outros seres” (KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019) – trecho adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Muito antes de os ODS serem estabelecidos pela ONU, em 1995, a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), implementou o Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro (PROAP), popularmente conhecido como Programa Favela-Bairro. Esse programa teve duas fases (1995-2000 e 2000-2007) e tinha por objetivo urbanizar as comunidades do Rio de Janeiro, integrando-as ao tecido urbano da cidade, por meio da numeração e regulamentação dos lotes, do acesso às infraestruturas urbanas e da implantação de instalações comunitárias, como creches, escolas, áreas recreativas e esportivas. Assim, os lotes passavam a dispor, de modo formal, de abastecimento de água, de ruas pavimentadas, de sistemas de esgotos e drenagem de águas pluviais, e de iluminação pública. Após um início exitoso, o programa acabou por ser descontinuado por enfraquecimento da presença do Estado no controle urbanístico, por precariedade na manutenção das infraestruturas instaladas e por insuficiência na prestação dos serviços públicos.
Se fosse implantado hoje, no que diz respeito a Cidades e Comunidades Sustentáveis e ao ODS 11, esse programa estaria atendendo, prioritariamente, a meta
Complete respectivamente as lacunas:
Leia atentamente os trechos da Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências para responder à questão.
[...] Terras invadidas
Pela força e ambição [...]
[...] Vivemos uma era do medo
De incertezas, desrespeito e confusão
Nossas aldeias estão vulneráveis
Novamente nossas flechas não combatem
A velocidade da munição [...].
[..] E veio o ano de 2020
Uma pandemia tivemos que enfrentar
As aldeias não conseguiram evitar
Que a doença entrasse matando sem parar [...].
Muitos ajudaram
Outros cruzavam os braços
E de longe viam a cena passar.
“Terra para “índio”?
Nem um palmo vou liberar”.
Frases de efeito pairam pelo ar
Terra Mãe!
Viver é pensar com equilíbrio
É ter pertencimento com o lugar
É sair da alienação
e ver que a natureza é um sujeito a
ecoar.
Respeito, direito!
Vem! Protege o teu lar
(Extraído de Wayna Kambeba, Márcia, Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências. Resistir em tempos pandêmicos. 2022. Sens public. https://sens-public.org/articles/1658/)) disponível em sens-public.org/articles/1658). Acesso em 17 de maio de 2023.