Questões de Concurso Sobre estratificação e desigualdade social em sociologia

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Q4118696 Sociologia
O trabalho doméstico ainda é, no Brasil, uma atividade importante. Segundo dados do IBGE, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas ocupadas no trabalho doméstico no 4º trimestre de 2022, sendo 91,4% mulheres. O perfil predominante é feminino, afrodescendente e de baixa escolaridade. Esse trabalho revela resíduo de longa duração da presença do sistema escravocrata. Nesse sistema, os escravos eram os pés e as mãos do senhor. A leitura crítica dessa realidade cotidiana, revela que
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Q4102474 Sociologia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades

    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência escolar bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado, gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também é clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera as desigualdades racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas na Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

Analise as assertivas abaixo sobre os motivos que levam os jovens de 15 a 29 anos a interromperem os estudos antes da conclusão do Ensino Médio:


I. O imperativo econômico de inserção no mercado de trabalho formal ou informal atua como principal vetor de evasão escolar entre a população masculina.


II. O trabalho não remunerado, manifestado em responsabilidades domésticas e de cuidado, configura-se como um entrave cultural e social preponderante para a continuidade dos estudos por parte das mulheres.


III. As razões para o abandono escolar são simétricas entre os gêneros, visto que tanto homens quanto mulheres prioritariamente deixam a escola para assumir funções de provedores financeiros ou do lar.


Está CORRETO o que se afirma em:

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Q4101665 Sociologia
Ao analisar os modos históricos de tratamento destinados às pessoas com deficiência em diferentes sociedades, um professor de AEE observou que determinados grupos sociais compreendiam as limitações funcionais como sinais de impureza, castigo divino ou incapacidade para a convivência coletiva, legitimando práticas de abandono e exclusão social. Essa concepção configura CORRETAMENTE:
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Ano: 2026 Banca: Instituto Legalle Órgão: Prefeitura de São Vendelino - RS Provas: Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Ciências | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Matemática | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Português | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência nas disciplinas de História/Geografia | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Inglês | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência nas disciplinas de Artes | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Servente | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Alemão |
Q4101629 Sociologia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

Analise as assertivas abaixo sobre os motivos que levam os jovens de 15 a 29 anos a interromperem os estudos antes da conclusão do Ensino Médio:
I. O imperativo econômico da inserção no mercado de trabalho formal ou informal atua como o principal vetor de evasão escolar entre a população masculina.
II. O trabalho não remunerado, manifestado em responsabilidades domésticas e de cuidado, configura-se como um entrave cultural e social preponderante para a continuidade dos estudos por parte das mulheres.
III. As razões para o abandono escolar são simétricas entre os gêneros, visto que tanto homens quanto mulheres prioritariamente deixam a escola para assumir funções de provedores financeiros do lar.
Está CORRETO o que se afirma em:
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Q4099085 Sociologia

Analise a figura e o texto a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/noticias/onu-mulheres-ecartunistas-divulgam-charges-para-criticar-desigualdades-de-genero/ Acesso em: 12 mai. 2026.


Apesar do aumento da participação das mulheres na política brasileira nas últimas décadas, a presença feminina nos espaços de poder ainda permanece desigual quando comparada à dos homens. Nesse contexto, movimentos e debates sociais, assim com políticas públicas, têm buscado ampliar a participação das mulheres no processo de representação política e tomada de decisões.


Sobre a representatividade feminina na política brasileira, é CORRETO afirmar:


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Q4091054 Sociologia
Na atualidade, observa-se, nos processos de turistificação, a intensificação do fenômeno da gentrificação e suas reconfigurações sobre o espaço urbano. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os desdobramentos desse fenômeno. 
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Q4086500 Sociologia
No trabalho com as diferentes famílias, o assistente social se depara cotidianamente com um fenômeno muito comum: a circulação de crianças, ou seja, a transferência e/ou partilha da responsabilidade por uma criança entre um adulto e outro. Em relação a esse fenômeno, assinale a alternativa correta.  
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Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2026 - SED-SC - Professor - Sociologia |
Q4081186 Sociologia
A interpretação da formação social brasileira, presente na obra O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, analisa o país como resultado de um processo histórico marcado pela colonização violenta, pela convivência conflituosa entre diferentes matrizes culturais e pela constituição de profundas desigualdades estruturais. Nesse contexto, a educação e o reconhecimento da diversidade cultural aparecem como elementos centrais para a compreensão e possível transformação da realidade brasileira. Com base nessa interpretação, assinale a alternativa correta:
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Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2026 - SED-SC - Professor - História |
Q4079279 Sociologia
Considere as características das estruturas sociopolíticas responsáveis pela estabilidade de impérios africanos ao longo do tempo. Sobre as categorias sociais e a posse da terra nesses Estados, analise as afirmativas a seguir:
I.Na Constituição Mossi, os ministros que auxiliam o poder imperial não pertenciam à nobreza, sendo associados ao poder de maneira orgânica para representar as diversas profissões e castas no governo.
II.No reino de Cayor, a infantaria do exército era composta majoritariamente por escravos − Djam −, e o comando supremo era exercido pelo Diaraff Bunt Keur, um representante dos escravos dentro do governo.
III.A categoria dos Bâ-dolo correspondia a camponeses escravizados de origem Gér que, por serem desprovidos de recursos materiais, eram responsáveis pela fiscalização da sociedade e tornavam-se o alvo principal da tributação.
IV.O feudalismo africano diferenciou-se do europeu porque a nobreza guerreira africana consolidou o poder político através da propriedade privada da terra, despojando ritualmente os camponeses do solo.
É correto o que se afirma em:
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Q4076001 Sociologia
A questão racial pós-abolição no Brasil deve ser entendida juntamente com as condições das classes na sociedade brasileira. Uma das linhas de análise sobre a situação social do negro e as relações raciais no Brasil aponta que a discriminação racial é um mecanismo que gera desigualdades por meio da desqualificação competitiva dos negros, preservando, assim, os privilégios e os ganhos materiais e simbólicos para os brancos. De acordo com essas ideias analise as assertivas que seguem:

I. As diferenças no acesso à educação refletem de forma decisiva no acesso ao trabalho (maiores taxas de desemprego) e na estrutura ocupacional, resultado em um confinamento desproporcional de negros em ocupações manuais, menos qualificadas e pior remuneradas.
II. A permanência das desigualdades raciais não se constitui apenas como efeito de classe, pois a discriminação torna-se evidente à medida que os aspectos mais relevantes da condição de classe são controlados e as desigualdades raciais se mantêm.
III. A industrialização no Brasil elimina a raça como critério que estrutura as relações sociais, deixando apenas a classe socioeconômica como estrutura da desigualdade.

Está(ão) CORRETA(S):
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Q4073508 Sociologia
Considerando Giddens no livro Sociologia (2012), qual afirmação expressa de modo mais adequado a relação entre mercado de trabalho e exclusão social?
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Q4071408 Sociologia
Considerando a discussão desenvolvida por Milton Santos, em Pobreza Urbana, acerca da definição de pobreza, assinale a alternativa correta. 
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Q4070925 Sociologia
Sobre o chamado "trabalho de cuidado" atualmente, pode-se deduzir que:
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Q4070338 Sociologia
A literatura crítica sobre gestão escolar democrática evidencia que os órgãos colegiados operam em contextos institucionais marcados por assimetrias de poder, desigualdades de capital cultural entre os segmentos representados e tensões entre a lógica burocrática dos sistemas de ensino e a lógica participativa que fundamenta a democratização da escola. Essas condições estruturais condicionam a capacidade real dos mecanismos colegiados de produzir decisões legitimadas pela comunidade escolar. Considerando essas mediações à luz da sociologia das organizações escolares, da teoria democrática aplicada à gestão educacional e do ordenamento jurídico vigente, assinale a alternativa correta: 
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Q4058092 Sociologia
Em um arquivo municipal, uma pesquisadora reúne um conjunto de fontes sobre uma cidade entre 1910 e 1940: anúncios de jornal sobre "boa conduta feminina", regulamentos escolares que separam atividades "para meninos" e "para meninas", fotografias de festas cívicas com ausência de trabalhadores negros em posições de destaque, relatórios policiais que descrevem práticas religiosas afro-brasileiras como "desordem", além de memórias de moradores publicadas décadas depois, que afirmam que "naquela época todos conviviam em harmonia". Ao interpretar esse material, a pesquisadora pretende articular cultura, mentalidades, identidades, gênero e etnia sem tomar as fontes como espelho neutro da realidade. Assinale a alternativa que apresenta uma leitura consistente com a História Cultural e Social. 
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Q4040600 Sociologia

Identifique o conceito que é expresso pela seguinte definição: “Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras”.



CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas, v. 10, n.1, p. 171-188, 2002.

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Q4037498 Sociologia
O período pós-abolição na Bahia pode ser corretamente compreendido a partir do fato de que a
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Q4034989 Sociologia
No artigo Gênero, raça, desigualdades e políticas de ação afirmativa no ensino superior (2015), Barreto destaca como os marcadores de gênero e raça têm sido acessados nos estudos sobre desigualdades no Ensino Superior brasileiro, bem como o impacto de políticas de ação afirmativa nas universidades, sobretudo a partir dos anos 2000. Com base no artigo de Barreto (2015), é correto afirmar que:
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Q4029816 Sociologia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudo mostra que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres.


As mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens em tarefas domésticas e cuidados, o que representa mais de mil horas dedicadas com o outro - filho, marido, pais - mas não remunerado e invisível socialmente, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Anualmente, são mais de mil horas dedicadas a um trabalho fundamental para a sociedade, que é o cuidado com o outro - filho, marido ou pais -, um trabalho não remunerado e invisível socialmente.

Estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, principalmente filhas, cônjuges e netas, com média de idade de 48 anos. O fenômeno ocorre no mundo inteiro.

Mulheres e meninas são as mais afetadas na vida profissional e nos estudos, por conta dos cuidadoS segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, professora do Programa de Pos-Graduação em Dir Humanos e Políticas Públicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), uma das autoras do trabalho.

"Uma mulher para de estudar para cuidar dos irmãos, dos trabalhos domésticos. Faz isso todos os dias e, quando termina, recomeça no dia seguinte. É um trabalho que não tem fim, diz Valquiria."

Para a pesquisadora, o trabalho do cuidado tem forte cunho cultural no Brasil.

Políticas públicas

Alguns países, porém, já têm políticas de apoio aos cuidadores.

Na Finlândia e na Dinamarca, por exemplo, os assistentes domésticos e de serviços são pagos pela municipalidade.

Na França, Áustria, Alemanha e Holanda também há custeio a alguns serviços feitos por assistentes.

No Reino Unido e na Irlanda, o Estado compensa a perda da renda durante o período em que a pessoa presta assistência a um familiar.

Na Espanha, existe a Lei de Promoção da Autonomia Pessoal e Atenção às pessoas em situação de dependência, que inclui a compensação econômica para os cuidadores familiares.

"No Brasil, a coisa está muito tímida ainda. Nós temos a Política Nacional do Cuidado, instituída no final de 2024, que está sendo ainda implementada."

A professora defende que muito mais do que só pagar pelo trabalho das mulheres, é preciso que isso seja reconhecido socialmente e que as cuidadoras recebam uma compensação financeira para que não tenham toda essa sobrecarga de trabalho.

Valquiria chama a atenção para o fato de que, no cuidado com o filho ou um idoso, não é só chegar lá e ministrar o remédio, a comida, a higienização. Tem toda uma relação afetiva que se forma em torno dessas pessoas. O ideal seria que o cuidado fosse reconhecido como um trabalho, e a pessoa pudesse contar com esse período para a aposentadoria.

Na América do Sul, o Uruguai já possui lei que permite à mulher se aposentar mais cedo, de acordo com um número limite de filhos.

Segundo a pesquisadora, trata-se de um trabalho invisível que ninguém quer fazer e as mulheres fazem no silêncio, na casa delas.

"Como mulher, a gente vai fazendo, internaliza tanto isso que passa a fazer parte da nossa vida. As donas de casa não deixam de ser também cuidadoras, porque cuidam para que os filhos tenham saúde, sejam bem alimentados, que o marido também tenha alimentação, que a roupa dele esteja limpa para ele ir para o trabalho."

O trabalho do cuidado é fundamental para a sociedade, porque ele mantém a engrenagem funcionando.

[...[ 
Com base nas informações do texto, é possível inferir que o trabalho de cuidado realizado majoritariamente por mulheres:
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Q4027918 Sociologia

Imagem associada para resolução da questão



De acordo com o infográfico apresentado, é correto afirmar que a maioria das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres 

Alternativas
Respostas
61: A
62: B
63: D
64: C
65: E
66: E
67: C
68: E
69: B
70: C
71: C
72: D
73: A
74: A
75: D
76: C
77: C
78: E
79: E
80: D