Questões de Concurso Sobre estratificação e desigualdade social em sociologia

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Q4118696 Sociologia
O trabalho doméstico ainda é, no Brasil, uma atividade importante. Segundo dados do IBGE, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas ocupadas no trabalho doméstico no 4º trimestre de 2022, sendo 91,4% mulheres. O perfil predominante é feminino, afrodescendente e de baixa escolaridade. Esse trabalho revela resíduo de longa duração da presença do sistema escravocrata. Nesse sistema, os escravos eram os pés e as mãos do senhor. A leitura crítica dessa realidade cotidiana, revela que
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Q4103745 Sociologia
Uma área central de uma cidade brasileira, anteriormente marcada por desinvestimento e ocupada predominantemente por população de baixa renda, passa por intervenções projetuais voltadas à qualificação do espaço público. Essas ações incluem o redesenho de calçadas, a inserção de mobiliário urbano, a melhoria da iluminação, a criação de áreas de permanência e o incentivo a usos comerciais e culturais. Como resultado dessas intervenções, observa-se a valorização imobiliária da área, o aumento do interesse do mercado imobiliário e a substituição progressiva dos moradores originais por grupos de maior poder aquisitivo, resultando na alteração do perÍil socioeconômico da vizinhança. Considerando o processo descrito e a relação entre intervenções de desenho urbano e dinâmicas socioespaciais, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o conceito ao qual essa dinâmica está MAIS diretamente associada. 
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Q4103699 Sociologia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Economia do cuidado e economia circular

    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.

Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
O texto destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais no Brasil, recorrendo a relatórios internacionais e decretos federais recentes para discutir o trabalho invisível e a sustentabilidade. Com base nas referências normativas e teoricas apresentadas pelo autor, analise as assertivas a seguir:
I. O relatório Stiglitz-Sen-Fitoussi sustenta o argumento de que o PIB deve continuar sendo o único norteador das políticas públicas, já que ele computa com precisão o valor econômico da reciclagem.
II. O Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) estabelece que o cuidado não e um dever individual, mas uma responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
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Ano: 2026 Banca: Instituto Legalle Órgão: Prefeitura de São Vendelino - RS Provas: Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Ciências | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Matemática | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Português | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência nas disciplinas de História/Geografia | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Inglês | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência nas disciplinas de Artes | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Servente | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Alemão |
Q4101631 Sociologia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

No segundo parágrafo, ao tratar da faixa de 0 a 3 anos, o texto afirma: Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte. A articulação dessas informações permite depreender que:
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Q4099444 Sociologia
Nesta terceira década do século XXI, o racismo tem se expressado em diversos eventos culturais, políticos e esportivos. Em escolas brasileiras, as intolerâncias contra religiões de matriz africana resultam do racismo epistêmico.
Esse tipo de racismo é assim conceituado em razão
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Q4099085 Sociologia

Analise a figura e o texto a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/noticias/onu-mulheres-ecartunistas-divulgam-charges-para-criticar-desigualdades-de-genero/ Acesso em: 12 mai. 2026.


Apesar do aumento da participação das mulheres na política brasileira nas últimas décadas, a presença feminina nos espaços de poder ainda permanece desigual quando comparada à dos homens. Nesse contexto, movimentos e debates sociais, assim com políticas públicas, têm buscado ampliar a participação das mulheres no processo de representação política e tomada de decisões.


Sobre a representatividade feminina na política brasileira, é CORRETO afirmar:


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Q4086500 Sociologia
No trabalho com as diferentes famílias, o assistente social se depara cotidianamente com um fenômeno muito comum: a circulação de crianças, ou seja, a transferência e/ou partilha da responsabilidade por uma criança entre um adulto e outro. Em relação a esse fenômeno, assinale a alternativa correta.  
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Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2026 - SED-SC - Professor - Sociologia |
Q4081186 Sociologia
A interpretação da formação social brasileira, presente na obra O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, analisa o país como resultado de um processo histórico marcado pela colonização violenta, pela convivência conflituosa entre diferentes matrizes culturais e pela constituição de profundas desigualdades estruturais. Nesse contexto, a educação e o reconhecimento da diversidade cultural aparecem como elementos centrais para a compreensão e possível transformação da realidade brasileira. Com base nessa interpretação, assinale a alternativa correta:
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Q4078295 Sociologia
Uma secretaria estadual analisou estudo territorializado sobre interrupções do transporte público em contexto de violência armada e verificou, em período letivo e horário escolar, mais de mil ocorrências em dois anos e meio, com duração média superior a oito horas, forte concentração em territórios específicos e efeitos desiguais sobre escolas e estudantes. O diagnóstico apontou que a instabilidade da circulação compromete frequência, tempo de aula, acesso a refeições, acolhimento e continuidade da rede de proteção, incidindo de modo mais intenso em territórios com maior vulnerabilidade social e com proporção mais elevada de estudantes negros e pardos. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A interrupção recorrente da mobilidade escolar constitui restrição material ao direito à educação e à proteção integral porque não afeta somente o deslocamento físico, mas também a continuidade do cuidado, da aprendizagem e do acesso a serviços garantidores de direitos, com efeitos cumulativos sobre trajetórias educacionais.
(__)Como a disseminação das interrupções atingiu a grande maioria das unidades escolares, a concentração territorial dos episódios mais graves deixa de operar como critério técnico relevante para a diferenciação de respostas institucionais, tornando equivalentes abordagens territorializadas e protocolos uniformes de gestão de risco. 
(__)A sobreposição entre alta frequência de interrupções, maior vulnerabilidade social e concentração de estudantes negros e pardos nas escolas mais afetadas indica que a mobilidade interrompida atua como fator de intensificação de desigualdades educacionais com recorte racial, o que exige que a resposta institucional incorpore tanto leitura territorial quanto dimensão de equidade étnico-racial.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q4076001 Sociologia
A questão racial pós-abolição no Brasil deve ser entendida juntamente com as condições das classes na sociedade brasileira. Uma das linhas de análise sobre a situação social do negro e as relações raciais no Brasil aponta que a discriminação racial é um mecanismo que gera desigualdades por meio da desqualificação competitiva dos negros, preservando, assim, os privilégios e os ganhos materiais e simbólicos para os brancos. De acordo com essas ideias analise as assertivas que seguem:

I. As diferenças no acesso à educação refletem de forma decisiva no acesso ao trabalho (maiores taxas de desemprego) e na estrutura ocupacional, resultado em um confinamento desproporcional de negros em ocupações manuais, menos qualificadas e pior remuneradas.
II. A permanência das desigualdades raciais não se constitui apenas como efeito de classe, pois a discriminação torna-se evidente à medida que os aspectos mais relevantes da condição de classe são controlados e as desigualdades raciais se mantêm.
III. A industrialização no Brasil elimina a raça como critério que estrutura as relações sociais, deixando apenas a classe socioeconômica como estrutura da desigualdade.

Está(ão) CORRETA(S):
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Q4073508 Sociologia
Considerando Giddens no livro Sociologia (2012), qual afirmação expressa de modo mais adequado a relação entre mercado de trabalho e exclusão social?
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Q4070925 Sociologia
Sobre o chamado "trabalho de cuidado" atualmente, pode-se deduzir que:
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Q4063389 Sociologia
Observe as charges a seguir, que apresentam a menina Mafalda, criação do cartunista argentino Quino (1932-2020):

Q1.png (384×246)

Sobre as charges, podemos afirmar que:

I. Mafalda apresenta contradição entre a postura política que demonstra na primeira charge e a que demonstra na segunda.
II. A segunda charge é uma crítica às pessoas que apenas fingem não ser racistas, mas na verdade o são.
III. A primeira charge expressa a decepção que a política causa em inúmeras pessoas, inclusive na menina Mafalda.
IV. Outra ideia subjacente à segunda charge é a de que as mães não devem dar bonecos negros às filhas, para evitar a repulsa das amigas.
V. Mafalda, sendo muito madura para a sua idade, é um artifício que seu criador (Quino) utiliza para criticar os problemas sociais.

Assinale a alternativa CORRETA:
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Q4058092 Sociologia
Em um arquivo municipal, uma pesquisadora reúne um conjunto de fontes sobre uma cidade entre 1910 e 1940: anúncios de jornal sobre "boa conduta feminina", regulamentos escolares que separam atividades "para meninos" e "para meninas", fotografias de festas cívicas com ausência de trabalhadores negros em posições de destaque, relatórios policiais que descrevem práticas religiosas afro-brasileiras como "desordem", além de memórias de moradores publicadas décadas depois, que afirmam que "naquela época todos conviviam em harmonia". Ao interpretar esse material, a pesquisadora pretende articular cultura, mentalidades, identidades, gênero e etnia sem tomar as fontes como espelho neutro da realidade. Assinale a alternativa que apresenta uma leitura consistente com a História Cultural e Social. 
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Q4043331 Sociologia

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Segundo o texto, a mulher negra:
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Q4034989 Sociologia
No artigo Gênero, raça, desigualdades e políticas de ação afirmativa no ensino superior (2015), Barreto destaca como os marcadores de gênero e raça têm sido acessados nos estudos sobre desigualdades no Ensino Superior brasileiro, bem como o impacto de políticas de ação afirmativa nas universidades, sobretudo a partir dos anos 2000. Com base no artigo de Barreto (2015), é correto afirmar que:
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Q4029816 Sociologia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudo mostra que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres.


As mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens em tarefas domésticas e cuidados, o que representa mais de mil horas dedicadas com o outro - filho, marido, pais - mas não remunerado e invisível socialmente, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Anualmente, são mais de mil horas dedicadas a um trabalho fundamental para a sociedade, que é o cuidado com o outro - filho, marido ou pais -, um trabalho não remunerado e invisível socialmente.

Estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, principalmente filhas, cônjuges e netas, com média de idade de 48 anos. O fenômeno ocorre no mundo inteiro.

Mulheres e meninas são as mais afetadas na vida profissional e nos estudos, por conta dos cuidadoS segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, professora do Programa de Pos-Graduação em Dir Humanos e Políticas Públicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), uma das autoras do trabalho.

"Uma mulher para de estudar para cuidar dos irmãos, dos trabalhos domésticos. Faz isso todos os dias e, quando termina, recomeça no dia seguinte. É um trabalho que não tem fim, diz Valquiria."

Para a pesquisadora, o trabalho do cuidado tem forte cunho cultural no Brasil.

Políticas públicas

Alguns países, porém, já têm políticas de apoio aos cuidadores.

Na Finlândia e na Dinamarca, por exemplo, os assistentes domésticos e de serviços são pagos pela municipalidade.

Na França, Áustria, Alemanha e Holanda também há custeio a alguns serviços feitos por assistentes.

No Reino Unido e na Irlanda, o Estado compensa a perda da renda durante o período em que a pessoa presta assistência a um familiar.

Na Espanha, existe a Lei de Promoção da Autonomia Pessoal e Atenção às pessoas em situação de dependência, que inclui a compensação econômica para os cuidadores familiares.

"No Brasil, a coisa está muito tímida ainda. Nós temos a Política Nacional do Cuidado, instituída no final de 2024, que está sendo ainda implementada."

A professora defende que muito mais do que só pagar pelo trabalho das mulheres, é preciso que isso seja reconhecido socialmente e que as cuidadoras recebam uma compensação financeira para que não tenham toda essa sobrecarga de trabalho.

Valquiria chama a atenção para o fato de que, no cuidado com o filho ou um idoso, não é só chegar lá e ministrar o remédio, a comida, a higienização. Tem toda uma relação afetiva que se forma em torno dessas pessoas. O ideal seria que o cuidado fosse reconhecido como um trabalho, e a pessoa pudesse contar com esse período para a aposentadoria.

Na América do Sul, o Uruguai já possui lei que permite à mulher se aposentar mais cedo, de acordo com um número limite de filhos.

Segundo a pesquisadora, trata-se de um trabalho invisível que ninguém quer fazer e as mulheres fazem no silêncio, na casa delas.

"Como mulher, a gente vai fazendo, internaliza tanto isso que passa a fazer parte da nossa vida. As donas de casa não deixam de ser também cuidadoras, porque cuidam para que os filhos tenham saúde, sejam bem alimentados, que o marido também tenha alimentação, que a roupa dele esteja limpa para ele ir para o trabalho."

O trabalho do cuidado é fundamental para a sociedade, porque ele mantém a engrenagem funcionando.

[...[ 
Com base nas informações do texto, é possível inferir que o trabalho de cuidado realizado majoritariamente por mulheres:
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Q4027918 Sociologia

Imagem associada para resolução da questão



De acordo com o infográfico apresentado, é correto afirmar que a maioria das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres 

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Q4027385 Sociologia
Em relação ao debate acerca da Questão Social, analise as assertivas a seguir:
I. Refere-se ao conjunto de desigualdades oriundas de todos os modos de produção existentes até hoje na historia das sociedades.
II. Não e um problema isolado, mas uma consequência da acumulação capitalista.
III. Consiste, também, na rebeldia do proletariado na arena política.
Estão CORRETAS: 
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Q4025949 Sociologia
No exercício de suas funções, o monitor de transporte escolar atua como um representante do serviço público junto à comunidade. Considerando os princípios da ética, da inclusão e da diversidade cultural e social, assinale a alternativa que descreve a conduta correta deste profissional: 
Alternativas
Respostas
61: A
62: C
63: C
64: B
65: A
66: E
67: C
68: E
69: D
70: C
71: C
72: A
73: E
74: D
75: A
76: E
77: E
78: D
79: C
80: C