Questões de Concurso
Sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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(Carneiro, 2019, p. 151)
O trecho transcrito remete a uma ferramenta analítica utilizada na compreensão mais contemporânea das opressões e das desigualdades sociais, denominada
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)
No excerto, Flávia Piovesan argumenta que, para a conquista da igualdade efetiva, é necessário que sejam
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)
Segundo Flávia Piovesan, diante do legado de exclusão étnico-racial, o Brasil arrisca-se a ter uma “democracia sem cidadania”, ou seja, uma democracia
Segundo o autor, essa falta de articulação se dá, principalmente, porque
(Weber, 1982)
Segundo Weber (1982), quando a estratificação social se radicaliza, surgem “castas”. Para ele, o componente adicional que propicia o surgimento de castas inclui aspectos
(Ricardo Antunes, 2009)
Considerando as pesquisas de Anna Pollert, Ricardo Antunes ressalta que
(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)
Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
(Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)
Conforme as autoras, o mercado de trabalho de mulheres negras caracteriza-se por
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril
(IBGE, 2022. Adaptado)
A partir dos dados apresentados no texto, conclui-se que
(IBGE, 2022. Adaptado)
Os dados levantados pelo IBGE indicam que
As duas principais conclusões de estudos sobre a diferenciação racial no Brasil são as seguintes: 1) a superação das desigualdades raciais, com a consequente mobilidade ascensional dos negros, só se dará pela implementação de políticas de promoção diferencial que eliminem os mecanismos discriminatórios presentes no cotidiano nacional; 2) a experiência brasileira contradiz uma proposição básica da chamada “tese do industrialismo”.
(Paula e Heringer, 2009. Adaptado)
Segundo as autoras, a mencionada “tese do industrialismo” é aquela segundo a qual
O luxo é sempre proporcional à desigualdade das fortunas. Se, num Estado, as riquezas são igualmente divididas, não haverá luxo, pois o luxo está baseado nas comodidades que obtemos com o trabalho dos outros. O luxo também é proporcional ao tamanho das cidades, e principalmente da capital; de forma que ele está na razão composta das riquezas do Estado, da desigualdade das fortunas dos particulares e do número de homens que se reúnem em certos lugares. Quanto maior o número de homens reunidos, mais vãos eles se tornam e sentem nascer dentro de si a vontade de se singularizar por meio de pequenas coisas.
(Montesquieu)
Considerando os apontamentos de Montesquieu, o luxo
Diferentes pesquisas do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística trazem informações relevantes relacionadas ao patrimônio das famílias. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2019, ano da investigação mais recente com dados disponíveis sobre o tema, fornecem uma série de elementos sobre o local de moradia – que constitui um dos principais ativos do patrimônio de muitas famílias.
Um primeiro elemento, a condição de ocupação do domicílio, apresenta apenas pequenas diferenças segundo a cor ou raça da população. Em 2019, 73,1% da população branca residia em domicílios próprios, proporção que era de 71,8% para a população parda e de 71,1% para a população preta.
(BRASIL – IBGE, 2022)
Os dados apresentados no texto permitem inferir que, no Brasil atual,
Em 2021, enquanto o rendimento médio de pessoas ocupadas brancas atingiu R$ 19,00 por hora, os valores para pretas (R$ 10,90) ou pardas (R$ 11,30) foram inferiores. Observou-se que, quanto mais alto o nível de instrução, maior o rendimento, sendo significativo para quem possui o ensino superior completo. Entretanto, as disparidades de rendimentos do trabalho, sob a ótica da cor ou raça, estão presentes em todos os níveis de instrução. Com ensino superior completo ou mais, as pessoas brancas ganharam, em média, 50% a mais do que as de cor ou raça preta e cerca de 40% a mais do que as pardas.
(BRASIL – IBGE, 2022, Adaptado)
A partir dos dados apresentados no excerto, cabe afirmar que
Segundo o IBGE, no informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, “a violência atinge muito mais os homens de 15 a 29 anos do que os homens de outras faixas etárias [...]. Nesse grupo etário, as principais vítimas de homicídios foram os homens pardos e pretos, com taxas de 136,5 e 94,4 mortes por 100 mil habitantes, o que representa 3,3 vezes e 2,3 vezes, respectivamente, a taxa observada entre os homens brancos da mesma faixa etária (41,6 mortes)”.
Com base nos dados citados, as taxas de homicídio no Brasil revelam
Flávia Piovesan, em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, ao discutir estratégias no combate à discriminação, esclarece: “Faz-se necessário combinar a proibição da discriminação com políticas compensatórias que acelerem a igualdade enquanto processo. Isto é, para assegurar a igualdade, não basta apenas proibir a discriminação mediante legislação repressiva”.
Para a autora, a superação ao problema da desigualdade social exige
Em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, Iris Marion Young reflete sobre as contradições da democracia deliberativa: “A deliberação, diz o ativista, é uma atividade de salas de reuniões [...]. Entre si, [as elites] participam do debate sobre as políticas que sustentarão seu poder e promoverão seus interesses coletivos. [...] Observadores e imprensa só comparecem por convite. [...] Nessas circunstâncias de desigualdade estrutural e poder excludente, os bons cidadãos deveriam estar protestando do lado de fora”.
A contradição apresentada no texto é criticada por Young porque
Francine Saillant (em Paula e Heringer, 2009), em seu texto “Direitos, cidadania e reparações pelos erros do passado escravista: perspectivas do movimento negro no Brasil”, escreve sobre memória e questão racial: “As reparações também são uma questão de memória. Assim, Edna Roland recorre à ideia de criar um memorial da escravidão no Brasil. Ela interroga o motivo da ausência de tal memorial: ‘Quatro milhões de vítimas do tráfico, 40 milhões de vítimas que nasceram no Brasil, 44 milhões de vítimas da escravidão e nenhum memorial? Como explicar isso enquanto existe um memorial para 475 mortos brasileiros na Segunda Guerra Mundial na Itália? Por que, então, nada para nós? 44 milhões de vítimas ainda não é o bastante? Onde estão nossos mortos, onde estão nossos cemitérios?’”.
Com base no texto, a memória da escravidão, considerada como elemento de reparação, relaciona-se com a
Octavio Ianni sintetiza o argumento central de seu livro A ideia de Brasil moderno, no seguinte trecho: “Sob o aspecto social, racial, regional e cultural, entre outros, continua em aberto a questão nacional. Em perspectiva ampla, a história do Brasil pode ser vista como a de uma nação em processo, à procura da sua fisionomia. É como se estivesse espalhada no espaço, dispersa no tempo, buscando conformar-se ao nome, encontrar-se com a própria imagem, transformar-se em conceito”.
A análise de Ianni sobre a nação brasileira, apresentada no excerto, indica que