Questões de Concurso Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia

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Q4068750 Sociologia
Isaías Caminha é um mulato que relata sua vida mundana no Rio de Janeiro. Nascido no interior do estado, em certa ocasião, lê um artigo de jornal contendo ofensas às pessoas de sua raça e resolve partir para estudar na capital; sua intenção era combater esse tipo de postura. Traz consigo uma carta de recomendação dirigida a certo deputado, mas não consegue ter acesso a ele. Atribui à sua condição racial o insucesso na busca por uma colocação [...].
(Trecho da obra: Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Lima Barreto.)
No que tange às acepções racistas no cenário atual do Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As taxas de homicídios de negros crescem a cada ano.
( ) Há políticas de ações afirmativas na educação através da reserva de vagas para estudantes negros. Essas ações existiam, em algumas instituições de ensino superior, desde 2001.
( ) A Lei de Cotas, Lei nº 12.711/2012, reserva 20% das vagas em concursos para administração pública federal direta e indireta, para autarquias, agências reguladoras, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
( ) O Brasil é o país com a maior população negra fora da África em números absolutos.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4068710 Sociologia
Isaías Caminha é um mulato que relata sua vida mundana no Rio de Janeiro. Nascido no interior do estado, em certa ocasião, lê um artigo de jornal contendo ofensas às pessoas de sua raça e resolve partir para estudar na capital; sua intenção era combater esse tipo de postura. Traz consigo uma carta de recomendação dirigida a certo deputado, mas não consegue ter acesso a ele. Atribui à sua condição racial o insucesso na busca por uma colocação [...].
(Trecho da obra: Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Lima Barreto.)
No que tange às acepções racistas no cenário atual do Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As taxas de homicídios de negros crescem a cada ano.
( ) Há políticas de ações afirmativas na educação através da reserva de vagas para estudantes negros. Essas ações existiam, em algumas instituições de ensino superior, desde 2001.
( ) A Lei de Cotas, Lei nº 12.711/2012, reserva 20% das vagas em concursos para administração pública federal direta e indireta, para autarquias, agências reguladoras, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
( ) O Brasil é o país com a maior população negra fora da África em números absolutos.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4001036 Sociologia
Sílvio Almeida no livro de sua autoria “Racismo Estrutural”, afirma que “como a instituição tem sua atuação condicionada a uma estrutura social previamente existente – com todos os conflitos que lhe são inerentes -, o racismo que esta instituição venha expressar é também parte dessa mesma estrutura. As instituições são apenas a materialização de uma estrutura social ou de um modo de socialização que tem o racismo como um de seus componentes orgânicos. Dito de modo mais direto: as instituições são racistas porque a sociedade é racista”. Como base no pensamento anterior, assinale a alternativa correta com relação ao entendimento de racismo estrutural esboçado: 
Alternativas
Q2405003 Sociologia

TEXTO I


Interseccionalidade: intercruzamento de desigualdades que gera padrões complexos de discriminação.


TEXTO II


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: www.agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 2 dez. 2018.


Considerando o conceito apresentado no Texto I e os dados apresentados no Texto II, no Brasil, são fatores que intensificam o fenômeno da discriminação:

Alternativas
Q2404999 Sociologia

TEXTO I


A primeira grande lei educacional do Brasil, de 1827, determinava que, nas “escolas de primeiras letras” do Império, meninos e meninas estudassem separados e tivessem currículos diferentes. No Senado, o Visconde de Cayru foi um dos defensores de que o currículo de matemática das garotas fosse o mais enxuto possível. Nas palavras dele, o “belo sexo” não tinha capacidade intelectual para ir muito longe: — Sobre as contas, são bastantes [para as meninas] as quatro espécies, que não estão fora do seu alcance e lhes podem ser de constante uso na vida.


TEXTO II


No Senado, o único a defender publicamente que as meninas tivessem, em matemática, um currículo idêntico ao dos meninos foi o Marquês de Santo Amaro (RJ). Ele argumentou: — Não me parece conforme, às luzes do tempo em que vivemos, deixarmos de facilitar às brasileiras a aquisição desses conhecimentos [mais aprofundados de matemática]. A oposição que se manifesta não pode nascer senão do arraigado e péssimo costume em que estavam os antigos, os quais nem queriam que suas filhas aprendessem a ler.


WESTIN, R. Senado Notícias. Disponível em: www12.senado.leg.br. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado).


Os discursos expressam pontos de vista divergentes respectivamente pela oposição entre

Alternativas
Q2404998 Sociologia

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://ndmais.com.br. Acesso em: 8 out. 2021.


O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social caracterizada pela

Alternativas
Q2403841 Sociologia

Um cálculo aproximado das chances de acesso à universidade segundo a profissão do pai indica que, em 100, elas são inferiores a um para os filhos de assalariados agrícolas, quase 70 para os filhos de industriais e mais de 80 para os filhos de membros das profissões liberais. Essa estatística mostra, evidentemente, que o sistema escolar opera, objetivamente, uma eliminação ainda mais total quando se vai em direção às classes mais desfavorecidas.


BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. Os herdeiros: os estudantes e a cultura. Florianópolis: Editora da UFSC, 2014, p. 16, com adaptações.


No que tange à relevância do estudo do poder e da reprodução social na teoria de Pierre Bourdieu, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403830 Sociologia

Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? Isso é coisa de americano. Aqui não tem diferença porque todo mundo é brasileiro acima de tudo, graças a Deus. Preto aqui é bem tratado, tem o mesmo direito que a gente tem. Tanto é que, quando se esforça, ele sobe na vida como qualquer um. Conheço um que é médico; educadíssimo, culto, elegante e com umas feições tão finas… Nem parece preto. Por aí se vê que o barato é domesticar mesmo. E se a gente detém o olhar em determinados aspectos da chamada cultura brasileira, a gente saca que, em suas manifestações, mais ou menos conscientes, ela oculta, revelando as marcas da africanidade que a constituem. (Como é que pode?) Seguindo por aí, a gente também pode apontar pro lugar da mulher negra nesse processo de formação cultural, assim como pros diferentes modos de rejeição/integração de seu papel.


GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afrolatino americano: Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 75-93, com adaptações.


Com base na análise de Lélia Gonzalez quanto ao racismo e sexismo na cultura brasileira, assinale a alternativa que apresenta a crítica realizada pela autora.

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Q2403807 Sociologia

É inegável que o feminismo, como teoria e prática, desempenhou um papel fundamental em nossas lutas e conquistas, na medida em que, ao apresentar novas questões, não apenas estimulou a formação de grupos e redes, mas também desenvolveu a busca por uma nova maneira de ser mulher. Ao centralizar suas análises em torno do conceito de capitalismo patriarcal (ou patriarcado capitalista), ele revelou as bases materiais e simbólicas da opressão das mulheres, o que constitui uma contribuição de importância crucial para a direção de nossas lutas como movimento.


GONZALEZ, Lélia. 2020. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio Janeiro: Zahar.


Com base no texto, quanto aos movimentos negros feministas na América Latina, assinale a alternativa correta.

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Q2159806 Sociologia
“Assim como se faz necessário definir as diferentes práticas de racismos, igualmente, não se pode deixar de distinguir a pessoa ou grupo que pratica racismo. Essa é uma das razões da nomeação da branquitude de forma distinta como branquitude crítica e branquitude acrítica. Pois nessa perspectiva esses conceitos podem contribuir para maior observação, análise e pesquisa do conflito racial.” Disponível em: https://www.geledes.org.br/definições-sobrebranquitude/. Acesso em: 19 jan. 2022.

Esse texto refere-se a quê? 
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Q2159618 Sociologia
A família contemporânea passou por transformações, influenciada pela mudança da própria sociedade em que se insere. De acordo com Gomes (2009), algumas novas tendências dessa família podem ser delineadas. Assinale a alternativa contrária a essas tendências.
Alternativas
Q2123631 Sociologia
        No caso brasileiro, a dicotomia entre raça e classe se revigora diante das mudanças causadas pelas ações afirmativas, cujo debate levou estudiosos brasileiros de diferentes áreas e temas a fazerem considerações acerca da dinâmica de tal dicotomia.

Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos. In: Tempo Social, 24(2), nov./2012, p. 247 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto precedente e os debates que lhe são pertinentes, julgue o item a seguir.


Ainda que não constituam uma instância de enfrentamento da discriminação racial, as políticas de ação afirmativa representam um poderoso instrumento de luta contra as desigualdades sociais, pois contribuem para o aumento das oportunidades de acesso da população negra à educação formal.

Alternativas
Q2123630 Sociologia
        No caso brasileiro, a dicotomia entre raça e classe se revigora diante das mudanças causadas pelas ações afirmativas, cujo debate levou estudiosos brasileiros de diferentes áreas e temas a fazerem considerações acerca da dinâmica de tal dicotomia.

Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos. In: Tempo Social, 24(2), nov./2012, p. 247 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto precedente e os debates que lhe são pertinentes, julgue o item a seguir.


O resultado das políticas de ação afirmativa em relação à redução das desigualdades sociais é observado ao longo do tempo, como um efeito cascata, consequência do papel da educação na inserção do indivíduo no mercado de trabalho.

Alternativas
Q2123629 Sociologia
        No caso brasileiro, a dicotomia entre raça e classe se revigora diante das mudanças causadas pelas ações afirmativas, cujo debate levou estudiosos brasileiros de diferentes áreas e temas a fazerem considerações acerca da dinâmica de tal dicotomia.

Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos. In: Tempo Social, 24(2), nov./2012, p. 247 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto precedente e os debates que lhe são pertinentes, julgue o item a seguir.


A inserção da população negra em espaços outrora quase exclusivamente ocupados por pessoas brancas, como as universidades, é um poderoso mecanismo de combate ao preconceito e à discriminação, ainda que esteja acompanhado de adversidades.

Alternativas
Q2123628 Sociologia
        No caso brasileiro, a dicotomia entre raça e classe se revigora diante das mudanças causadas pelas ações afirmativas, cujo debate levou estudiosos brasileiros de diferentes áreas e temas a fazerem considerações acerca da dinâmica de tal dicotomia.

Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos. In: Tempo Social, 24(2), nov./2012, p. 247 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto precedente e os debates que lhe são pertinentes, julgue o item a seguir.


Em uma dicotomia como a citada no texto, as variáveis devem ser compreendidas de modo separado, ou seja, cada uma delas deve ser considerada isoladamente.  

Alternativas
Q2123627 Sociologia
        No caso brasileiro, a dicotomia entre raça e classe se revigora diante das mudanças causadas pelas ações afirmativas, cujo debate levou estudiosos brasileiros de diferentes áreas e temas a fazerem considerações acerca da dinâmica de tal dicotomia.

Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos. In: Tempo Social, 24(2), nov./2012, p. 247 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto precedente e os debates que lhe são pertinentes, julgue o item a seguir.


A despeito da desconfiança de parte da sociedade em relação aos resultados da promulgação da Lei n.º 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, atualmente sua relevância é reconhecida tanto no que se refere ao quantitativo de acesso à educação superior quanto no que diz respeito ao debate qualitativo do enfoque das áreas de conhecimento.

Alternativas
Q2123626 Sociologia
        Recentemente, a “nova esquerda” dos novos movimentos sociais, dos movimentos das minorias sobretudo, passou a tematizar o “direito à diferença”. Com base na convicção da “legitimidade das diferenças”, passou-se a propor como novos imperativos categóricos para a esquerda o “respeito às diferenças”, a “defesa das identidades coletivas”, a “preservação das particularidades culturais”, o “respeito das mentalidades específicas”, a “irredutibilidade das experiências de gênero” e assim por diante. Ora muito bem, estas novas divisas de esquerda, que podem ser resumidas na reivindicação do “direito à diferença”, trazem em si mesmas um ardil, que a meu ver provém justamente desta sua ambiguidade, uma debilidade hereditária: o fato de ter sido o amor da diferença alimentado no campo (ultra)conservador duzentos anos a fio, e só mui recentemente incorporado em algumas faixas ou zonas do campo de esquerda, este fato torna o clamor pelo “direito à diferença” dificilmente distinguível da defesa das diferenças própria do estoque de certezas do senso comum conservador.

Antônio Flávio Pierucci. Ciladas da diferença. In: Tempo Social.
São Paulo, 2 (2), p. 15-16, 1990 (com adaptações).

A partir das reflexões apresentadas no texto precedente, julgue o próximo item.


A preocupação com a diferença, presente na agenda contemporânea, está associada à defesa do indivíduo e, assim, remete às bases conservadoras em termos políticos. 

Alternativas
Q2123623 Sociologia
        Recentemente, a “nova esquerda” dos novos movimentos sociais, dos movimentos das minorias sobretudo, passou a tematizar o “direito à diferença”. Com base na convicção da “legitimidade das diferenças”, passou-se a propor como novos imperativos categóricos para a esquerda o “respeito às diferenças”, a “defesa das identidades coletivas”, a “preservação das particularidades culturais”, o “respeito das mentalidades específicas”, a “irredutibilidade das experiências de gênero” e assim por diante. Ora muito bem, estas novas divisas de esquerda, que podem ser resumidas na reivindicação do “direito à diferença”, trazem em si mesmas um ardil, que a meu ver provém justamente desta sua ambiguidade, uma debilidade hereditária: o fato de ter sido o amor da diferença alimentado no campo (ultra)conservador duzentos anos a fio, e só mui recentemente incorporado em algumas faixas ou zonas do campo de esquerda, este fato torna o clamor pelo “direito à diferença” dificilmente distinguível da defesa das diferenças própria do estoque de certezas do senso comum conservador.

Antônio Flávio Pierucci. Ciladas da diferença. In: Tempo Social.
São Paulo, 2 (2), p. 15-16, 1990 (com adaptações).

A partir das reflexões apresentadas no texto precedente, julgue o próximo item.


A ambiguidade existente na defesa de certos direitos é uma marca que, constatada no texto apresentado, que data de 1990, continua presente na atualidade.

Alternativas
Q2123621 Sociologia
        Como se sabe, os dispositivos elaborados para tratar da violência articulam diferenças de raça, de classe e de gênero e, assim, facilitam, naturalizando, as acusações que designam os homens negros como propícios ao crime e às incivilidades, em contraste com as mulheres, posicionadas, nesse jogo relacional, como aquelas que melhor corporificam os valores morais. [...] É como se houvesse um consenso difuso e amplamente partilhado sobre a superioridade moral das mulheres em relação à violência e ao crime, que abrange tanto pontos de vista religiosos como seculares; e, de certa forma, o que relatamos aponta para os homens como o alvo dos trabalhos pastorais e para as mulheres como aquelas que teriam uma pouco questionada e (muito acionada) aderência aos valores morais seculares e cristãos.

Patrícia Birman. Narrativas seculares e religiosas sobre a violência: as fronteiras do humano no governo dos pobres. In: Sociologia e Antropologia. 9(1), jan.-abr./2019, p. 122 (com adaptações).

A partir do texto precedente, julgue o próximo item.


O fato de se atribuir um lugar de maior civilidade às mulheres contribui para que elas se tornem, frequentemente, alvos de outros tipos de violência.

Alternativas
Q2123618 Sociologia
        Como se sabe, os dispositivos elaborados para tratar da violência articulam diferenças de raça, de classe e de gênero e, assim, facilitam, naturalizando, as acusações que designam os homens negros como propícios ao crime e às incivilidades, em contraste com as mulheres, posicionadas, nesse jogo relacional, como aquelas que melhor corporificam os valores morais. [...] É como se houvesse um consenso difuso e amplamente partilhado sobre a superioridade moral das mulheres em relação à violência e ao crime, que abrange tanto pontos de vista religiosos como seculares; e, de certa forma, o que relatamos aponta para os homens como o alvo dos trabalhos pastorais e para as mulheres como aquelas que teriam uma pouco questionada e (muito acionada) aderência aos valores morais seculares e cristãos.

Patrícia Birman. Narrativas seculares e religiosas sobre a violência: as fronteiras do humano no governo dos pobres. In: Sociologia e Antropologia. 9(1), jan.-abr./2019, p. 122 (com adaptações).

A partir do texto precedente, julgue o próximo item.


As práticas de fé e de culto, tanto historicamente quanto no contexto atual, tendem a equivaler às contribuições de gênero. 

Alternativas
Respostas
221: A
222: A
223: D
224: A
225: C
226: B
227: A
228: E
229: B
230: B
231: B
232: E
233: C
234: C
235: E
236: C
237: C
238: C
239: E
240: E