Questões de Concurso
Sobre cultura e sociedade em sociologia
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Para Geoffrey Crossick (in Revista Observatório Itaú Cultural, N. 23, p. 29), “Nos últimos 20 anos, o debate sobre valor cultural resultou da percepção das limitações de uma abordagem cujo foco se restringisse aos indicadores econômicos e estatísticos: são limitações em termos de questões técnicas, sem dúvida, mas, o que é ainda mais importante, são limitações no modo de pensar o valor cultural e capturá-lo.”
Nesse sentido, é correto afirmar que valor cultural
O texto a seguir serve de referência para responder à questão 35.
A ideologia contemporânea está montada sobre o mito da racionalidade do real entendida como razão inscrita nas próprias coisas e expressa através das ideias de organização e de planejamento. Como sabemos, a origem dessa ideologia encontra-se no mundo econômico da produção, isto é, no taylorismo como forma de racionalizar o processo de trabalho. |
(FONTE: CHAUÍ, Marilena. Ideologia e Educação. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 42, n. 1, p. 245-257, jan./mar. 2016.)
Nesse texto, Marilena Chauí apresenta uma descrição do modo como a ideologia opera nas sociedades contemporâneas. Com tal conceito, a filósofa brasileira deseja destacar a seguinte ideia:
A ilustração ao lado serve de referência para responder às questões 33 e 34:
Castells observa que o novo sistema de comunicação tem possibilitado também a
A ilustração ao lado serve de referência para responder às questões 33 e 34:
O sociólogo representado na ilustração, Manuel Castells, é conhecido por ter escrito diagnósticos sociológicos sobre as consequências sociais e políticas das inovações tecnológicas e informacionais na vida humana. O sociólogo espanhol destacou, dentre outras coisas, a emergência de um “novo paradigma tecnológico”, baseado em tecnologias de comunicação e informação. Sobre o tipo de sociedade que emerge com as transformações tecnológicas, Castells concorda que
O excerto a seguir servirá de referência para responder à questão 23.
Iniciada por aqueles autores qualificados como intelectuais da diáspora negra ou migratória – fundamentalmente imigrantes oriundos de países pobres que vivem na Europa Ocidental e na América do Norte –, a perspectiva pós-colonial teve, primeiro na crítica literária, sobretudo na Inglaterra e nos Estados Unidos, a partir dos anos de 1980, suas áreas pioneiras de difusão. Depois disso, expande-se geograficamente e para outras disciplinas, fazendo dos trabalhos de autores como Homi Bhabha, Edward Said, Gayatri Chakravorty Spivak ou Stuart Hall e Paul Gilroy referências recorrentes em outros países dentro e fora da Europa. |
(FONTE: COSTA, Sérgio. Desprovincializando a sociologia: a contribuição pós -colonial. Rev. Bras. Ci. Soc., São Paulo, v. 21, n. 60, p. 117-134, fev. 2006).
Para o conjunto de autores destacados no texto, a questão central na relação entre as sociedades dos Atlânticos Norte e Sul seria a
Relacione as colunas 1 e 2 sobre os objetivos para a captação e canalização de recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC.
1 – Incentivo à formação artística e cultural.
2 – Fomento à produção cultural e artística.
3 – Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico.
4 – Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.
5 – Apoio a outras atividades culturais e artísticas.
( ) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus segmentos.
( ) Contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
( ) Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
( ) Edição de obras relativas às Ciências Humanas, às Letras e às Artes.
( ) Concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.
A sequência CORRETA é:
De acordo com o livro Políticas Culturais no Brasil, de Rubim e Barbalho, existem quatro elementos que podem contribuir para o debate sobre os fundamentos de uma política cultural.
Todas as alternativas a seguir tratam desses elementos, EXCETO:
A figura a seguir, retrata as duas dimensões paralelas da Economia Criativa:

Fonte: REIS, Ana Carla Fonseca. Economia da cultura e
desenvolvimento sustentável. 2007. p. 310.
Todas as alternativas apresentam informações corretas acerca do ciclo da economia criativa em um
contexto de desenvolvimento, ilustrado acima, EXCETO:
Associe a coluna 1, que apresenta os seis principais fatores que compõem a multiplicidade dos valores culturais, com a coluna 2, que apresenta sucinta explicação de cada um desses valores. Em seguida, assinale a alternativa que corresponde à ordem correta de associações.
1) Valor estético
2) Valor social
3) Valor de existência
4) Valor espiritual
5) Valor político
6) Valor histórico
( ) É o valor que deriva da satisfação que uma pessoa tem ao saber de determinado bem cultural, mesmo que não haja a intenção de visitá-lo ou adquiri-lo. Por exemplo, o valor da Muralha da China pode ser altíssimo para uma pessoa, embora ela eventualmente não tenha perspectivas de ir à China.
( ) É o valor que, com o passar do tempo, objetos do dia a dia, funcionais ou estéticos, passam também a assumir. Pode-se citar como exemplo os museus da moda e de objetos do cotidiano que se tornam antiguidades e representações únicas de um período.
( ) É o valor que as obras culturais podem ter, mais ou menos explícitos, em prol de uma ideologia do governo ou da classe hegemônica. Por exemplo, filmes de propaganda nazista ou ainda as produções cinematográficas dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) Trata-se do mais explícito dos valores culturais, deriva de um conjunto de percepções e julgamentos de valor da sociedade ou grupo que o analisa e do momento histórico em que isso é feito. Pode-se citar como ilustração a reação de admiração de Goethe diante do aqueduto de Spoleto, na Itália, no início do século XIX e seu comentário acerca de outras obras que não possuem propósitos:
“É essa então a terceira obra dos antigos, que tenho diante de mim e da qual observo a mesma marca, sempre grandiosa (...). Somente agora sinto com quanta razão sempre achei detestáveis as construções feitas por capricho(...). Todas coisas natimortas, já que o que não tem em si uma razão de existir não tem vida e não pode ser ou tornar-se grande.”
(GOETHE, J. W. apud REIS, A. C. F. Economia da cultura e desenvolvimento sustentável:
o caleidoscópio da cultura. São Paulo: Editora Manole, 2007, p. 21).