Questões de Concurso Sobre cultura e sociedade em sociologia

Foram encontradas 1.409 questões

Q2003357 Sociologia
Observe a charge do cartunista argentino Quino.
Imagem associada para resolução da questão

De acordo com a charge, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q2003351 Sociologia
A expressão tribos urbanas foi cunhada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli para compreender um fenômeno que se constitui, segundo ele: “nas diversas redes, grupos de afinidade e de interesse, laços de vizinhança que estruturam nossas megalópoles. Seja ele qual for, o que está em jogo é a potência contra o poder, mesmo que aquela não possa avançar senão mascarada para não ser esmagada por este” (MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo na sociedade de massa. Rio de Janeiro: Editora Forense, 1998, p. 70).

Em relação a esse fenômeno das tribos urbanas, NÃO é correto afirmar:
Alternativas
Q2003349 Sociologia
O etnocentrismo pode ser definido como sendo a visão de mundo demonstrada por indivíduos que consideram seu grupo étnico ou sua cultura como melhor e o centro de tudo. Com efeito, todas as diferentes formações culturais são pensadas a partir desse referencial único, que é colocado num plano superior aos outros.

Em relação ao conceito de etnocentrismo, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q1303691 Sociologia
Ao relevante estudo sociológico publicado no Brasil por Euclides da Cunha e que trata dos violentos conflitos entre os sertanejos do Nordeste e as forças imperiais, foi atribuído o título de:
Alternativas
Q1303690 Sociologia
Segundo dados divulgados pelo Banco Mundial em 2015, a expectativa de vida da população brasileira era:
Alternativas
Q1303683 Sociologia
De acordo com os dados divulgados pelo Banco Mundial em 2015 e 2016, é correto afirmar:

1. A taxa de crescimento anual da população brasileira, divulgada pelo Banco Mundial em 2015, era de 2,10%. 2. Segundo dados divulgados pelo Banco Mundial, em 2016, a população brasileira era de aproximadamente 207,7 milhões. 3. A taxa de fertilidade da população brasileira divulgada pelo Banco Mundial em 2015 era de 1,78 nascimentos por mulher.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1303682 Sociologia
Acerca das influências de Gilberto Freyre e suas investigações, é correto afirmar:

1. Influenciado pela antropologia estadunidense reordenou a visão determinista e passou a refletir sobre as relações de troca que ocorriam entre a casa grande e a senzala. 2. Sua atuação acadêmica inspirada nas teses marxistas influenciou o surgimento de estudos sobre a relação de classe e da permanência de resquícios do passado colonial. 3. Seus escritos revelam que as interações e distinções sociais são menos deterministas, pois percebidas através das relações de troca e circularidades culturais.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1303681 Sociologia
Acerca das influências de Gilberto Freyre e suas investigações, é correto afirmar:

1. Publicou os escritos “Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina” e “A revolução burguesa no Brasil”. 2. Com base no materialismo histórico evidenciou que o Brasil se constituiu como um país dependente, pois ficou à margem das grandes transformações industriais e revolucionárias dos séculos XI e XX. 3. Publicou a obra “Negro em terra de branco”, no qual analisou as difíceis condições de integração dos escravos na sociedade brasileira.

Assinale a alterativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1303680 Sociologia
Assinale a alternativa correta sobre a sociologia no Brasil.
Alternativas
Q1303677 Sociologia
Leia com atenção o texto a seguir.

O autor do livro,.........................., Sérgio Buarque de Holanda, com os seus estudos sociológicos, foi um dos responsáveis por introduzir no Brasil uma perspectiva essencialmente,............................, na tentativa de explicar a formação do povo brasileiro.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q1269963 Sociologia
De acordo com Barroco (2009) a noção de direitos humanos está vinculada a ideia de que a sociedade é capaz de garantir justiça através das leis e do Estado, e vinculada aos princípios filosóficos e políticos: universalidade e o direito natural à vida, a liberdade e ao pensamento. Filha do Iluminismo e das teorias do direito natural, essa noção tornou os direitos humanos inerentes ao social e ao político. A configuração moderna dos direitos humanos representou um grande avanço no processo de desenvolvimento do gênero humano, pois ao retirar os direitos humanos do campo da transcendência, evidenciou sua inscrição na práxis sócio-histórica, ou seja, no lugar das ações humanas conscientes dirigidas à luta contra a desigualdade. Ao se apoiar em princípios e valores ético-político racionais, universais, dirigidos à liberdade e à justiça, a luta pelos direitos humanos incorporou conquistas que não pertencem exclusivamente à burguesia, pois são parte da riqueza humana produzida pelo gênero humano ao longo de seu desenvolvimento histórico, desde a antiguidade. Desta forma, na constituição da doutrina dos direitos humanos, assim como nós a conhecemos hoje, podemos identificar a confluência de várias correntes de pensamento e de ação, entre as quais as principais são:
Alternativas
Q1204752 Sociologia
É preciso que o aluno entenda que o homem não nasceu pulando, saltando, arremessando, balançando, jogando etc. Todas essas atividades corporais foram construídas em determinadas épocas históricas, como respostas a determinados estímulos, desafios ou necessidades humanas. De acordo com seus conhecimentos assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1109627 Sociologia
“A alienação do espectador em favor do objeto contemplado (o que resulta de sua própria atividade inconsciente) se expressa assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende sua própria existência e seu próprio desejo”. (DEBOARD, 1997, p. 30). Dentro desse contexto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1109625 Sociologia
Tomando a Cultura enquanto processo, ou seja, como algo em constituição/transformação é interessante observar a seguinte passagem de Engels na obra “A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”: “Foi a primeira forma de família que não se baseava em condições naturais, mas em condições econômicas e, de modo específico, no trunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva que havia surgido espontaneamente” (ENGELS, 1995, p. 71). Com base na afirmação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1109617 Sociologia
“O termo ‘cultura’ foi concebido no interior de uma família de conceitos que incluía expressões como ‘cultivo’, ‘lavoura’, ‘criação’ - todos signifcando aperfeiçoamento, seja na prevenção de um prejuizo ou na interrupção e reversão da deterioração. […] As pessoas não nasciam, eram feitas. Precisavam tornar-se humanas – e nesse processo de se tornar humanas […] teriam de ser guiadas por outros seres humanos, educados e treinados na arte de educar e treinar seres humanos” (BAUMAN, 2007,, p. 71 – 72). Acompanhando o raciocínio do autor, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1109613 Sociologia
“Com o espaço e o tempo assim projetados um no outro, ‘ali’ tornou-se ‘outrora’, e o mais remoto(medido a partir de uma espécie de meridiano de Greenwich da civilização europeia) tornou-se o mais primitivo” (FOSTER, 2014, p. 164-165). Com base no fragmento, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1095405 Sociologia
Barbie: uma imagem que aprisiona

    
   Barbie prometeu a todas as meninas, de várias gerações, um mundo cor de rosa repleto de acessórios e acabou nos aprisionando nesse sonho. No final dos anos 1950, o casal Ruth e Elliot Handler, fundadores da fábrica de brinquedos Mattel, encontraram um nicho de mercado, ainda não explorado, ao observar as brincadeiras de sua filha Barbara, de sete anos de idade, com bonecas de papel. Nessa época, não existia uma boneca tridimensional de corpo adulto com a qual a criança pudesse fantasiar e realizar seus sonhos. Foi nesse momento que Ruth criou a Barbie e seu mundo pink, revolucionando para sempre as brincadeiras das meninas que, até então, brincavam exclusivamente com bebês, como um exercício para a maternidade. Desde a chegada da Barbie nas prateleiras, garotas do mundo todo passaram então a experimentar, em suas brincadeiras, a falsa ideia, no contexto de então, de que as mulheres adultas podiam ser o que desejassem: médicas; astronautas; bailarinas, mas, claro, desde que fossem magras e belas. Assim, a boneca virou o jogo e passou não só a ditar as regras da brincadeira, mas também os desejos da garotada, por esgotar, em seu corpo magro, oco e de plástico, as possibilidades de ser, pois passava valores que priorizavam o ter.
    Barbie, hoje com mais de cinquenta anos de idade, continua sendo a boneca mais amada e vendida no mundo todo e acabou conquistando um fã‐clube de mais de dezoito milhões de membros, desfiles inspirados em seus modelos de roupa, exposições em museus mundo afora e até mais de 36 cirurgias plásticas em um único corpo. A estética da Barbie é hoje imposta pela cultura da moda e, principalmente, pelas imagens publicitárias, mobilizando milhões de meninas e adolescentes a fazer de tudo para conquistar o corpo ideal, vendido como passaporte para a felicidade.         
    Esse fato é tão verdadeiro que, na semana passada (julho/2012), um exemplo chegou à maioria dos jornais brasileiros, chocando a todos: duas adolescentes inglesas de dezesseis anos de idade, da cidade de Crewkerne, chegaram ao baile de formatura do colégio empacotadas dentro de caixas da Barbie em tamanho natural, como verdadeiras bonecas de plástico, encenando uma entrada triunfal. As caixas de papelão de 1,80 m X 0,60, com flores pintadas à mão, foram feitas por uma das mães, que gastou 250 libras para realizar o sonho das meninas. Bom, se a intenção era roubar a cena, elas conseguiram. A cidade toda parou para vê‐las passar, aprisionadas em seu sonho de infância. Onde vamos parar? No baile de formatura! Agora, vale a reflexão... Se, de alguma maneira, nós mulheres nos libertamos dos espartilhos de nossas bisavós, as adolescentes da atualidade continuam aprisionadas ao culto do corpo perfeito, em uma busca incansável pela magreza e felicidade que não lhes dá sossego.

Internet: http://www.consumismoeinfancia.com/ (com adaptações).

O consumismo e os reflexos dessa prática de consumir são uma realidade evidente nas sociedades alicerçadas no mercado. Tendo essa perspectiva e o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir.
A relação de admiração das duas adolescentes inglesas com a boneca Barbie e a tentativa de se transformarem nela gerou um processo social conhecido como ostentação. A ideia de se tornar uma boneca e chegar ao baile embalado em uma caixa mostrou que o processo de ostentação significa o afastamento do real, processo este que foi vivido pelas duas estudantes‐formandas encaixotadas como bonecas.
Alternativas
Q1095404 Sociologia
Barbie: uma imagem que aprisiona

    
   Barbie prometeu a todas as meninas, de várias gerações, um mundo cor de rosa repleto de acessórios e acabou nos aprisionando nesse sonho. No final dos anos 1950, o casal Ruth e Elliot Handler, fundadores da fábrica de brinquedos Mattel, encontraram um nicho de mercado, ainda não explorado, ao observar as brincadeiras de sua filha Barbara, de sete anos de idade, com bonecas de papel. Nessa época, não existia uma boneca tridimensional de corpo adulto com a qual a criança pudesse fantasiar e realizar seus sonhos. Foi nesse momento que Ruth criou a Barbie e seu mundo pink, revolucionando para sempre as brincadeiras das meninas que, até então, brincavam exclusivamente com bebês, como um exercício para a maternidade. Desde a chegada da Barbie nas prateleiras, garotas do mundo todo passaram então a experimentar, em suas brincadeiras, a falsa ideia, no contexto de então, de que as mulheres adultas podiam ser o que desejassem: médicas; astronautas; bailarinas, mas, claro, desde que fossem magras e belas. Assim, a boneca virou o jogo e passou não só a ditar as regras da brincadeira, mas também os desejos da garotada, por esgotar, em seu corpo magro, oco e de plástico, as possibilidades de ser, pois passava valores que priorizavam o ter.
    Barbie, hoje com mais de cinquenta anos de idade, continua sendo a boneca mais amada e vendida no mundo todo e acabou conquistando um fã‐clube de mais de dezoito milhões de membros, desfiles inspirados em seus modelos de roupa, exposições em museus mundo afora e até mais de 36 cirurgias plásticas em um único corpo. A estética da Barbie é hoje imposta pela cultura da moda e, principalmente, pelas imagens publicitárias, mobilizando milhões de meninas e adolescentes a fazer de tudo para conquistar o corpo ideal, vendido como passaporte para a felicidade.         
    Esse fato é tão verdadeiro que, na semana passada (julho/2012), um exemplo chegou à maioria dos jornais brasileiros, chocando a todos: duas adolescentes inglesas de dezesseis anos de idade, da cidade de Crewkerne, chegaram ao baile de formatura do colégio empacotadas dentro de caixas da Barbie em tamanho natural, como verdadeiras bonecas de plástico, encenando uma entrada triunfal. As caixas de papelão de 1,80 m X 0,60, com flores pintadas à mão, foram feitas por uma das mães, que gastou 250 libras para realizar o sonho das meninas. Bom, se a intenção era roubar a cena, elas conseguiram. A cidade toda parou para vê‐las passar, aprisionadas em seu sonho de infância. Onde vamos parar? No baile de formatura! Agora, vale a reflexão... Se, de alguma maneira, nós mulheres nos libertamos dos espartilhos de nossas bisavós, as adolescentes da atualidade continuam aprisionadas ao culto do corpo perfeito, em uma busca incansável pela magreza e felicidade que não lhes dá sossego.

Internet: http://www.consumismoeinfancia.com/ (com adaptações).

O consumismo e os reflexos dessa prática de consumir são uma realidade evidente nas sociedades alicerçadas no mercado. Tendo essa perspectiva e o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir.
A boneca Barbie, representante do modelo adulto ideal de mulher e produzida com plástico, foi criada em 1959 e, desde então, nunca deixou de ser alvo de críticas dos movimentos feminista e ambientalista, que a apontam como um modelo de beleza inalcançável.
Alternativas
Q1095403 Sociologia
Barbie: uma imagem que aprisiona

    
   Barbie prometeu a todas as meninas, de várias gerações, um mundo cor de rosa repleto de acessórios e acabou nos aprisionando nesse sonho. No final dos anos 1950, o casal Ruth e Elliot Handler, fundadores da fábrica de brinquedos Mattel, encontraram um nicho de mercado, ainda não explorado, ao observar as brincadeiras de sua filha Barbara, de sete anos de idade, com bonecas de papel. Nessa época, não existia uma boneca tridimensional de corpo adulto com a qual a criança pudesse fantasiar e realizar seus sonhos. Foi nesse momento que Ruth criou a Barbie e seu mundo pink, revolucionando para sempre as brincadeiras das meninas que, até então, brincavam exclusivamente com bebês, como um exercício para a maternidade. Desde a chegada da Barbie nas prateleiras, garotas do mundo todo passaram então a experimentar, em suas brincadeiras, a falsa ideia, no contexto de então, de que as mulheres adultas podiam ser o que desejassem: médicas; astronautas; bailarinas, mas, claro, desde que fossem magras e belas. Assim, a boneca virou o jogo e passou não só a ditar as regras da brincadeira, mas também os desejos da garotada, por esgotar, em seu corpo magro, oco e de plástico, as possibilidades de ser, pois passava valores que priorizavam o ter.
    Barbie, hoje com mais de cinquenta anos de idade, continua sendo a boneca mais amada e vendida no mundo todo e acabou conquistando um fã‐clube de mais de dezoito milhões de membros, desfiles inspirados em seus modelos de roupa, exposições em museus mundo afora e até mais de 36 cirurgias plásticas em um único corpo. A estética da Barbie é hoje imposta pela cultura da moda e, principalmente, pelas imagens publicitárias, mobilizando milhões de meninas e adolescentes a fazer de tudo para conquistar o corpo ideal, vendido como passaporte para a felicidade.         
    Esse fato é tão verdadeiro que, na semana passada (julho/2012), um exemplo chegou à maioria dos jornais brasileiros, chocando a todos: duas adolescentes inglesas de dezesseis anos de idade, da cidade de Crewkerne, chegaram ao baile de formatura do colégio empacotadas dentro de caixas da Barbie em tamanho natural, como verdadeiras bonecas de plástico, encenando uma entrada triunfal. As caixas de papelão de 1,80 m X 0,60, com flores pintadas à mão, foram feitas por uma das mães, que gastou 250 libras para realizar o sonho das meninas. Bom, se a intenção era roubar a cena, elas conseguiram. A cidade toda parou para vê‐las passar, aprisionadas em seu sonho de infância. Onde vamos parar? No baile de formatura! Agora, vale a reflexão... Se, de alguma maneira, nós mulheres nos libertamos dos espartilhos de nossas bisavós, as adolescentes da atualidade continuam aprisionadas ao culto do corpo perfeito, em uma busca incansável pela magreza e felicidade que não lhes dá sossego.

Internet: http://www.consumismoeinfancia.com/ (com adaptações).

O consumismo e os reflexos dessa prática de consumir são uma realidade evidente nas sociedades alicerçadas no mercado. Tendo essa perspectiva e o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir.
Nas sociedades baseadas no mercado, o corpo se tornou objeto de consumo na busca pelo modelo ideal, ora respondendo às necessidades da saúde, ora às necessidades dos padrões estéticos de hegemonia eurocêntrica.
Alternativas
Q1095401 Sociologia
Barbie: uma imagem que aprisiona

    
   Barbie prometeu a todas as meninas, de várias gerações, um mundo cor de rosa repleto de acessórios e acabou nos aprisionando nesse sonho. No final dos anos 1950, o casal Ruth e Elliot Handler, fundadores da fábrica de brinquedos Mattel, encontraram um nicho de mercado, ainda não explorado, ao observar as brincadeiras de sua filha Barbara, de sete anos de idade, com bonecas de papel. Nessa época, não existia uma boneca tridimensional de corpo adulto com a qual a criança pudesse fantasiar e realizar seus sonhos. Foi nesse momento que Ruth criou a Barbie e seu mundo pink, revolucionando para sempre as brincadeiras das meninas que, até então, brincavam exclusivamente com bebês, como um exercício para a maternidade. Desde a chegada da Barbie nas prateleiras, garotas do mundo todo passaram então a experimentar, em suas brincadeiras, a falsa ideia, no contexto de então, de que as mulheres adultas podiam ser o que desejassem: médicas; astronautas; bailarinas, mas, claro, desde que fossem magras e belas. Assim, a boneca virou o jogo e passou não só a ditar as regras da brincadeira, mas também os desejos da garotada, por esgotar, em seu corpo magro, oco e de plástico, as possibilidades de ser, pois passava valores que priorizavam o ter.
    Barbie, hoje com mais de cinquenta anos de idade, continua sendo a boneca mais amada e vendida no mundo todo e acabou conquistando um fã‐clube de mais de dezoito milhões de membros, desfiles inspirados em seus modelos de roupa, exposições em museus mundo afora e até mais de 36 cirurgias plásticas em um único corpo. A estética da Barbie é hoje imposta pela cultura da moda e, principalmente, pelas imagens publicitárias, mobilizando milhões de meninas e adolescentes a fazer de tudo para conquistar o corpo ideal, vendido como passaporte para a felicidade.         
    Esse fato é tão verdadeiro que, na semana passada (julho/2012), um exemplo chegou à maioria dos jornais brasileiros, chocando a todos: duas adolescentes inglesas de dezesseis anos de idade, da cidade de Crewkerne, chegaram ao baile de formatura do colégio empacotadas dentro de caixas da Barbie em tamanho natural, como verdadeiras bonecas de plástico, encenando uma entrada triunfal. As caixas de papelão de 1,80 m X 0,60, com flores pintadas à mão, foram feitas por uma das mães, que gastou 250 libras para realizar o sonho das meninas. Bom, se a intenção era roubar a cena, elas conseguiram. A cidade toda parou para vê‐las passar, aprisionadas em seu sonho de infância. Onde vamos parar? No baile de formatura! Agora, vale a reflexão... Se, de alguma maneira, nós mulheres nos libertamos dos espartilhos de nossas bisavós, as adolescentes da atualidade continuam aprisionadas ao culto do corpo perfeito, em uma busca incansável pela magreza e felicidade que não lhes dá sossego.

Internet: http://www.consumismoeinfancia.com/ (com adaptações).

O consumismo e os reflexos dessa prática de consumir são uma realidade evidente nas sociedades alicerçadas no mercado. Tendo essa perspectiva e o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir.
O consumismo é uma compulsão que leva o indivíduo a comprar, cada vez mais, sem necessidade, mas este não é um hábito infundado, sua raiz está nos processos de produção desenvolvidos após a Revolução Industrial e fixados no imaginário coletivo da sociedade pelo trabalho realizado pela mídia.
Alternativas
Respostas
1061: D
1062: C
1063: A
1064: B
1065: D
1066: D
1067: C
1068: A
1069: E
1070: A
1071: C
1072: A
1073: A
1074: B
1075: D
1076: C
1077: E
1078: C
1079: E
1080: C