Questões de Concurso
Sobre cultura e sociedade em sociologia
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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre as questões que influenciaram a legislação destinada ao Ensino Religioso no Brasil.
( ) A pluralidade étnica e cultural perceptível na formação da população brasileira.
( ) Os esforços para diminuir as influências ideológicas no ensino fundamental.
( ) A necessidade de promover o respeito pela diversidade religiosa.
( ) As exigências constitucionais para garantir o caráter laico do país.
( ) As tradições religiosas de matriz indígena, africana, europeia e oriental.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise as afirmativas abaixo acerca dos significados de Ciências da Religião e do papel do investigador.
1. É uma ciência que, fundada na exegese, na hermenêutica e na quantificação de dados, busca a comprovação das fontes teológicas dos diferentes textos sagrados.
2. Considera-se Ciências da religião uma área das ciência humanas ou ciências socioculturais, também conhecida como história das religiões, religiões comparadas.
3. Não cabe ao investigador dessa disciplina questionamentos comprobatórios ou valorativos das religiões, mas a análise objetiva e despida de qualquer caráter arbitral.
4. É uma disciplina acadêmica de caráter empírico voltada para a investigação sistemática das religiões e suas manifestações.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. A noção de museu se alterou, passando a receber públicos mais amplos e não apenas conhecedores e especialistas em arte.
2. O ciclo que une consumismo, mídia e tecnologia está remodelando as relações culturais, sociais e políticas da era da teleinformática.
3. Em um ambiente em que a prioridade comercial afeta diretamente a oferta, circulação e consumo de bens simbólicos, a cultura não tem relação com o processo lucrativo, já que é financiada pelo poder público.
4. As artes contemporâneas tentam tornar visível essa nova dimensão cosmopolita, que une o fluxo informacional aos valores ideológicos, sociais e culturais.
Assinale a alternativa correta.
1. Para entender as determinações do preconceito, é preciso explorar a vida cotidiana, sua estrutura e dinâmica, pois é nesse âmbito que ele se reproduz.
2. A vida cotidiana se caracteriza pelo pragmatismo, pelo qual as atividades devem ser realizadas de forma imediata, para que alcancem êxito. Na medida em que certa forma de agir obtém êxito, vão-se constituindo de modelos de avaliação e de comportamentos que passam a ser reproduzidos em situações semelhantes de forma repetitiva e espontânea, levando a generalizações, que são o primeiro passo para a conformação de preconceitos.
3. Para entender as determinações do preconceito, é preciso identificar as ideologias presentes na sociedade e a sua reprodução no cotidiano escolar, pois é nesse âmbito que ele se reproduz, uma vez que nas outras esferas da vida social os valores são pautados na tradição humanista, no trabalho e na racionalidade técnica, portanto com menor incidência na produção do preconceito.
4. A ultrageneralização, somada à unidade entre pensamento e ação e à fixação imediata na aparência da realidade, facilita a construção de estereótipos e analogias incorporados pela tradição e pelos costumes e sua reprodução como verdades inquestionáveis. Essa forma de pensar corresponde ao senso comum.
Assinale a alternativa correta.
Para Geoffrey Crossick (in Revista Observatório Itaú Cultural, N. 23, p. 29), “Nos últimos 20 anos, o debate sobre valor cultural resultou da percepção das limitações de uma abordagem cujo foco se restringisse aos indicadores econômicos e estatísticos: são limitações em termos de questões técnicas, sem dúvida, mas, o que é ainda mais importante, são limitações no modo de pensar o valor cultural e capturá-lo.”
Nesse sentido, é correto afirmar que valor cultural
O texto a seguir serve de referência para responder à questão 35.
A ideologia contemporânea está montada sobre o mito da racionalidade do real entendida como razão inscrita nas próprias coisas e expressa através das ideias de organização e de planejamento. Como sabemos, a origem dessa ideologia encontra-se no mundo econômico da produção, isto é, no taylorismo como forma de racionalizar o processo de trabalho. |
(FONTE: CHAUÍ, Marilena. Ideologia e Educação. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 42, n. 1, p. 245-257, jan./mar. 2016.)
Nesse texto, Marilena Chauí apresenta uma descrição do modo como a ideologia opera nas sociedades contemporâneas. Com tal conceito, a filósofa brasileira deseja destacar a seguinte ideia:
A ilustração ao lado serve de referência para responder às questões 33 e 34:
Castells observa que o novo sistema de comunicação tem possibilitado também a
A ilustração ao lado serve de referência para responder às questões 33 e 34:
O sociólogo representado na ilustração, Manuel Castells, é conhecido por ter escrito diagnósticos sociológicos sobre as consequências sociais e políticas das inovações tecnológicas e informacionais na vida humana. O sociólogo espanhol destacou, dentre outras coisas, a emergência de um “novo paradigma tecnológico”, baseado em tecnologias de comunicação e informação. Sobre o tipo de sociedade que emerge com as transformações tecnológicas, Castells concorda que
O excerto a seguir servirá de referência para responder à questão 23.
Iniciada por aqueles autores qualificados como intelectuais da diáspora negra ou migratória – fundamentalmente imigrantes oriundos de países pobres que vivem na Europa Ocidental e na América do Norte –, a perspectiva pós-colonial teve, primeiro na crítica literária, sobretudo na Inglaterra e nos Estados Unidos, a partir dos anos de 1980, suas áreas pioneiras de difusão. Depois disso, expande-se geograficamente e para outras disciplinas, fazendo dos trabalhos de autores como Homi Bhabha, Edward Said, Gayatri Chakravorty Spivak ou Stuart Hall e Paul Gilroy referências recorrentes em outros países dentro e fora da Europa. |
(FONTE: COSTA, Sérgio. Desprovincializando a sociologia: a contribuição pós -colonial. Rev. Bras. Ci. Soc., São Paulo, v. 21, n. 60, p. 117-134, fev. 2006).
Para o conjunto de autores destacados no texto, a questão central na relação entre as sociedades dos Atlânticos Norte e Sul seria a
Relacione as colunas 1 e 2 sobre os objetivos para a captação e canalização de recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC.
1 – Incentivo à formação artística e cultural.
2 – Fomento à produção cultural e artística.
3 – Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico.
4 – Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.
5 – Apoio a outras atividades culturais e artísticas.
( ) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus segmentos.
( ) Contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
( ) Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
( ) Edição de obras relativas às Ciências Humanas, às Letras e às Artes.
( ) Concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.
A sequência CORRETA é:
De acordo com o livro Políticas Culturais no Brasil, de Rubim e Barbalho, existem quatro elementos que podem contribuir para o debate sobre os fundamentos de uma política cultural.
Todas as alternativas a seguir tratam desses elementos, EXCETO:
A figura a seguir, retrata as duas dimensões paralelas da Economia Criativa:

Fonte: REIS, Ana Carla Fonseca. Economia da cultura e
desenvolvimento sustentável. 2007. p. 310.
Todas as alternativas apresentam informações corretas acerca do ciclo da economia criativa em um
contexto de desenvolvimento, ilustrado acima, EXCETO:
Associe a coluna 1, que apresenta os seis principais fatores que compõem a multiplicidade dos valores culturais, com a coluna 2, que apresenta sucinta explicação de cada um desses valores. Em seguida, assinale a alternativa que corresponde à ordem correta de associações.
1) Valor estético
2) Valor social
3) Valor de existência
4) Valor espiritual
5) Valor político
6) Valor histórico
( ) É o valor que deriva da satisfação que uma pessoa tem ao saber de determinado bem cultural, mesmo que não haja a intenção de visitá-lo ou adquiri-lo. Por exemplo, o valor da Muralha da China pode ser altíssimo para uma pessoa, embora ela eventualmente não tenha perspectivas de ir à China.
( ) É o valor que, com o passar do tempo, objetos do dia a dia, funcionais ou estéticos, passam também a assumir. Pode-se citar como exemplo os museus da moda e de objetos do cotidiano que se tornam antiguidades e representações únicas de um período.
( ) É o valor que as obras culturais podem ter, mais ou menos explícitos, em prol de uma ideologia do governo ou da classe hegemônica. Por exemplo, filmes de propaganda nazista ou ainda as produções cinematográficas dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) Trata-se do mais explícito dos valores culturais, deriva de um conjunto de percepções e julgamentos de valor da sociedade ou grupo que o analisa e do momento histórico em que isso é feito. Pode-se citar como ilustração a reação de admiração de Goethe diante do aqueduto de Spoleto, na Itália, no início do século XIX e seu comentário acerca de outras obras que não possuem propósitos:
“É essa então a terceira obra dos antigos, que tenho diante de mim e da qual observo a mesma marca, sempre grandiosa (...). Somente agora sinto com quanta razão sempre achei detestáveis as construções feitas por capricho(...). Todas coisas natimortas, já que o que não tem em si uma razão de existir não tem vida e não pode ser ou tornar-se grande.”
(GOETHE, J. W. apud REIS, A. C. F. Economia da cultura e desenvolvimento sustentável:
o caleidoscópio da cultura. São Paulo: Editora Manole, 2007, p. 21).