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Questões de Concurso Sobre antropologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.102 questões

Q2937602 Antropologia
No texto “O senso comum como sistema cultural”, Clifford Geertz considera o trabalho de Evans Pritchard sobre feitiçaria entre os “Azande”. E afirma: “se o conteúdo das crenças azande sobre feitiçaria é ou não místico (...), elas são utilizadas pelos Azande de uma forma nada mística – e sim como uma elaboração e uma defesa das afirmações reais da razão coloquial” (119). Geertz realiza tal afirmação sobre o trabalho de Evans Pritchard porque entende que as crenças Azande:
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Q2937598 Antropologia
Conforme as Bases para a Política Nacional de Museus, o objetivo de tal política é “promover a valorização, a preservação e a fruição do patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão social e cidadania, por meio do desenvolvimento e da revitalização das instituições museológicas existentes e pelo fomento à criação de novos processos de produção e institucionalização de memórias constitutivas da diversidade social, étnica e cultural do País.” Para tanto, esta política deve:
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Q2937597 Antropologia
Fredrik Barth critica a afirmação “praticamente todo raciocínio antropológico baseia-se na premissa de que a variação cultural é descontínua: supõe-se que há agregados humanos que compartilham essencialmente uma mesma cultura e que há diferenças interligadas que distinguem cada uma dessas culturas de todas as outras. Uma vez que cultura nada mais é que uma maneira de descrever o comportamento humano, segue-se disso que há grupos delimitados de pessoas, ou seja, unidades étnicas que correspondem a cada cultura” (2000:25). O autor, em discussão com esta perspectiva, propõe:
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Q2937595 Antropologia
No mundo moderno, como regra, todas as pessoas têm e devem ter uma nacionalidade. Esta constatação universal confronta-se, por sua vez, com a particularidade inexorável das manifestações concretas de cada nacionalidade. No clássico estudo sobre a origem e difusão do nacionalismo, Benedict Anderson (1983) analisa esta questão. Dedica especial interesse também ao fato de, durante os últimos séculos, tantos milhões de pessoas matem e, sobretudo, estejam dispostas a morrer em nome de sua nação. A explicação de Anderson para este fato reside no conceito de nação que ele mesmo propõe. Para este autor, a nação pode ser definida como:
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Q2937588 Antropologia
Na “Floresta dos símbolos”, Victor Turner descreve e interpreta rituais da vida dos Ndembu da Zâmbia.Oautor, “por 'ritual', entende o comportamento formal prescrito para ocasiões não devotadas à rotina tecnológica, tendo como referência a crença em seres ou poderes místicos” (2005:49). O “símbolo”, por sua parte, é entendido por Turner como a menor unidade do ritual que expressa as propriedades específicas do comportamento ritual. Nesta proposta, Turner entende que a importância do estudo do ritual entre os Ndembu se deve ao fato de:
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Q2937571 Antropologia
No livro “A interpretação das culturas”, Clifford Geertz defende um conceito semiótico de cultura. Ele afirma: “acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significado que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa à procura do significado” (1989:4). Para este autor, o método que corresponde a esta perspectiva da cultura é:
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Q2929818 Antropologia

Texto VII, para responder às questões 34 e 35.

Agora se pode ver que cada sociedade tem meios privilegiados de expressão — veículos que, em certos momentos, englobam a tudo e a todos. Isso não significa que outros problemas sejam esquecidos, mas apenas que a atenção coletiva se desloca. Seriam os franceses alienados porque gostam de literatura? Estaríamos alienados porque nos voltaremos, vidrados, para as eleições, em breve?

Concordo que o futebol nos apaixona e nos enlouquece. Mas há lógica nessa loucura. Principalmente porque o futebol inverte um dos princípios básicos da nossa conhecida mentalidade colonial. Se essa lógica afirma que tudo o que vem de fora é bom, mas não é para nós; se ela garante que seremos sempre o país da bagunça e da incompetência, lugar da roubalheira e do apadrinhamento, o espaço onde o trabalho e o talento não contam, o reino da inferioridade moral e racional, o futebol inverte e subverte tudo isso. Primeiro, porque veio "lá de fora", de um dos centros do nosso mundo colonial, a velha Inglaterra, que foi a primeira nação moderna a nos explorar. Mas, em vez de o futebol continuar sendo uma instituição inatingível, que nos envergonha, como o funcionalismo público, o sistema partidário, a moeda, a universidade, a literatura e tudo o mais em que, no entendimento de nossas elites, somos inferiores, fracos ou infantis — e que também foram “importados” —, ele nos revelou fortes e excepcionais, elegantes e corajosos, virtuosos e campeões.”

R. Damatta. Torre de Babel. Rio de Janeiro, 1996, p.144 (com adaptações).

Com relação às informações do texto VII, é correto afirmar que,

Alternativas
Q2929815 Antropologia

Texto VII, para responder às questões 34 e 35.

Agora se pode ver que cada sociedade tem meios privilegiados de expressão — veículos que, em certos momentos, englobam a tudo e a todos. Isso não significa que outros problemas sejam esquecidos, mas apenas que a atenção coletiva se desloca. Seriam os franceses alienados porque gostam de literatura? Estaríamos alienados porque nos voltaremos, vidrados, para as eleições, em breve?

Concordo que o futebol nos apaixona e nos enlouquece. Mas há lógica nessa loucura. Principalmente porque o futebol inverte um dos princípios básicos da nossa conhecida mentalidade colonial. Se essa lógica afirma que tudo o que vem de fora é bom, mas não é para nós; se ela garante que seremos sempre o país da bagunça e da incompetência, lugar da roubalheira e do apadrinhamento, o espaço onde o trabalho e o talento não contam, o reino da inferioridade moral e racional, o futebol inverte e subverte tudo isso. Primeiro, porque veio "lá de fora", de um dos centros do nosso mundo colonial, a velha Inglaterra, que foi a primeira nação moderna a nos explorar. Mas, em vez de o futebol continuar sendo uma instituição inatingível, que nos envergonha, como o funcionalismo público, o sistema partidário, a moeda, a universidade, a literatura e tudo o mais em que, no entendimento de nossas elites, somos inferiores, fracos ou infantis — e que também foram “importados” —, ele nos revelou fortes e excepcionais, elegantes e corajosos, virtuosos e campeões.”

R. Damatta. Torre de Babel. Rio de Janeiro, 1996, p.144 (com adaptações).

A respeito da cultura e da identidade brasileiras, julgue os itens a seguir.

I O fato de o Brasil ter sido colonizado por Portugal deixou marcas profundas na mentalidade e na cultura nacionais, que inviabilizam uma assimilação das normas e valores das instituições sociais, em vista de uma excelência, como ocorre em países como a Inglaterra, os Estados Unidos e outros.

II O fato de o Brasil ter sido colonizado por Portugal não deixou marcas na mentalidade e na cultura nacionais.

III O autor questiona uma visão elitista e preconceituosa das elites, que inferioriza a cultura brasileira.

IV O futebol revelou os brasileiros fortes e excepcionais, elegantes e corajosos, virtuosos e campeões, porque veio de uma outra cultura diferente da brasileira, que é disciplinada e organizada.

A quantidade de itens certos é igual a

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Q2929791 Antropologia

Texto V, para responder às questões 30 e 31.

Internet: <www.dimensao.com.br>.

Acesso em 19/3/2010.

Texto VI, para responder às questões 30 e 31.

Entrevista com Roberto Damatta

TRÂNSITO: "O que sabemos de como dirigimos? Nada. Não quero psicologizar ou criminalizar o trânsito. Todo mundo faz isso. Quero propor a sua politização. Quero ver o que significa dirigir automóveis como um jogo de forças num sistema hierárquico. Quero ver a nossa imprudência e violência como um sintoma e uma reação [...] O que significa dirigir um automóvel numa sociedade que se diz igualitária, mas que no fundo odeia a igualdade? O que significa o espaço público numa sociedade igualitária na forma, mas profundamente aristocrática e hierárquica nos procedimentos que vão do furar a fila a arrumar emprego para amigos e parentes quando se comanda o serviço público? Significa evidentemente você ter consciência do outro como igual e não como um atrapalhador. Dá uma reportagem ver como as pessoas usam telefone público. Elas ficam 40 minutos, não estão preocupadas que seja um telefone de todos."

Internet: <www.dizventura2.blogger.com.br>. Acesso em 4/6/2010.

Considerando os textos V e VI, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2929787 Antropologia

Texto V, para responder às questões 30 e 31.

Internet: <www.dimensao.com.br>.

Acesso em 19/3/2010.

Texto VI, para responder às questões 30 e 31.

Entrevista com Roberto Damatta

TRÂNSITO: "O que sabemos de como dirigimos? Nada. Não quero psicologizar ou criminalizar o trânsito. Todo mundo faz isso. Quero propor a sua politização. Quero ver o que significa dirigir automóveis como um jogo de forças num sistema hierárquico. Quero ver a nossa imprudência e violência como um sintoma e uma reação [...] O que significa dirigir um automóvel numa sociedade que se diz igualitária, mas que no fundo odeia a igualdade? O que significa o espaço público numa sociedade igualitária na forma, mas profundamente aristocrática e hierárquica nos procedimentos que vão do furar a fila a arrumar emprego para amigos e parentes quando se comanda o serviço público? Significa evidentemente você ter consciência do outro como igual e não como um atrapalhador. Dá uma reportagem ver como as pessoas usam telefone público. Elas ficam 40 minutos, não estão preocupadas que seja um telefone de todos."

Internet: <www.dizventura2.blogger.com.br>. Acesso em 4/6/2010.

Assinale a alternativa correta, com base nos textos V e VI.

Alternativas
Q2772259 Antropologia
A Lei n° 11.906, de 20 de outubro de 2009, que cria o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), transfere à autarquia “todos os acervos, as obrigações e os direitos, bem como a gestão orçamentária, financeira e patrimonial, dos recursos destinados às atividades finalísticas e administrativas da Diretoria de Museus e das Unidades Museológicas a que se refere o Art. 7º dessa Lei, unidades atualmente integrantes da estrutura básica do Instituto do Patrimônio Histórico eArtístico Nacional – IPHAN”. De acordo com a referida Lei é atribuição do IBRAM:
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Q2772256 Antropologia
Aprovado por unanimidade na 15ª Assembleia Geral do ICOM, realizada em Buenos Aires, Argentina, em 4 de novembro de 1986, o Código de Ética Profissional do ICOM estabelece que:
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Q2772254 Antropologia
A Declaração de Quebec (1984) sistematizou os princípios básicos da nova museologia. Assim, a declaração teve, entre suas metas:
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Q2772251 Antropologia
A Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972) marcou a tomada de consciência sobre a necessidade de uma renovação no papel dos museus na América Latina. O encontro recomendou de uma maneira geral:
Alternativas
Q2772249 Antropologia
A Constituição Federal de 1988 reconhece o patrimônio cultural brasileiro como bem jurídico destinatário de expressa tutela do Estado, caracterizando-o como a totalidade de “bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou emconjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira” (Art. 216 da CF). De acordo com esse documento, é INCORRETOreconhecer como patrimônio imaterial:
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Q2772245 Antropologia
A Lei n° 11.904, de 14 de janeiro de 2009, que institui o Estatuto de Museus, estabelece que:
Alternativas
Q2772233 Antropologia
Um bem cultural é reconhecido e tombado como patrimônio segundo critérios:
Alternativas
Q2754754 Antropologia
A arqueologia tem por objeto de estudo o homem no seu sentido mais amplo, incluindo o aspecto físico, o cultural e o psicológico, assim como suas interrelações. Portanto, ela é umramo da:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SEMARH-GO
Q1237166 Antropologia
Fredrik Barth foi um dos principais teóricos da etnicidade. Segundo o mesmo, os grupos étnicos podem ser classificados como:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SEMARH-GO
Q1231576 Antropologia
Qual dos intelectuais abaixo pode ser considerado referência nos estudos sobre cultura e religião afro- brasileiras?
Alternativas
Respostas
901: E
902: C
903: C
904: D
905: D
906: C
907: E
908: B
909: D
910: C
911: D
912: C
913: B
914: E
915: B
916: C
917: C
918: D
919: D
920: C