Questões de Concurso
Sobre identidade dos seres vivos em biologia
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Um técnico recebeu em seu laboratório duas amostras de larvas de culicídeos coletadas em coleções aquáticas de duas localidades diferentes. Considerando que os órgãos de vigilância epidemiológica responsáveis pela coleta necessitavam saber se as larvas indicavam a presença de possíveis vetores de doenças, o técnico utilizou uma chave dicotômica, apresentada a seguir, para a identificação do gênero taxonômico ao qual as larvas pertenciam.
1 Sifão respiratório ausente; larvas flutuam paralelamente à superfície da água; abdome com cerdas palmadas (tufos) ...................... I
Sifão respiratório em formato de tubo; larvas flutuam em ângulo com a superfície da água; abdome sem cerdas palmadas (tufos) ...................... 2
2 Sifão curto e cônico, adaptado para perfurar raízes de plantas aquáticas; pécten ausente ........ II
Sifão cilíndrico ou alongado; pécten presente ....................................... 3
3 Sifão longo e delgado com vários pares de cerdas sifonais ventrais ................................ III
Sifão curto e grosso, ligeiramente cônico, com um par de cerdas simples ....................... IV
Sabendo-se que a preocupação dos órgãos de saúde era com relação às doenças malária e dengue, investigações posteriores deveriam ser feitas, para saber a espécie, se os gêneros encontrados forem, respectivamente,
O Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região, como esporotricose, cisticercose e paracoccidioidomicose no Paraná. Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica.
(Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/ Sistema-de-Informacao-de-Agravo-de-Notificacao-SINAN#)
Resultados positivos para cada uma das três doenças citadas no excerto, em diferentes indivíduos, confirmam que essas pessoas estão infectadas pelos respectivos agentes causadores,
Considere o texto a seguir para responder à questão.
A maioria das espécies de serpentes ameaçada de extinção é endêmica no bioma onde ocorre ou possui distribuição restrita, sinalizando urgência na implementação de medidas conservacionistas, como as previstas nos planos de ação, com foco em espécies ameaçadas. Esse é o caso da Calamodontophis ronaldoi, popularmente conhecida como cobra-espada-do-paraná, serpente extremamente rara e endêmica do estado do Paraná. A região entre os pontos de registro dessa espécie indica uma distribuição naturalmente restrita, e sua extensão de ocorrência é estimada em cerca de 4.200 km2 . Ocorre em áreas de planalto e campos nativos de altitude e encontra-se na categoria Em Perigo (EN) de extinção pelo ICMBio.
(Disponível em: https://salve.icmbio.gov.br/salve/api/ pdf/doi/382b574f73347872452b773835353075 74712f6f314b72494b3837454c6355484453737153 516e6630764d3d. Adaptado)
Calamodontophis ronaldoi é considerada uma espécie de serpente dócil e inofensiva, pois produz veneno de baixa toxidade para os humanos e que são inoculados por dentes localizados na parte posterior da boca.
Com relação à posição dos dentes, essa espécie da serpente é classificada como
A parede celular está presente em diversos organismos, desempenhando um papel essencial na manutenção da forma, dando proteção e garantindo a atividade das células. Ela confere resistência mecânica, regula interações com o meio externo e contribui para o crescimento e a defesa contra agentes patogênicos. Alguns microrganismos possuem adaptações, apresentando uma parede celular mais delgada e envolvida por uma membrana externa rica em lipopolissacarídeos (LPS).
Os microrganismos que apresentam essa membrana externa são:
As cristas papilares (ou epidérmicas) são elevações na pele das palmas das mãos e plantas dos pés que entram em contato com superfícies, produzindo impressões latentes. Durante o desenvolvimento fetal, as cristas epidérmicas iniciam sua formação em certos períodos da gestação.
Entre as opções a seguir, assinale a que correlaciona corretamente a cronologia da embriologia com as etapas de formação das cristas papilares.
As esponjas são animais _____________: elas removem partículas de alimento suspensas na água do entorno, à medida que esta atravessa seu corpo, o qual em algumas espécies lembra um saco perfurado com poros. A água é drenada através dos poros em uma cavidade central, denominada __________, e então flui para fora da esponja por meio de uma grande abertura chamada _________.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os anticorpos que atravessam a placenta: como vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto.
Quando uma vida humana começa, ela depende inteiramente do corpo que a abriga.
Dali vêm oxigênio, alimento, a temperatura estável que a protege do mundo lá fora e os hormônios que regulam seu próprio ritmo de crescimento.
O corpo da mãe também filtra e descarta os resíduos que essa vida em formação ainda não sabe processar sozinha.
E chega também um outro tipo de proteção: um repertório de defesas que vai acompanhar esse bebê nos primeiros meses depois de nascer.
Todo bebê vem ao mundo carregando uma herança da história imunológica da própria mãe — os anticorpos que o corpo dela acumulou ao longo da vida, de infecções que teve, de vacinas que já tomou, atravessam a placenta e chegam a ele ainda dentro do útero.
É um processo que revela uma espécie de sabedoria do corpo ao se antecipar a riscos que ainda nem se apresentam diretamente.
Mas esse mecanismo também pode, e deve, ser direcionado: quando a mãe é vacinada durante a gestação, ela protege a si mesma e fabrica, sob encomenda, uma defesa específica contra ameaças que o bebê pode encontrar assim que nascer.
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos programas de imunização mais bem-sucedidos do mundo — bom o bastante para que gerações inteiras não soubessem mais o que é ver uma criança morrer de coqueluche.
Em 2024, o país foi lembrado do que acontece quando essa proteção falha: o coeficiente de incidência da doença saltou para o maior patamar da série histórica desde 1990, depois de anos em que a taxa havia despencado para praticamente zero.
Naquele ano, 29 bebês com menos de 1 ano morreram de coqueluche no Brasil — 24 deles eram filhos de mães que não haviam sido vacinadas, segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em entrevista à BBC News Brasil.
A explicação não tem um único culpado. A coqueluche é cíclica por natureza, e o último grande pico brasileiro, antes de 2024, foi em 2014.
A pandemia parece ter represado esse ciclo por um tempo, deixando uma população mais suscetível pela queda na cobertura vacinal desses anos. Parte do salto também reflete a ampliação de testes de PCR no país, que passou a detectar casos que antes passavam despercebidos.
A vacina mais recente do calendário das gestantes também tem potencial para evitar mortes. A bronquiolite grave, causada majoritariamente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), matou 537 crianças com menos de 1 ano no Brasil em 2024 — um patamar que se manteve elevado mesmo depois do pico histórico registrado em 2023.
O SUS incorporou o imunizante contra o VSR em dezembro de 2025, antes disponível apenas na rede privada e chegando a custar até R$ 1.760.
A vacina passou a ser oferecida à gestante a partir da 28ª semana, buscando repetir contra a bronquiolite o mesmo mecanismo de proteção que já existe contra a coqueluche.
A adesão surpreendeu: segundo Kfouri, a cobertura já se aproxima de 85%, patamar que, segundo ele, tem inclusive ajudado a puxar para cima a cobertura de gripe e de coqueluche.
Durante a gestação, o corpo da mãe continua produzindo os mesmos tipos de anticorpo que sempre fabricou ao longo da vida — só que agora, parte deles vai diretamente para o feto.
Cada tipo tem uma função diferente. A imunoglobulina-M (IgM) é a resposta mais rápida: aparece assim que uma ameaça nova surge, mas é grande demais para passar pela placenta, então o bebê acaba não a recebendo.
A imunoglobulina-G (IgG) é mais experiente — menor e mais precisa, é o anticorpo que o corpo continua fabricando depois de já ter aprendido a reconhecer um inimigo específico, seja de uma infecção antiga, seja de uma vacina. Por ser pequena o bastante, é a única capaz de atravessar a placenta e chegar ao bebê.
"A placenta é como se fosse um filtro, com um microfuro em que as partículas menores têm mais facilidade de passar do que as maiores", explica a ginecologista e obstetra Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Esse filtro, porém, não deixa passar por acaso: ele reconhece especificamente a IgG e a carrega de propósito para o lado do bebê.
Quem faz esse trabalho é um receptor chamado FcRn — uma espécie de porteiro molecular — instalado numa camada finíssima de células que reveste a placenta por dentro, funcionando como uma fronteira ativa entre o sangue da mãe e o sangue fetal.
Esse mecanismo, explica Maria Carolina Pessoa Valença Rygaard, ginecologista e obstetra e membro da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, é ativo e seletivo: o receptor reconhece uma parte específica do anticorpo e libera a passagem até a circulação do bebê.
Há ainda uma última proteção: a IgA, que age como um guarda posicionado nas portas de entrada do corpo — boca, intestino, vias respiratórias. Ela também não passa pela placenta, mas chega ao bebê só depois do parto, pelo leite materno, protegendo essas mesmas entradas diretamente.
COMO vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto. BBC News Brasil, 14 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq05983yv5o. Acesso em: 17 set. 2026. (Adaptado)
I. A proteção transferida da mãe para o bebê durante a gestação está relacionada às defesas imunológicas desenvolvidas pelo organismo materno, o que permite considerar que essa proteção se estenda às ameaças imunológicas que venham a ser reconhecidas pela mãe durante a gravidez.
II. Como a IgG é a imunoglobulina que atravessa a placenta, a proteção fetal durante a gestação está relacionada aos anticorpos maternos dessa classe, enquanto a IgM, embora participe da resposta imunológica inicial, não atravessa a placenta.
III. A concentração de 24 dos 29 óbitos por coqueluche em bebês, em 2024, entre filhos de mães não vacinadas reforça a compreensão de que a vacinação materna impede a evolução da doença para formas fatais no bebê.
IV. A elevação no coeficiente de incidência de coqueluche em 2024 está associada à redução da cobertura vacinal durante a pandemia, o que permite compreender esse aumento como consequência da menor proteção proporcionada pela vacinação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna.
O sistema digestório transfere nutrientes, água e eletrólitos do ambiente externo para o meio interno corporal. Para desempenhar essa função, realiza processos que envolvem transformação dos alimentos, transporte de substâncias através do epitélio e deslocamento do conteúdo gastrointestinal. Relacione os processos apresentados na coluna I às situações fisiológicas descritas na coluna II.
Coluna I
1. Digestão.
2. Absorção.
3. Secreção.
4. Motilidade.
Coluna II
(__) Progressão e mistura do conteúdo gastrointestinal em decorrência das contrações da musculatura do trato digestório.
(__) Liberação de substâncias produzidas pelas células epiteliais no lúmen ou no líquido extracelular, bem como transferência de água e íons para o interior do trato gastrointestinal.
(__) Fragmentação mecânica e degradação química dos alimentos em unidades menores, sem que isso implique necessariamente sua passagem pelo epitélio intestinal.
(__) Transferência de moléculas presentes no lúmen gastrointestinal para o líquido extracelular, após atravessarem o epitélio intestinal.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA, de cima para baixo.
( ) O agente etiológico da dengue é um arbovírus da família Flaviviridae.
( ) A transmissão ocorre pela picada do mosquito fêmea infectado.
( ) A eliminação de criadouros é a principal medida de prevenção e controle da dengue.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.