Questões de Concurso Sobre educação artística

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Q1030147 Educação Artística

E é esse programa inicial que funda o pensamento e a prática das “vanguardas” dos anos 1920: suprimir a arte enquanto atividade separada, devolvê-la ao trabalho, isto é, à vida que elabora seu próprio sentido.


(Adaptado de: RANCIÈRE, Jaques. A partilha do sensível: estética e política)


Considerando o excerto acima, são exemplos de vanguardas dos anos 1920:

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Q1030146 Educação Artística

Essa artista possui um talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida em má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes. Percebe-se, de qualquer daqueles quadrinhos, como a sua autora é independente, como é original, como é inventiva, em que alto grau possui umas tantas qualidades inatas, das mais fecundas na construção duma sólida individualidade artística.


Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama arte moderna, penetrou nos domínios de um impressionismo discutibilíssimo, e pôs todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura.


O trecho acima pertence à crítica “Paranóia ou mistificação”, publicada em O Estado de São Paulo em 20/12/1917, escrita por Monteiro Lobato.


A artista autora da exposição à que a crítica se refere é:  

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Q1030145 Educação Artística

É esse o nome que dei às minhas obras desse período pois seu caráter é fundamentalmente orgânico. [...] Cada Bicho é uma entidade orgânica que se revela totalmente dentro de seu tempo interior de expressão. [...] É um organismo vivo, uma obra essencialmente atuante. Entre você e ele se estabelece uma interação total, existencial.

(Excerto de Bichos, texto de Lygia Clark)


Nos Bichos, obra fundante, Clark realiza plenamente o espaço neoconcreto como campo de experiência e da alteridade. A obra espera o Outro. [...] O Bicho é o indeterminado.

(Excerto de Lygia Clark, de Paulo Herkenhoff) 



Os dois excertos acima, um da própria artista e outro do crítico de arte Paulo Herkenhoff, possibilitam interpretações de uma mesma série, “Bichos”. Os dois excertos afirmam e concordam entre si sobre: 

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Q1030144 Educação Artística

 Se considerarmos, a título de recorte temático, a apropriação de objetos do cotidiano um procedimento recorrente na produção da arte do século XX, é possível ordenar uma série de artistas que, por meio deste procedimento, criaram trabalhos relevantes, principalmente para pensarmos as transformações culturais ocorridas a partir da primeira revolução industrial, visto que boa parte destes objetos são industrializados e, em um primeiro momento, não eram associados às técnicas ligadas às artes de modo geral. Um exemplo seria Imagem associada para resolução da questão que cunha o termo ready-made para objetos de arte, cuja denominação e conceituação, enquanto arte, pode prescindir do fazer manual. A ideia de um conjunto de objetos que recolhidos passam a abrigar novos significados também está presente na obra de Imagem associada para resolução da questão em que uma espécie de inventário do mundo vai sendo organizado, segundo ele próprio, para o dia do Juízo Final, por meio não apenas do recolhimento e apropriação de objetos, mas também pela ordenação das coisas por meio de listas de seus nomes. 


Os artistas que correspondem às lacunas I e II são, correta e respectivamente, 

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Q1024107 Educação Artística
Voltando à questão do logos, pode-se ainda dizer que este – de maneira análoga à mousiké – também é ouvido primeiramente como totalidade (ou sentido), como manifestação abrupta e insistente, que não depende de interpretações para avalizá-lo. Daí o entrelaçamento dos conceitos e seus respectivos atributos, colocando-os praticamente como sinônimos, indiferenciados em sua generalidade. Portanto, é essa singularidade que confere à mousiké sua equivalência com o logos. Não fora mero acaso que a música se tornasse a base da cultura geral grega e, em certo sentido, o que distinguisse o homem culto do inculto. Se não houvesse tal singularidade, ela não teria alcançado esse patamar, tampouco seria uma das bases do paideuma grego. Lia Tomás.
O texto aponta para uma relação entre logos e mousiké em que se coloca uma compertinência necessária entre ambas, porque:
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Q1024106 Educação Artística
“(...) a música somente é traduzível por ela mesma, sendo a linguagem que por excelência obtém transcender a oposição entre o sensível e o inteligível.” Claude Lévi-Strauss.
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e as relações propostas entre elas: I - Para o pensamento antropológico de Claude Lévi-Strauss a música oferece possibilidades de interpretação da cultura. PORQUE II –Mito e música estabelecem relações de similaridade e contiguidade, assim como para compreender uma música devemos considerar a totalidade dos eventos da partitura, precisamos considerar a totalidade dos acontecimentos míticos mesmo que estejam distantes no espaço-tempo.
Baseado nas proposições I e II, podemos afirmar que as asserções:
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Q1024097 Educação Artística
Como muito bem documentado por José Maria Neves, no livro “Música Contemporânea Brasileira”, publicado em 1981, o meio musical brasileiro do final da década 40 foi marcado por uma série de manifestações e posicionamentos estéticos quedicotomizam a questão do nacionalismo musical e a questão dos recursos técnico-composicionais disponibilizados pelo modernismo desde o início do século XX. A situação atinge seu ápice com a publicação, em 1950, de “Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil”, redigida por Camargo Guarnieri, e da resposta, intitulada da mesma maneira, assinada por Hans-Joachin Koellreuter. Vale comentar que as cartas e toda a contenda que elas suscitaram foram amplamente divulgadas pelos principais jornais da época, como bem nos informa Neves. A seguir, trechos de ambas as cartas: Camargo Guarnieri: “Assim, pois, o dodecafonismo [...] é uma expressão característica de uma degenerescência cultural, um ramo adventício da figueira-brava do Cosmopolitismo que nos ameaça com suas sombras deformantes e tem por objetivo oculto um lento e pernicioso trabalho de destruição do nosso caráter nacional.
O dodecafonismo é assim, de um ponto de vista mais geral, produto de culturas superadas, que se decompõem de maneira inevitável, e um artifício cerebralista, anti-nacional, anti-popular, levado ao extremo; é química, é arquitetura, é matemática da música – é tudo o que quiserem – mas não é música.”
Koellreuter: “Dodecafonismo não é um estilo, não é uma tendência estética, mas sim o emprego de uma técnica de composição criada para a estruturação do atonalismo, linguagem musical em formação, lógica consequência de uma evolução e da conversão das mutações quantitativas do cromatismo em qualitativas, através do modalismo e do tonalismo. Não tende, por um lado – como toda outra técnica de composição –, outro fim a não ser o de ajudar o artista a expressar-se e, servindo, por outro lado, à cristalização de qualquer tendência estética, a técnica dodecafônica garante liberdade absoluta de expressão e a realização completa da personalidade do compositor. Ela não é mais nem menos “formalista”, “cerebralista”, “anti-nacional” ou “anti-popular” que qualquer outra técnica de composição baseada em contraponto e harmonia tradicionais.”
Pensando nos conceitos que essa ilustração documental suscita e nos conhecimentos histórico-musicais mais amplos, assinale a alternativa CORRETA:
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Q1013234 Educação Artística
Compreensão da lógica da dança: o que, como, onde e com o que as pessoas se movem. Mesmo existindo muitas variações, esta, acaba se resumindo em partes do corpo, dinâmicas, espaços, ações e relacionamentos. Trata-se de:
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Q1013233 Educação Artística
A Teoria Sociossomática, de Jill Green, enfatiza
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Q1013232 Educação Artística

“A rotina da escola pode transformar esse grande potencial de historicização da dança/mundo em mera repetição de atividades e exercícios de dança. Isso geralmente acontece quando a dança é entendida, por exemplo, como habilidade física ou, ainda, somente como aquisição de códigos (que vão do balé às danças brasileiras). A resposta pedagógica mais comum que se dá às propostas de aquisição de habilidades e códigos é o olhar somente para o passado – no qual se localizam as regras, os códigos a serem seguidos e repetidos acriticamente.”


Para Marques, quando a meta do ensino de dança é a aquisição de códigos,

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Q1013231 Educação Artística
A proposta educacional para a dança, de Isabel Marques, estrutura o ensino da dança em um tripé polifônico e não hierárquico, que enfatiza três vértices, quais sejam:
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Q1013230 Educação Artística
O livro Domínio do Movimento com estudos de Rudolf Laban, organizado por Lisa Ullmann, foi publicado na Inglaterra em 1950. No Brasil, foi publicado quando da visita da organizadora, convidada por Maria Duschenes, em
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Q1013226 Educação Artística

Para os PCN – Arte, momentos de composição que coincidem com momentos de interpretação devem ser bem estruturados pelo professor para que a liberdade de criação possa ser alcançada pela consciência dos limites.


Esses momentos são denominados

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Q1013222 Educação Artística

Exibida no Brasil em 2001, a obra La Plume (A Pluma), do artista francês Edmond Couchot, dispõe ao público uma tela de cristal líquido, na qual se vê uma pluma que pode ser movimentada pela utilização de um canudo que o visitante assopra.


Por meio do sistema, o sopro é transformado em informação que movimenta a imagem digital da tela.

Para Cristina Costa, a obra é exemplo de

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Q1013221 Educação Artística
Observe a imagem.

                    Imagem associada para resolução da questão


As obras de Lygia Clark, Lygia Pape, Hélio Oiticica caracterizam a produção Neoconcreta definida por uma arte

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Q1013220 Educação Artística

Lembremos também que a obra é constituída, em última análise, por elementos culturais mais profundamente necessários que os próprios elementos materiais. Não há dúvida de que o trabalho sobre a matéria, a habilidade artesanal, o domínio sobre o fazer são elementos constitutivos essenciais da arte, mas eles repousam sobre um pressuposto anterior: o da transformação da matéria numa expressão cultural específica (matéria toma aqui um sentido largo: a pedra para o escultor e a palavra para o poeta estão no mesmo nível). Num caso extremo como o do mictório de Duchamp, essa manipulação parece evidente: arte não é o mictório, é o gesto que o coloca num museu.

(Coli)


O texto indica:

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Q1013212 Educação Artística

No filme Psicose, de Alfred Hitchcock, o espectador constata a valorização dos personagens, sempre presentes, sempre tratados de maneira individualizada; são mais frequentemente grupos pequenos do que numerosos. O cineasta filmou-os de perto, mostrando sobretudo os rostos, a parte superior dos corpos. As paisagens são raras e, quando existem, estão dramatizadas e intimamente ligadas à ação: uma casa inquietante, um pântano que irá tragar um carro. Percebe-se que não há momentos de contemplação, mas que todas as imagens dependem de uma vontade preponderante de narrar.

(Coli. Adaptado)


É possível, portanto, detectar corretamente

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Q1013211 Educação Artística
Em seu texto, O que é arte, Jorge Coli aponta para as dificuldades da definição do que é arte e da impossibilidade dessa definição a partir da natureza da produção artística. Sua proposta indica que essa concepção pode ser encontrada
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Q1013210 Educação Artística
A ideia de um museu imaginário, elaborada por André Malraux tinha como base
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Ano: 2019 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2019 - UFSC - Diretor de Produção |
Q975354 Educação Artística
A realização de uma produção cultural parte de uma ideia criativa até a realização final e prestação de contas, no caso de haver financiamento público. Sobre as etapas de planejamento de um projeto cultural, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
8441: D
8442: B
8443: D
8444: B
8445: A
8446: B
8447: A
8448: D
8449: C
8450: B
8451: A
8452: E
8453: C
8454: B
8455: B
8456: D
8457: A
8458: D
8459: E
8460: D