Questões de Concurso
Sobre ensino da arte em educação artística
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A avaliação nas aulas de música é um tema recorrente entre escola e direção: algumas instituições consideram que as avaliações só podem ser realizadas por escrito, uma vez que é necessário um registro documental. Outras instituições acreditam que a avaliação pode ser realizada em outros formatos, como gravações de áudios, vídeos e apresentações musicais, como resultado do trabalho desenvolvido em sala de aula. Além do formato do processo avaliativo, ao conceber a avaliação em música, o professor deve estar atento aos seguintes critérios: objetivos propostos na atividade; entendimento dos conteúdos propostos; desenvolvimento musical dos alunos em cada atividade e ao longo da disciplina; e a reflexão crítica da proposta musical por meio do produto musical gerado.
Autores como Keith Swanwick e Paul Haack apresentaram diferentes concepções de educação musical, evidenciando valores e funções específicas. Assim, a educação musical poderia ser entendida como educação musical estética ou como educação musical utilitária. Na visão tradicional de ensino, ambas as visões são enfocadas como excludentes, o que ocasionou uma série de debates sobre o tema educação estética versus educação utilitária da educação musical a partir dos anos 1960. Atualmente, os educadores musicais têm discutido uma visão de educação musical integradora, que soma ambas as concepções.
As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) oportunizam uma série de ferramentas que possibilitam interagir pedagogicamente, criando um conjunto de possibilidades a serem exploradas em sala de aula. Contudo, elas não são suficientes para garantir inovação e uma efetiva aprendizagem. Assim, a tônica do professor de música deve estar na exploração e na compreensão de como a utilização das TDIC pode contribuir com os processos de ensino e aprendizagem musical: quais métodos, quais conteúdos, quais formas de avaliação e, principalmente, quais práticas pedagógicas o docente pode contemplar em sala de aula.
Considere-se que os alunos pré-adolescentes do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola tenham reclamado de quase todas as atividades propostas nas aulas de música e que só quisessem cantar música sertaneja nas aulas de música. Considere-se, ainda, que, por mais que o professor tenha tentado justificar a importância de todas as atividades musicais, os estudantes tenham tido muita dificuldade em participar de outras atividades que não envolvessem a música sertaneja. Nesse caso, a fim de integrar todos os alunos, a melhor solução seria o professor de música trabalhar somente com música sertaneja, mesmo que o programa da disciplina envolva outros gêneros e outras práticas musicais, uma vez que a principal função do professor de música na escola é criar atividades que integrem todos os alunos, não sendo necessário o desenvolvimento dos conteúdos propostos pelo programa escolar.
A prática musical coletiva, seja ela vocal ou instrumental, pressupõe um processo de ensino-aprendizagem que parte essencialmente do fazer musical colaborativo. O professor, no papel de regente ou líder desse processo, deve contribuir com os seguintes aspectos: aperfeiçoar os elementos musicais de acordo com o nível de conhecimento musical de seus alunos; conduzir e dar subsídios para a interpretação do grupo, construindo a performance de acordo com o estilo/gênero e o grau de dificuldade da peça em estudo; e buscar a harmonia e a socialização entre seus integrantes, sendo que cada aluno tem compromisso com a musicalidade do todo.
A Lei n.º 11.769/2008 instituiu a música como um conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, dentro do componente curricular arte. A partir disso, todas as escolas de Educação Básica foram obrigadas a instituir a música em seus currículos. Anos depois, com a Lei n.º 13.278/2016, passou a vigorar o entendimento de que as artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular de arte, o que significa que o ensino de arte deve ser ensinado pelo professor de forma polivalente.
As metodologias ativas no contexto da educação musical são baseadas na aprendizagem pela perspectiva e pelo protagonismo do aluno, transformando-os em agentes engajados e responsáveis pela sua própria educação. Assim, o papel central da aprendizagem está no aluno e nas relações que ele estabelece com o conhecimento e com a aprendizagem musical. Deixar o aluno ser o protagonista exime a responsabilidade do professor para com o processo formativo dos alunos e do grupo, o que reforça seu papel de observador do processo de aprendizagem, e o docente se torna um curioso das práticas musicais geradas em sala de aula. Para isso, ele se coloca à margem da responsabilidade pelo conhecimento dos alunos, que o desenvolvem por meio da pesquisa de forma autônoma e individualizada.
Julgue o item, referentes a leitura, interpretação e crítica da arte.
Ao crítico de arte cabe realizar uma leitura crítica e
pormenorizada do objeto artístico analisado, sem
interferência emocional, mas por meio de um olhar
técnico.
Julgue o item, referentes a leitura, interpretação e crítica da arte.
A leitura objetiva de uma obra de arte envolve a análise
de seus elementos formais e a interpretação de tal obra
pelo observador, com ou sem envolvimento emocional.
A arte atua de diversas maneiras, seja como crítica em relação à forma como o ser humano se comporta com o meio ao redor, seja como fruição estética e apreciação da natureza.
Para apreciação enquanto eixo, percebe-se a interação entre sujeito e obra; nela estão entrelaçados os aspectos simbólicos da produção artística e como a pessoa que dialoga com o artefato atribui a ele determinados significados.
A contextualização da obra permite entender em que condições ela foi produzida, bem como as relações de poder que estão implícitas nessa produção; além disso, envolve todo o seu histórico, as técnicas e as motivações do artista para produzi-la.
Augusto Boal, influenciado pela teoria da pedagogia do oprimido, de Paulo Freire, defendia que, se um professor se apresenta aos seus alunos como seu contrário, isto é, tendo-os como ignorantes, ele acaba por justificar a sua própria existência como opressor.
Com base nas competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental para o componente curricular arte, julgue o seguinte item.
A compreensão das linguagens do cinema e do audiovisual
não é competência prevista pela BNCC do ensino
fundamental para o componente curricular arte, por ser
considerada incompatível com a faixa etária dos estudantes
nessa etapa de ensino.
Com base nas competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental para o componente curricular arte, julgue o seguinte item.
Durante os anos finais do ensino fundamental, não convém
que o estudante problematize os aspectos históricos e sociais
da produção artística.
Com base nas competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental para o componente curricular arte, julgue o seguinte item.
Durante os anos iniciais do ensino fundamental, é
desnecessário que o estudante experimente diferentes ritmos
de movimento na construção do movimento dançado.
Com base nas competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental para o componente curricular arte, julgue o seguinte item.
Desde os anos iniciais do ensino fundamental, o ensino de
arte deve proporcionar que o estudante adquira a habilidade
de reconhecer e analisar, nas manifestações artísticas das
culturas locais, a influência de distintas matrizes estéticas e
culturais das artes visuais.
Com base nas competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental para o componente curricular arte, julgue o seguinte item.
Espera-se que o estudante, ao final do ensino fundamental,
tenha adquirido a habilidade de compor cenas teatrais com
iluminação e sonoplastia.
Considerando os movimentos artísticos do século XX no Brasil, julgue o item a seguir.
Autor da obra O Teatro do Oprimido, Augusto Boal unia
arte e política, levando questões sociais para o palco dos
teatros.
Julgue o próximo item, relativo à Semana de Arte Moderna de 1922.
O artista pernambucano Cícero Dias, por não pertencer ao
eixo cultural Rio de Janeiro–São Paulo, não fez parte de
nenhum movimento relacionado à Semana de Arte Moderna
de 1988, opondo-se, por sua vez, às tendências vanguardistas
no Brasil.