Questões de Concurso
Sobre história e atualidades das artes plásticas em artes plásticas
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
As esculturas de Carlos Fajardo são armadilhas de captura do olhar. A tendência do olhar é o escorrer contínuo pelo espaço, rebatendo no corpo das coisas, enleando-se ou correndo rápido pelos seus contornos, deslizando nos limites torneados da topografia do mundo. Mais etéreo dos sentidos, o olhar se propaga atravessando transparências e só se estanca quando confrontado com o opaco. Pode então recuar, optar por outra direção ou aproveitar sua natureza líquida e escorrer pelas fendas e limites até atingir a luz. Mas as esculturas de Fajardo funcionam como corpos traiçoeiros que enredam o olhar em suas superfícies, injetam-lhe gravidade, obrigando-o a pousar e despender tempo numa paciente e problemática perscrutação. Na poética de Carlos Fajardo confluem três lógicas: a da ocupação do espaço, a da superfície e a do gesto formalizador. Elas concorrem entre si para o assalto ao olho do espectador. (...) A lógica de inserção de seus trabalhos dentro do espaço, seja ele um ambiente arquitetônico, seja uma paisagem, é pensada rigorosamente com o propósito de destruir logo de saída qualquer pretensão apriorística do olho, acostumado a querer controlar tudo desde sua cômoda posição a cavaleiro.
FARIAS, Agnaldo. Fajardo, Carlos Fajardo. Bienal de Veneza. Veneza, Exposição Internacional de Arte, 1993, p.45.
.escritoriodearte.com.

A obra Cubo, de Carlos Fajardo, localizada na Universidade Estadual de Londrina, é uma escultura feita de tijolos encaixados, com uma abertura vertical que transpassa o interior do cubo nas quatro faces laterais.
I. Comumente, revestiam a superfície da madeira ou da placa de metal com uma camada dourada, sobre a qual pintavam a imagem.
II. Para fazer as dobras das vestimentas, as rendas e os bordados, retiravam com um estilete a película de tinta da pintura. Assim, essas áreas adquiriam a cor de ouro do fundo.
III. Às vezes, colavam na pintura joias e pedras preciosas, e chegavam mesmo a confeccionar coroas de ouro para as figuras de Cristo ou de Maria. Essas joias, aliadas ao dourado dos detalhes das roupas, conferiam aos ícones um aspecto de grande suntuosidade.
É correto o que se afirma em:
O artista plástico brasileiro com reconhecimento mundial por utilizar em suas obras materiais descartados é:
PROENÇA, Graça. História da Arte. (Ática, 2011).
A respeito da teoria antropofágica, segundo a autora, pode-se dizer corretamente que:
I - Propunha que os artistas brasileiros conhecessem os movimentos estéticos modernos europeus, se apropriassem deles e criassem uma arte com feição brasileira.
II - Rejeitava completamente as tendências europeias, voltando-se exclusivamente para aspectos das manifestações culturais dos povos nativos.
III - Não ecoou para além dos anos 20, teve pouca influência na produção artística brasileira, chegando a ser ridicularizada décadas depois pelos tropicalistas.
IV - Partia da compreensão da miscigenação como traço da identidade do Brasil e pretendia “devorar” técnicas artísticas e aspectos de outras culturas para criar uma arte originalmente brasileira.
Estão corretas apenas as afirmações
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno – tradução Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
Nessa perspectiva, segundo a autora, pode-se afirmar corretamente que
Fonte: OLIVEIRA J. Descubra os tipos de paisagens que ajudarão você a se tornar o próximo Van Gogh. Portal Crehana, maio, 2022. Disponível: https://www.crehana.com/blog/brasil/tipos-depaisagens/