Questões de Concurso
Sobre políticas públicas em arquitetura
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I- São considerados serviços urbanos a infraestrutura que, em geral, segue o traçado das vias e pode estar no subsolo (esgotamento sanitário e pluvial; abastecimento de água), na superfície ou em redes aéreas (telefone, energia elétrica). II- Entre os tipos de serviços urbanos, há os que utilizam logradouros, como o recolhimento de lixo e o transporte coletivo. III- Alguns serviços urbanos exigem estações de apoio para o seu funcionamento, como tratamento de água, esgoto e aterros sanitários. IV- Há serviços urbanos que exigem áreas e edificações próprias. Esses costumam ser chamados de equipamentos públicos, como escolas e postos de saúde.
Assinale a alternativa correta:
Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo:
I - A utilização adequada dos imóveis urbanos;
II - A proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;
III - O parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana;
IV - A instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como pólos geradores de tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente.
Dos itens acima:
A infraestrutura básica dos parcelamentos situados nas zonas habitacionais declaradas por lei como de interesse social (ZHIS) consistirá, no mínimo, de:
I. Vias de circulação;
II. Escoamento das águas fluviais;
III. Rede para o abastecimento de água não potável;
IV. Soluções para o esgotamento sanitário e para a energia elétrica domiciliar.
Dos itens acima:
I. estrutura de acessibilidade e transporte. II. conforto térmico e/ou acústico. III. poluição e sanitaridade. IV. adequação de regiões residenciais, comerciais e industriais. V. sensação de segurança. VI. locais de permanência e mobiliário urbano. VII. adequação da geografia e desníveis - circulação de pededrestes. VIII. iluminação e possibilidade de tráfego de pedestres.
I. Ordenamento territorial.
II. Elaboração das legislações urbanísticas.
III. Equilibrar a atuação individual dos cidadãos na transformação urbana e na fruição do espaço de interesse coletivo e melhor funcionamento das cidades.
I. O crescimento espontâneo da cidade pode ser classificado como informal, sendo considerado como formal somente o crescimento nas áreas caracterizadas pela concentração de investimento imobiliários e intervenção do Poder Público.
II. A qualidade de vida da população é impactada diretamente a degradação física e ambiental do espaço urbano.
III. Quando existem ocupações desregradas (morros, encostas entre outros) em áreas ambientalmente sensíveis, o planejamento urbano demonstra ineficiente, principalmente em situações de desastres.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
A irregularidade fundiária coloca-se como problema histórico na ocupação do território brasileiro. O mero apossamento de fato da terra nos períodos colonial, imperial e republicano é continuamente rejeitado para receber uma tutela normativamente rígida e executivamente negligente por parte do Estado. [...] Séculos mais tarde, a transição do Brasil de um país rural para urbano até o final dos anos 60 não alterou essa realidade, mantendo-se a segregação socioespacial e os óbices ao exercício da cidadania. [...] Em 2002, o Banco Mundial indicava que 70% dentre um milhão de moradias construídas no país eram ilegais [...]. O país até hoje tem dificuldades em estimar a população residente em assentamentos irregulares urbanos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subdimensiona a situação fundiária da moradia nas informações censitárias, “uma vez que moradores de favelas e loteamentos irregulares se autodeclaram proprietários” [...]. Tampouco são suficientemente publicizados dados dos cadastros imobiliários municipais ou federais, bem como dados registrais. Além disso, o problema extrapola as metrópoles do país, ocorrendo também nas médias e pequenas cidades. [...] A irregularidade fundiária e sua escala – ainda que desconhecida com precisão – indicam não ser “mero sintoma de modelo de desenvolvimento, mas o modelo ele mesmo.”
(ALMEIDA, Guadalupe M. J. Abib de et al. A política nacional de regularização fundiária: capacidades institucionais dos municípios na implementação do Programa Federal Papel Passado e suas implicações na gestão do território. v. 17 n. 1 (2017): Anais do XVII ENANPUR)
Com relação ao texto, é correto afirmar que os autores
O Brasil é um país de cidades novas. A maior parte de seus núcleos urbanos surgiu no século passado. Há cidades, entretanto, que já existem há bastante tempo. Coevas dos primeiros tempos da colonização, algumas delas já ultrapassaram inclusive a marca do quarto centenário. Poucas são as cidades brasileiras, entretanto, que ainda apresentam vestígios materiais consideráveis do passado. [...] Há, entretanto, algo novo acontecendo em todas elas. Independente de qual tenha sido o estoque de materialidades históricas que tenham conseguido salvar da destruição, as cidades do país vêm hoje engajando-se decisivamente num movimento de preservação do que sobrou de seu passado, numa indicação flagrante de que muita coisa mudou na forma como a sociedade brasileira se relaciona com suas memórias.
(ABREU, Maurício. Sobre a memória das cidades. In: CARLOS, Ana Fani A. et al (orgs). A Produção do Espaço Urbano. Agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2012. P. 21 e 22)
Depreende-se do texto que o autor