Frederico, advogado, após alcançar grande sucesso na advocac...
Diante da afinidade temática entre o Direito Imobiliário e o setor de construção civil, Frederico teve a ideia de unir ambas as atividades em um único escritório, oferecendo aos clientes consultoria jurídica e serviços de incorporação imobiliária.
Para divulgar o seu novo empreendimento, contratou um escritório de marketing, que produziu uma campanha publicitária conjunta, ressaltando seus trabalhos como advogado e como empreendedor da construção civil.
Sobre o fato narrado, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
GABARITO: C.
A questão trata da vedação à divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade.
No caso, Frederico queria unir a atuação como advogado com serviços de incorporação imobiliária e divulgar tudo em uma única campanha publicitária. Porém, o art. 1º, § 3º, do EAOAB diz que é VEDADA a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.
As demais alternativas estão erradas. A advocacia não pode ser divulgada junto com atividade de construção civil, incorporação imobiliária ou qualquer outra atividade estranha à advocacia.
SIGA @escaneandooab para um estudo didático e certeiro!
A alternativa correta é a C.
O Estatuto da OAB e o Código de Ética vedam a mercantilização da advocacia e a publicidade conjunta com outras atividades econômicas, ainda que exercidas pela mesma pessoa. A advocacia deve ser exercida de forma independente e sem associação a atividade empresarial, como construção civil, mesmo que haja afinidade temática.
A- Errada porque não há liberdade para avaliação discricionária do TED nesse caso: a vedação é objetiva.
B- Errada porque não existe permissão para publicidade cruzada nem convênio com outras entidades de classe.
D- Errada porque a afinidade entre atividades não autoriza divulgação conjunta com advocacia, sendo vedação expressa ética e regulamentar.
GABARITO: C – É vedada a divulgação conjunta da advocacia com outra atividade.
O QUE ESTÁ EM JOGO?
A questão trata de:
- publicidade na advocacia;
- mercantilização;
- incompatibilidade ética na divulgação profissional;
- regras do Estatuto da Advocacia e da OAB e do Código de Ética.
POR QUE A ALTERNATIVA C ESTÁ CORRETA? ➡
O Estatuto da OAB e o Código de Ética vedam:
divulgação da advocacia associada a outra atividade empresarial.
Isso ocorre para evitar:
- mercantilização da advocacia;
- captação indevida de clientela;
- confusão entre atividade jurídica e comercial.
No caso:
- Frederico uniu advocacia + construção civil;
- fez publicidade conjunta;
- promoveu ambas as atividades no mesmo empreendimento.
➡ Isso é expressamente vedado.
✔ Mesmo existindo afinidade temática entre Direito Imobiliário e construção civil.
POR QUE NÃO É A ALTERNATIVA A?
Errada.
A publicidade conjunta é proibida mesmo que respeite decoro e dignidade.
POR QUE NÃO É A ALTERNATIVA B?
Errada.
Não existe autorização para publicidade cruzada entre entidades de classe.
POR QUE NÃO É A ALTERNATIVA D?
Errada.
A afinidade entre as atividades não afasta a vedação ética.
RESUMO PARA PROVA
Advogado:
- pode exercer outra atividade;
- NÃO pode divulgar advocacia junto com atividade empresarial;
- objetivo → evitar mercantilização da profissão.
Valdecir Bagattoli
Comentário: Gabarito letra C.
Essa questão é um clássico "pote de mel" da FGV. Ela tenta te seduzir usando a lógica do mercado (comodidade, afinidade temática, eficiência) para mascarar uma proibição ética absoluta.
Aqui, o examinador testou se você conhece o princípio da não mercantilização da advocacia.
Advocacia vs. Outras Atividades
O Frederico cometeu dois erros fatais aos olhos do Estatuto, e a alternativa C reflete exatamente a barreira legal:
1. A Regra de Ouro (Art. 1º, § 3º, EAOAB)
A lei é curta, grossa e não abre exceções: "É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade."
/ Não importa se você é o dono das duas: O fato de Frederico ser o advogado e o construtor não anula a regra.
/ Não importa a afinidade: Direito Imobiliário e Construção Civil "andam juntos", mas no papel e na placa do escritório, devem morar em endereços (ou ao menos comunicações) estritamente separados.
2. O Risco da Confusão Patrimonial e Captação de Cliente
Por que essa regra existe? Para evitar que a advocacia seja usada como "isca" para vender outros serviços ou vice-versa. Se o cliente vai lá para comprar um apartamento e já sai com um contrato de honorários, houve captação indevida de clientela.
Mentoria OAB On-line / Chame no WhatsApp: 98991150953 ou Instagram> Prof.arthurbrit.adv
Art. 1º São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.
§2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados.
§3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.
Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.
§1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.
§2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao seu constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.
§2º-A. No processo administrativo, o advogado contribui com a postulação de decisão favorável ao seu constituinte, e os seus atos constituem múnus público.
§3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos limites desta lei.
Art. 2º-A. O advogado pode contribuir com o processo legislativo e com a elaboração de normas jurídicas, no âmbito dos Poderes da República.
Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
§1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, além do regime próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e fundacional.
§2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no art. 1º, na forma do regimento geral, em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo