A respeito das anemias aplásticas, assinale a alternativa c...
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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico diferencial e a abordagem de pacientes com suspeita de anemia aplástica, distinguindo formas adquiridas das hereditárias, especialmente em populações jovens. Entender corretamente esses conceitos é fundamental para conduta clínica segura e alinhada às diretrizes.
Alternativa correta (A): Está correta ao afirmar que as anemias aplásticas podem ser adquiridas ou constitucionais (hereditárias). Entre as hereditárias, Anemia de Fanconi é a mais prevalente. A diretriz do Ministério da Saúde orienta rastreamento, incluindo estudo citogenético, em todos os pacientes com menos de 30 anos com pancitopenia para excluir esta condição, tendo em vista seu impacto prognóstico e terapêutico (“A anemia aplástica adquirida deve ser diferenciada das formas hereditárias…” – PCDT/Ministério da Saúde).
Análise das alternativas incorretas:
B) A realização de mielograma ou biópsia de medula óssea é necessária, mas não suficiente para diagnóstico. É imprescindível excluir causas secundárias e hereditárias de insuficiência medular — como destacado nos protocolos — além de incluir exames laboratoriais complementares e investigação clínica detalhada.
C) O uso de fator estimulador de colônia de granulócitos (G-CSF) não é universalmente indicado para todos os pacientes com neutropenia severa (<500/mm³). Sua prescrição deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios, e geralmente reservada a casos específicos com infecção grave ou refratariedade a outros tratamentos, conforme destacado no PCDT.
D) O transplante de medula óssea não é indicado para todos pacientes com recaída após imunossupressão. A abordagem deve considerar fatores como idade, disponibilidade de doador e condições clínicas. Crianças e adultos jovens com doador compatível tendem a ser priorizados, mas a indicação não é absoluta.
E) Suporte transfusional para plaquetas é recomendado geralmente com contagens <10.000/mm³ ou quando há sangramento, segundo recomendações internacionais e nacionais (PCDT). O limiar de 30.000/mm³ pode ser utilizado em situações especiais (procedimentos invasivos ou risco aumentado), mas não é regra para transfusão rotineira.
Dicas e Pegadinhas de Prova: Fique atento a comandos absolutos (“todos”, “sempre”), pois tratamentos em hematologia costumam ser individualizados. Distinguir claramente formas adquiridas versus hereditárias é essencial para não errar questões que trazem “exclusão diagnóstica”.
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