A recidiva das crises epilépticas é mais comum em pacientes
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Tema central: Fatores prognósticos de recidiva de crises epilépticas após uma crise não provocada. Em provas, memorize os principais preditores: crise durante o sono, EEG com descargas epileptiformes, lesão estrutural em neuroimagem e insulto neurológico prévio.
Alternativa correta: A – portadores de crises noturnas. Crises que ocorrem durante o sono têm maior risco de recorrência, independentemente de outros fatores. O sono promove sincronia cortical e facilita descargas epileptiformes, sendo um marcador de maior “propensão epiléptica”. Diretrizes e revisões (AAN/AES 2015 sobre primeira crise não provocada; UpToDate; Harrison’s) reconhecem a crise noturna como preditor independente de recidiva.
Por que as demais estão incorretas?
B – início na idade adulta: A idade, isoladamente, não é preditor consistente de recidiva. O risco é determinado pelo substrato (EEG, lesão estrutural, história de insulto) e não apenas pela faixa etária. Adultos podem ter risco maior quando há etiologia estrutural, mas “início na idade adulta” por si só não aumenta a recidiva. (AAN/AES 2015; NICE Epilepsy 2022)
C – crise convulsiva tônica generalizada: O tipo de crise isolado não supera, em valor prognóstico, os marcadores clássicos (EEG/MRI/sono). Em populações gerais, ter uma crise tônica ou tônico-clônica não prediz, por si, maior recidiva do que crises focais sem lesão. O síndrome de base e os achados de EEG/MRI é que modulam o risco. (Harrison’s; UpToDate)
D – resposta inicial apenas a altas doses de medicação: “Necessitar de dose alta” não define pior prognóstico. O que indica fármaco-resistência (e, portanto, piores desfechos) é a falha de dois fármacos adequados e tolerados em monoterapia ou combinação, não a dose inicial necessária para controle. (Definição ILAE; diretrizes AAN/NICE)
Estratégia de prova: Ao ver pergunta sobre recidiva, priorize palavras-chave: sono/noturna, EEG epileptiforme, lesão estrutural, insulto prévio. Desconfie de alternativas baseadas em “dose de remédio” ou generalizações por idade.
Referências úteis para aprofundar: AAN/AES Practice Guideline (2015) – Management of an unprovoked first seizure in adults; NICE Epilepsy Guideline (2022); UpToDate – Risk of recurrence after a first unprovoked seizure; Harrison’s Principles of Internal Medicine, capítulo de Epilepsia.
Resumo: Crise noturna é um fator sólido de maior recidiva. Idade de início, tipo de crise isolado e “necessidade de altas doses” não têm o mesmo peso prognóstico.
Gabarito: A
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