Para se diferenciar uma lesão cerebral são utilizadas sequên...

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Q3035900 Medicina
Para se diferenciar uma lesão cerebral são utilizadas sequências em exames de ressonância magnética. Existem características intrínsecas em T1 e T2 de diferentes tecidos. Marque a opção correta, considerando as sequências dos sinais.
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O tema central desta questão é a interpretação das sequências de ressonância magnética (RM) em T1 e T2, que são essenciais para diferenciar lesões cerebrais. Entender como diferentes tecidos e patologias se comportam nessas sequências é fundamental para diagnósticos precisos em neurologia.

Alternativa A: A maior parte das patologias apresenta sinal baixo em T1WI e em T2 longo aparece com sinal alto, inclusive no edema.

Esta alternativa está correta. Na ressonância magnética, a maioria das lesões, incluindo o edema, aparece com sinal baixo em T1 (T1WI - T1 Weighted Image) e sinal alto em T2 (T2WI - T2 Weighted Image). Isso ocorre porque, em T2, o conteúdo de água nas lesões é destacado, tornando-as mais brilhantes. Esta característica é especialmente útil para identificar edemas e outras áreas de alta composição líquida.

Alternativa B: Para diferenciar sangue de gordura após 7 dias, já que os dois apresentam sinal alto em T1WI, tem-se que em T2WI o sangue apresenta sinal baixo e escuro, e a gordura permanece com sinal alto.

Esta alternativa está incorreta. Após 7 dias, o sangue (em hemorragias subagudas) costuma ter sinal alto em T1 devido à presença de metemoglobina, mas em T2, geralmente também apresenta sinal alto, não baixo. A gordura, por sua vez, permanece com sinal alto em ambas as sequências. Portanto, a descrição do comportamento do sangue em T2 está equivocada.

Alternativa C: A sequência FLAIR assemelha-se a um T1W1 e o líquor aparece na cor clara, assim como as placas de Esclerose Múltipla, tumores, edema, encefalomalacia, gliose e infartos agudos.

Esta alternativa está incorreta. A sequência FLAIR (Fluid-attenuated inversion recovery) não se assemelha a T1, mas sim a T2, com a diferença de que ela suprime o sinal do líquor, tornando-o escuro. Isso ajuda a destacar lesões como placas de Esclerose Múltipla, tumores, entre outros, que aparecem brilhantes ou hiperintensos.

Alternativa D: Em T1 curto a imagem anatômica assemelha-se à tomografia cerebral e tem um tempo menor de aquisição que em T2W. Os únicos objetos que aparecem na cor branca em T1W são o sangue e a melanina.

Esta alternativa está incorreta. Embora a RM em T1 possa em alguns aspectos assemelhar-se à tomografia, o tempo de aquisição não é necessariamente menor que em T2. Além disso, em T1, não são apenas sangue e melanina que aparecem brancos; gordura também aparece com sinal alto.

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