Paciente de 42 anos, com diagnóstico de colite ulcerativa e...

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Q4156759 Medicina

Paciente de 42 anos, com diagnóstico de colite ulcerativa extensa há dez anos, encontra-se em remissão clínica e endoscópica. Nunca realizou colonoscopia de vigilância.



Qual das condutas a seguir é mais apropriada para o seguimento desse paciente?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Colite ulcerativa extensa há 10 anos já indica colonoscopia de vigilância para neoplasia colorretal; a remissão clínica e endoscópica não suspende essa necessidade. Pela base, a alternativa compatível é vigilância com cromoscopia e biópsias direcionadas em intervalo periódico.

Tema central: Vigilância na colite ulcerativa
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque pseudopólipos e displasia prévia não são pré-requisitos para indicar vigilância. O critério médico decisivo aqui é que colite ulcerativa extensa e longa duração já bastam para risco aumentado de displasia/câncer colorretal e, portanto, para entrada em programa de vigilância.
B
Errada
Errada porque mucosa endoscopicamente normal no momento não elimina o risco acumulado pela história de colite extensa há 10 anos. O aspecto atual da mucosa não substitui o critério de duração e extensão da doença; além disso, a remissão é justamente o cenário ideal para realizar a vigilância.
C
Errada
Errada porque propõe intervalo fixo de 5 anos sem que o enunciado forneça elementos para classificar o paciente como baixo risco. Pela base, colite ulcerativa extensa há 10 anos já exige vigilância, e a opção que melhor representa o seguimento nesse caso é 1 a 3 anos; usar 5 anos aqui posterga indevidamente a vigilância.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o paciente já ultrapassou o marco temporal para iniciar vigilância na colite ulcerativa extensa e nunca a realizou. A remissão clínica/endoscópica não elimina o risco acumulado da doença. Além disso, a vigilância é idealmente feita em remissão, com colonoscopia preferencialmente associada à cromoscopia e biópsias direcionadas. Como o enunciado não traz fatores adicionais de alto risco, a faixa de 1 a 3 anos é a que a base considera compatível com o seguimento periódico nesse contexto.
E
Errada
Errada porque adia o início da vigilância para 15 anos e ainda a condiciona a sintomas ou sangramento persistente. Isso contraria o caráter preventivo da vigilância em DII colônica, que deve começar anos antes e não depende de atividade clínica atual.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre remissão endoscópica e ausência de necessidade de vigilância. Em colite ulcerativa extensa de longa duração, remissão não autoriza suspender seguimento; apenas torna o exame mais apropriado para detectar displasia.
Dica para questões semelhantes
  • Em DII colônica, pense primeiro em extensão da doença e tempo de evolução para decidir se a vigilância já deve ter começado.
  • Não suspenda vigilância porque o paciente está assintomático ou com mucosa normal no exame atual; isso não apaga o risco acumulado.
  • Quando a questão citar vigilância em colite extensa, cromoscopia com biópsias direcionadas é a técnica preferida quando disponível.
  • Se o enunciado não trouxer estratificação detalhada de risco, descarte alternativas que postergam demais o intervalo ou condicionam vigilância a sintomas.

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