Suspeita-se que um paciente possui deformidade de Madelung. ...
Gabarito comentado
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Tema central: Deformidade de Madelung é uma alteração do crescimento da fise radiodistal (bordo volar-ulnar), levando a inclinação volar e ulnar do rádio, subluxação palmar do carpo e ulna positiva. É mais comum em adolescentes (frequentemente meninas) e pode associar-se a mutação do gene SHOX (ex.: discondrosteose de Léri-Weill).
Gabarito: D – Radiografias dos punhos em AP e perfil.
Justificativa da alternativa correta: A confirmação diagnóstica é feita por radiografias do punho em AP e perfil, que evidenciam: (AP) aumento da inclinação ulnar do rádio, ulna positiva e “triangularização” do carpo; (perfil) acentuada inclinação volar da superfície articular radial e subluxação palmar do carpo. Esses achados são clássicos em fontes como UpToDate, Orthobullets e Tachdjian’s Pediatric Orthopaedics e bastam para confirmar o diagnóstico na maioria dos casos.
Análise das alternativas incorretas:
A – Ombro AP e perfil escápula: exames voltados a patologias do ombro (luxações, fraturas da escápula). Não avaliam a anatomia radiocárpica nem a fise radiodistal, locus da deformidade de Madelung.
B – Cotovelos AP e perfil: úteis para fraturas/subluxações do cotovelo, sem qualquer relação com as alterações típicas do punho em Madelung.
C – Ombro AP com rotações: indicadas para avaliação da cabeça umeral/tubérculos e manguito. Novamente, não contemplam o segmento anatômico acometido.
Como reconhecer na prova: associe “Madelung” a punho. Se a suspeita clínica é do punho, o exame inicial e confirmatório é RX do punho em AP e perfil, preferencialmente bilateral (muitos casos são bilaterais). Termos-chave: ulna positiva, inclinação ulnar/volar do rádio, triangularização do carpo.
Exames complementares e diferenciais: RM pode mostrar o ligamento de Vickers (espessado), útil no planejamento cirúrgico; TC raramente necessária. Considerar diferenciais como deformidades pós-traumáticas, raquitismo e displasias. Avaliação genética pode ser indicada (SHOX).
Conduta (resumo prático): assintomáticos leves: observação/órtese/fisioterapia. Em imaturos sintomáticos: epifisiodese/epifisiolise volar com liberação do ligamento de Vickers. Em maduros: osteotomias corretivas e procedimentos no cúbito (ex.: encurtamento). Diretrizes e revisões (UpToDate, POSNA) sustentam essas abordagens.
Dica final: identifique o segmento anatômico citado e escolha o RX básico correspondente (AP e perfil). Evita-se a “pegadinha” de marcar ombro/cotovelo quando o problema é do punho.
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