O dogma da Maternidade Divina de Maria, proclamado no Concíl...

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Q3454845 Pedagogia
O dogma da Maternidade Divina de Maria, proclamado no Concílio de Éfeso (431), tem implicações profundas na cristologia e na mariologia. Sobre este dogma, suas implicações teológicas e a fundamentação bíblica e magisterial, analise as assertivas abaixo.

I. O termo Theotókos já era amplamente aceito em toda a cristandade antes do Concílio de Éfeso, sem oposição significativa por parte de teólogos ou bispos.
II. A maternidade divina de Maria é um dogma essencial para a compreensão da cristologia, pois confirma que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem desde sua concepção.
III. O Concílio de Éfeso inseriu oficialmente no Credo a fórmula "Maria, Mãe de Deus", como um acréscimo ao símbolo de fé niceno-constantinopolitano, visando combater heresias cristológicas.
IV. A proclamação de Maria como Theotókos foi uma resposta direta ao nestorianismo, que separava as naturezas humana e divina de Cristo, comprometendo a compreensão da unidade de sua pessoa.

Estão corretas apenas as assertivas 
Alternativas

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Alternativa correta: C – II e IV.

1. Tema central da questão

A questão aborda o dogma da Maternidade Divina de Maria ("Theotókos"), proclamado no Concílio de Éfeso (431), e suas implicações na cristologia (doutrina sobre Cristo) e na mariologia (doutrina sobre Maria). Este tema é fundamental para compreender como a Igreja define a identidade de Jesus Cristo e o papel de Maria na história da salvação.

2. Resumo teórico

O termo Theotókos significa “Mãe de Deus”. O Concílio de Éfeso declarou legítimo chamá-la assim, reafirmando que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem desde sua concepção. Isso combateu o nestorianismo, que separava as naturezas divina e humana de Cristo. A fundamentação encontra-se tanto em Lucas 1,43 ("Mãe do meu Senhor") quanto na tradição patrística e nos documentos magisteriais da Igreja.

3. Justificativa da alternativa correta

IICorreta. A Maternidade Divina é essencial à cristologia porque afirma que o Filho de Maria é o próprio Filho de Deus, sem separação entre as naturezas.
IVCorreta. A proclamação de Maria como Theotókos foi, de fato, resposta ao nestorianismo, que comprometia a unidade da pessoa de Cristo.

4. Análise das alternativas incorretas

IIncorreta. O termo Theotókos não era aceito pacificamente antes do Concílio; havia debates, especialmente com Nestório e outros teólogos.
IIIIncorreta. O Concílio de Éfeso não acrescentou oficialmente “Maria, Mãe de Deus” ao Credo; reafirmou a doutrina, mas não alterou o texto do símbolo da fé.

5. Estratégias de interpretação

Fique atento a afirmações absolutas (“sem oposição significativa”, “inseriu oficialmente no Credo”). Palavras como essas geralmente indicam possíveis erros. Busque sempre lembrar do contexto histórico dos Concílios e das motivações teológicas por trás dos dogmas.

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