Dá-se o nome de insuficiência venosa crônica a um conjunto ...

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Q4192663 Medicina
Dá-se o nome de insuficiência venosa crônica a um conjunto de alterações que ocorrem na pele e no tecido subcutâneo, principalmente dos membros inferiores.
Sobre esse assunto, é correto afirmar:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a fisiopatologia central da insuficiência venosa crônica: as alterações cutâneas e do subcutâneo dos membros inferiores decorrem de hipertensão venosa ambulatorial transmitida à microcirculação/capilares, especialmente durante a deambulação quando há incompetência valvar e/ou falha da bomba da panturrilha; isso corresponde à alternativa D e exclui as demais por erro de mecanismo, microbiologia ou epidemiologia.

Tema central: Fisiopatologia da insuficiência venosa crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a hiperpigmentação venosa não decorre da degradação de leucócitos. A coloração acastanhada resulta predominantemente do extravasamento de hemácias para o interstício e do depósito de hemossiderina após degradação da hemoglobina. A inflamação leucocitária pode participar da lesão microcirculatória, mas não é o pigmento responsável pela dermatite ocre.
B
Errada
Está errada por inverter o mecanismo do edema venoso. Na insuficiência venosa crônica, o edema se forma principalmente por aumento da pressão hidrostática capilar. Além disso, maior saída de proteínas para o interstício tenderia a elevar, e não reduzir, a pressão coloidosmótica tecidual; portanto a frase falha tanto no mecanismo principal quanto no efeito atribuído ao extravasamento proteico.
C
Errada
Está errada em dois pontos objetivos: erisipela/celulite em membros com insuficiência venosa crônica e edema crônico não é complicação rara, e sua etiologia habitual é por cocos gram-positivos, sobretudo estreptococos beta-hemolíticos, não principalmente por gram-negativos. A alternativa confunde a microbiologia clássica da erisipela com outros contextos infecciosos de pele e úlcera.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve o mecanismo decisivo da insuficiência venosa crônica puramente venosa: pressão venosa cronicamente aumentada, transmitida aos capilares, com repercussão microcirculatória. Essa hipertensão venosa ambulatorial se acentua quando a bomba muscular da panturrilha não ejeta o sangue de modo eficaz e/ou há refluxo valvar, o que favorece extravasamento de líquido e hemácias, inflamação local e alterações tróficas cutâneas.
E
Errada
Está errada porque a doença venosa crônica é comum na população adulta. A parte final da frase, sobre elevada morbidade, é compatível com a base, mas a alternativa como um todo é falsa porque afirma que se trata de afecção pouco comum.
Pegadinha da questão
A banca explorou trocas de mecanismo: hemossiderina por leucócitos na hiperpigmentação, edema hidrostático por osmótico e a falsa ideia de que deambulação sempre reduz a pressão venosa, quando na insuficiência venosa há hipertensão venosa ambulatorial por falha da bomba da panturrilha.
Dica para questões semelhantes
  • Em insuficiência venosa crônica, procure primeiro o mecanismo central: hipertensão venosa ambulatorial com repercussão capilar e cutânea.
  • Para edema venoso, o raciocínio decisivo é aumento da pressão hidrostática capilar; se a alternativa falar em redução da pressão osmótica tecidual, desconfie.
  • Hiperpigmentação venosa aponta para extravasamento de hemácias e depósito de hemossiderina, não para degradação de leucócitos.
  • Cuidado com alternativas parcialmente verdadeiras: uma informação correta sobre morbidade ou infecção não salva a opção se ela errar frequência ou mecanismo.

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