🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Em paciente com diagnóstico de vertigem posicional paroxíst...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4155639 Medicina
Em paciente com diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) de canal semicircular posterior direito, foi realizada manobra de Epley. Imediatamente após o término da manobra, ele iniciou quadro de vertigem persistente com náuseas e vômitos.
Qual é a conduta mais adequada nessa situação clínica?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na VPPB de canal posterior, a piora vertiginosa persistente que surge imediatamente após a manobra de Epley sugere complicação mecânica da reposição dos otólitos, como conversão canalicular/canal switch ou deslocamento inadequado dos debris. Nesse cenário, a conduta que corrige o mecanismo causal é a manobra reversa de Epley.

Tema central: Complicação pós-Epley
Análise das alternativas
A
Errada
Betahistina pode ter papel sintomático, mas não corrige a causa mecânica imediata da piora pós-Epley. Além disso, reavaliação em 30 dias é inadequada para um evento que começou no ato da manobra e que, pela lógica fisiopatológica da questão, exige correção mecânica imediata.
B
Errada
Meclizina e repouso também atuam apenas sobre sintomas. O erro médico é tratar uma complicação provavelmente induzida pela manobra como se fosse apenas uma crise inespecífica de vertigem, postergando a intervenção que reposiciona os otólitos e aborda a causa do quadro.
C
Errada
A ressonância magnética de ossos temporais não é a melhor conduta imediata porque o caso já tem diagnóstico definido de VPPB, há nexo temporal direto com a manobra de Epley e o enunciado não traz sinais de alarme neurológicos ou elementos de centralidade. Investigar por imagem não corrige o mecanismo responsável pela vertigem nesse contexto.
D
Certa
A alternativa D está correta porque enfrenta o mecanismo causal descrito. A VPPB posterior decorre de canalolitíase, e a Epley reposiciona mecanicamente os otólitos em direção ao vestíbulo. Se, ao final da manobra, o paciente passa a ter vertigem persistente com importante resposta vegetativa, a interpretação mais útil para a questão é falha/complicação mecânica da reposição, com debris em posição inadequada. A manobra reversa de Epley tem justamente a função de desfazer o trajeto recém-realizado para retornar as partículas à posição anterior e abortar o quadro desencadeado pela própria manobra.
E
Errada
O teste de Dix-Hallpike é provocativo e tem função diagnóstica/topográfica para VPPB de canal posterior; ele não trata a complicação mecânica pós-manobra. Repeti-lo no auge de vertigem persistente com náuseas e vômitos pode ainda agravar os sintomas vegetativos sem oferecer benefício terapêutico imediato.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre conduta causal mecânica e conduta apenas sintomática ou diagnóstica. O ponto decisivo não é a intensidade da náusea, mas o fato de a piora ter começado imediatamente após a Epley.
Dica para questões semelhantes
  • Em VPPB, relacione a conduta ao mecanismo: problema mecânico pede correção mecânica.
  • Se a piora começa imediatamente após a manobra de reposicionamento, pense primeiro em complicação da própria manobra, não em recidiva tardia.
  • Antivertiginosos podem aliviar sintomas, mas não substituem a correção causal quando o enunciado descreve evento pós-procedimento.
  • Dix-Hallpike serve para provocar e diagnosticar/topografar; não é manobra terapêutica para complicação imediata pós-Epley.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo