A Mastoidectomia Técnica Aberta é aplicada, EXCETO
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Tema central: A questão aborda a Mastoidectomia Técnica Aberta, procedimento fundamental em Otorrinolaringologia, especificamente para o manejo de colesteatomas extensos do ouvido médio e mastoide. O objetivo é avaliar o conhecimento sobre as indicações clínicas corretas e as limitações dessa técnica cirúrgica.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D) para abordar colesteatomas antrais está correta como exceção, pois a mastoidectomia aberta não é a primeira escolha para colesteatomas restritos ao antro mastoideo. Para esses casos, preferem-se técnicas mais conservadoras, como a mastoidectomia fechada, que preserva a parede posterior do conduto auditivo externo, mantendo melhor anatomia e função auditiva.
Explicação baseada em evidência: Segundo o manual "Cirurgias da Mastóide" (OtorrinoUSP), a mastoidectomia aberta é preferida para colesteatomas extensos, situações com risco para o nervo facial ou quando não se pode garantir seguimento ambulatorial rigoroso — não sendo indicada rotineiramente para colesteatomas limitados ao antro.
Análise das alternativas incorretas:
A) para tratar colesteatomas extensos.
Correta, pois a mastoidectomia aberta facilita o acesso e remoção ampla de lesões extensas, prevenindo recidivas.
B) para tratar pacientes cujo controle ambulatorial seja inviável.
Correta. O procedimento reduz a necessidade de revisões frequentes, sendo indicado quando há risco de abandonos de seguimento — muito relevante em contexto do SUS.
C) quando há risco de doença no recesso do nervo facial.
Correta. Permite visualização completa dessa região, essencial para evitar danos ao nervo facial.
Ponto de atenção (pegadinha): Termos como “abordar colesteatomas antrais” podem induzir erro. Sempre relacione a indicação cirúrgica à extensão da doença e potencial dificuldade no seguimento.
Conselho prático: Priorize sempre a indicação da técnica mais conservadora possível que ainda assegure a erradicação da doença. A decisão deve se basear na localização do colesteatoma, extensão e possibilidades de acompanhamento pós-operatório (vide: Bailey’s Head and Neck Surgery, Ed. Johnson, cap. 122).
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