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Q720436 Medicina
O agente etiológico mais comum de síndrome mononucleose em pacientes com pesquisa de anticorpos heterófilos negativa é o
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Tema central da questão: Trata-se da síndrome mononucleose, uma apresentação clínica típica de febre, faringite, linfadenopatia e ocasional esplenomegalia, cuja principal etiologia é o vírus Epstein-Barr (EBV). O teste de laboratório inicial mais utilizado é a pesquisa de anticorpos heterófilos (Monoteste), mas sua sensibilidade pode ser limitada, especialmente em crianças e em fases iniciais da doença.

Justificativa para a alternativa correta (D): Segundo o Manual MSD para Profissionais de Saúde, mesmo quando o teste de anticorpos heterófilos é negativo, o EBV continua sendo o agente etiológico mais comum da síndrome mononucleose. O diagnóstico pode ser confirmado por anticorpos IgM para o antígeno do capsídeo viral (VCA) do EBV, muito sensíveis para infecção primária (“O teste de anticorpos específicos ao EBV é altamente sensível. A existência de anticorpos IgM contra o antígeno do capsídio viral (VCA) do EBV indica infecção primária por este vírus...” – Manual MSD).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Citomegalovírus: Pode causar síndrome mononucleose-símile, especialmente em adultos jovens, mas é menos frequente e aparece mais como diagnóstico diferencial quando o EBV é descartado ou em imunossuprimidos.

B) Toxoplasma gondii: Embora também possa cursar com quadro semelhante, a toxoplasmose aguda tem outras manifestações associadas e é consideravelmente menos comum como causa da síndrome mononucleose.

C) HIV: O HIV agudo pode ocasionar sintomas similares nos primeiros dias pós-infecção, porém a incidência desse quadro é muito menor e o diagnóstico diferencial baseia-se em contexto epidemiológico, testes rápidos e sorologia.

D) Vírus de Epstein-Barr (correta): Mesmo nos casos com pesquisa de anticorpos heterófilos negativa, o EBV é a principal etiologia, devendo ser excluído antes de considerar outros agentes. Isso é enfatizado em todas as grandes referências, como Harrison’s e Protocolos Clínicos internacionais.

Ponto-chave e estratégias para provas: Atenção à pegadinha: ao citar “anticorpos heterófilos negativos”, bancas tentam induzir erro para outros vírus. O correto é manter o EBV como principal suspeito até evidências laboratoriais contrárias. Em situações de dúvida, busque confirmar com sorologia específica para EBV (VCA IgM).

Resumo prático: EBV é sempre o mais comum, mesmo com Monoteste negativo. Só pensar em outras causas diante de contexto epidemiológico sugestivo ou se exames específicos forem negativos para EBV.

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A síndrome de mononucleose é causada pelo vírus de Epstein-Barr, que é transmitido por contato próximo com uma pessoa infectada através da saliva. Essa doença é caracterizada por febre, dor de garganta, fadiga e aumento dos linfonodos. A pesquisa de anticorpos heterófilos é a forma mais comum de diagnóstico da síndrome de mononucleose, mas em alguns casos, a pesquisa de anticorpos pode ser negativa, embora o paciente ainda esteja infectado. Nesses casos, o agente etiológico mais comum é o vírus de Epstein-Barr. As outras opções, citomegalovírus, Toxoplasma gondii e HIV, também podem causar sintomas semelhantes aos da síndrome de mononucleose, mas geralmente não são responsáveis por casos com pesquisa de anticorpos heterófilos negativa.

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