Durante uma tarde de plantão em uma Clínica de Imunização, ...
Durante uma tarde de plantão em uma Clínica de Imunização, três indivíduos com situações incomuns ao cotidiano procuram atendimento: uma gestante no primeiro trimestre, suscetível à rubéola, requisitando administração da vacina tríplice viral para seu filho com 12 meses; um profissional de saúde que, após duas séries de três doses da vacina para hepatite B, ainda não havia obtido níveis séricos protetores de Anti-HBs; um adolescente portador de neoplasia hematológica em quimioterapia, sem história de varicela, que teve contato significativo com criança com varicela em ambiente hospitalar, há 36 horas.
As condutas mais adequadas para cada situação são, respectivamente,
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Tema central: Imunização de situações especiais envolvendo gestante, profissional de saúde não responsivo à vacina contra hepatite B e imunossuprimido exposto à varicela. Nesta questão, é fundamental saber interpretar protocolos oficiais e diferenciar o manejo em grupos de maior risco.
Justificativa da alternativa correta (D):
1. Criança de 12 meses, mãe gestante (1º trimestre), vacina tríplice viral:
Segundo o Ministério da Saúde, não existe contraindicação para administração de vírus vivos atenuados (ex: tríplice viral) em crianças que convivem com gestantes ("a administração dessa vacina em crianças que convivem com gestantes não representa risco significativo"). Portanto, deve-se vacinar imediatamente a criança, respeitando o calendário vacinal.
2. Profissional de saúde sem resposta protetora ao Anti-HBs após duas séries vacinais:
Consoante o Manual de Condutas para Hepatite B e HIV/MS, quem não responde após duas séries de vacinação deve considerar-se suscetível e, em caso de exposição ao risco, receber imunoglobulina específica (HBIG). Novas revacinações não aumentam a resposta nesses casos.
3. Adolescente com neoplasia hematológica, imunossuprimido, exposto à varicela:
Em pacientes em quimioterapia, a vacina de vírus vivo é formalmente contraindicada. A profilaxia pós-exposição para casos de alto risco (até 96h da exposição) deve ser com imunoglobulina específica (IGVZ) ("a administração de imunoglobulina é indicada para proteger imunossuprimidos de doença grave").
Análise das alternativas incorretas:
A) Adiar vacina da criança não é necessário e revacinar profissional está fora das recomendações (erro conceitual em ambos).
B) Imunoglobulina para profissional não é rotineira: só em caso de exposição ocupacional confirmada, e vacinar criança é correto.
C) Contraindicada vacinação para imunossuprimido exposto à varicela; deve receber imunoglobulina.
Pegadinha da questão: o erro comum é pensar que a vacina tríplice viral está contraindicada em filhos de gestantes, porém, a contraindicação é apenas para a própria gestante, não para contatos domiciliares.
Dica estratégica: Procure sempre analisar se a contraindicação é para o indivíduo ou para o contato, e use as recomendações atualizadas do Ministério da Saúde nesse contexto.
Referências: Ministério da Saúde, Manual de Condutas para Hepatite B e HIV; Protocolos Nacionais de Imunização.
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