Para pacientes com síndrome mielodisplásica de baixo risco,...
Qual das situações a seguir é considerada padrão para início de tratamento desse grupo de pacientes?
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda quando iniciar o tratamento em pacientes com síndrome mielodisplásica (SMD) de baixo risco, considerando os principais critérios clínicos e laboratoriais que indicam risco aumentado e necessidade de intervenção.
Justificativa da alternativa correta – C: “Contagem de neutrófilos abaixo de 0,5x10⁹/L e infecções resistentes ou de repetição” corresponde ao critério clínico clássico para início de tratamento com fatores estimuladores de colônias de granulócitos (ex: filgrastim). Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome Mielodisplásica de Baixo Risco do Ministério da Saúde (seção Filgrastim):
“Contagem de neutrófilos abaixo de 0,5 x 10⁹/L e infecções resistentes ou infecções de repetição”
Pacientes com neutropenia grave apresentam maior risco de infecções severas; nestes casos, a terapia visa prevenir complicações infecciosas e melhorar a sobrevida.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Anemia assintomática com Hb < 12 g/dL: Não indica tratamento imediato. A diretriz recomenda intervenções apenas quando a anemia estiver sintomática ou houver falha após tentativas com ESA (eritropoetina alfa).
- B) Prurido aos esforços: Não é critério para início de tratamento, pois prurido não é manifestação hematológica relevante em SMD.
- D) Perda ponderal > 10% em 3 meses: Esse critério não é utilizado para decidir início de tratamento em SMD de baixo risco, mas pode sugerir progressão ou outra doença associada.
- E) Plaquetas 100.000/microL com petéquias: Plaquetopenia leve não justifica início imediato de terapia; tratamento é recomendado para plaquetopenia grave (< 20.000/microL) ou com sangramentos importantes, segundo diretrizes de referência como o Harrison's Principles of Internal Medicine.
Pontos de atenção e estratégia em prova: Palavras como “assintomática”, “leve” ou sintomas inespecíficos (ex: prurido) servem de pegadinha para desviar o foco dos critérios consagrados em protocolos. Concentre-se nos níveis críticos de citopenia associados a complicações (infecções graves, hemorragias, sintomas limitantes).
Resumo: Em SMD de baixo risco, inicia-se tratamento quando a citopenia atinge gravidade e está associada a complicações. A alternativa C corresponde precisamente à diretriz oficial e à boa prática clínica.
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