A maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin clássico (LH...

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Q3510508 Medicina
A maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin clássico (LHc) atinge remissão completa após o tratamento inicial e apresenta controle/cura da doença a longo prazo. No entanto, a recidiva ocorre em 10% a 15% dos pacientes em estágio inicial com prognóstico favorável e em 15% a 30% dos pacientes em estágio mais avançado.
Para pacientes com doença refratária primária, recidiva precoce (ou seja, < 12 meses após o tratamento inicial) ou envolvimento extranodal, não expostos previamente, a droga ________ melhora a sobrevida livre de progressão (mas não a sobrevida global).

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
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Tema central: A questão aborda o tratamento do linfoma de Hodgkin clássico (LHc) em pacientes com doença refratária primária, recidiva precoce ou envolvimento extranodal, situações que indicam mau prognóstico e resistência às terapias padrão, exigindo condutas baseadas em protocolos modernos e evidências clínicas.

Justificativa – Alternativa Correta (A) Brentuximabe Vedotina:

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para Linfoma de Hodgkin no Adulto: “O brentuximabe vedotina está indicado para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin CD30+ recidivado ou refratário…” (PCDT, seção de tratamento de recaídas/refratários).

O brentuximabe vedotina é um anticorpo conjugado que se liga ao CD30, expresso em células do LHc, direcionando o quimioterápico para destruição tumoral. Evidências (estudos citados na Mayo Clinic) mostram melhora significativa na sobrevida livre de progressão — especialmente em recaídas precoces ou após falha terapêutica prévia — mesmo que nem sempre haja benefício em sobrevida global.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Eculizumabe: Trata doenças mediadas pelo complemento (ex.: hemoglobinúria paroxística noturna), não tem papel no manejo de LHc.
  • C) Bosutinibe: Inibidor de tirosina quinase utilizado em leucemia mieloide crônica, não para linfoma de Hodgkin.
  • D) Nivolumabe: É um imunoterápico (anticorpo anti-PD-1) aprovado para LHc recidivado/refratário, mas seu benefício primário é após falha do brentuximabe ou transplante; não é a resposta mais direta para o contexto apresentado.
  • E) Bendamustina: Usada em linfomas não Hodgkin e em algumas recaídas de LHc, mas não é a primeira escolha — não apresenta evidência superior à do brentuximabe vedotina para doença refratária precoce.

Pontos de atenção em provas: Atenção aos termos-chave: “doença refratária primária”, “recidiva precoce”, “envolvimento extranodal” e ao fato de que apenas uma droga possui indicação formal e robusta evidência clínica para esse cenário. Pegadinha frequente: citar fármacos promissores/relacionados, mas não aprovados como primeira escolha conforme diretrizes vigentes.

Dica de leitura: Reforce o estudo pelos protocolos do Ministério da Saúde, Harrison’s Principles of Internal Medicine e revisões de consenso da ASH (American Society of Hematology).

Gabarito: A) Brentuximabe Vedotina

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