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Q3510507 Medicina
Os objetivos do tratamento de pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) são: atingir remissão clínica, citogenética e molecular, manter o controle da doença a longo prazo; e evitar a progressão para doença avançada (ou seja, fase acelerada [FA] ou fase blástica [FB]), além de, ao mesmo tempo, otimizar a qualidade de vida ao limitar a toxicidade relacionada ao tratamento.

Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta alteração associada ao risco aumentado de progressão na LMC em fase crônica ao diagnóstico.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda os fatores associados ao risco de progressão da leucemia mieloide crônica (LMC) ao diagnóstico, principalmente na fase crônica.

Justificativa da alternativa correta (B): O desenvolvimento de novas anomalias cromossômicas adicionais ao diagnóstico da LMC indica maior instabilidade genética, sendo considerado, pelas diretrizes internacionais e pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, um fator prognóstico negativo, relacionado ao aumento do risco de progressão para fases acelerada ou blástica. A literatura médica reforça: “A presença de anomalias cromossômicas adicionais ao diagnóstico está associada à evolução desfavorável” (UpToDate; Harrison's Hematology and Oncology, 3ª ed.).

Análise das alternativas incorretas:

A) Aglomerados de pequenos megacariócitos e aumento de reticulina/fibrose de colágeno: Estas alterações morfológicas indicam mielofibrose, quadro mais comum em outras mieloproliferações, podendo aparecer em fases avançadas da LMC, mas não são critério de risco aumentado ao diagnóstico de LMC em fase crônica.

C) Falha em obter resposta hematológica completa com o primeiro ITK: Trata-se de critério de resposta inadequada ao tratamento, não de alteração prognóstica ao diagnóstico.

D) Resistência a 2 ITK sequenciais: Esse critério configura resistência secundária, surgindo durante o curso terapêutico, não sendo aplicável ao momento do diagnóstico.

E) Mutações compostas no gene de fusão BCR::ABL1 durante ITK: Refere-se a mecanismos de resistência adquiridos (especialmente em recaídas), não presentes ao diagnóstico na fase crônica.

Dica de prova: Atenção à temporalidade apresentada no enunciado (“ao diagnóstico em fase crônica”): alternativas que tratam de eventos durante o tratamento ou na evolução da doença devem ser descartadas. A banca gosta destas pegadinhas!

Segundo o PCDT da Leucemia Mieloide Crônica do Adulto: “A presença de anomalias cromossômicas adicionais ao diagnóstico é um fator de risco para progressão da doença.”

Resumo clínico: Alterações citogenéticas adicionais no diagnóstico da LMC em fase crônica = maior risco de progressão e pior prognóstico.

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