Num processo de reabilitação vestibular, deve-se
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Tema central da questão: O assunto principal é a reabilitação vestibular na Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), especificamente na variante cupulolitíase. Saber diferenciar a abordagem terapêutica correta para cada tipo de VPPB é conhecimento fundamental para o médico otorrinolaringologista.
Justificativa da alternativa correta (D): A cupulolitíase ocorre quando os otólitos se aderem à cúpula dos canais semicirculares, dificultando sua remoção espontânea. Nesses casos, segundo evidências clínicas e revisões (UpToDate, 2023; Frazza MM, Scientia Medica, 2012), a recomendação é executar manobras liberatórias, como a de Semont, pois elas promovem o desprendimento dos otólitos da cúpula, aliviando a sintomatologia vertiginosa. Assim, a alternativa D reflete a conduta mais indicada e alinhada às boas práticas em otoneurologia.
Análise das alternativas incorretas:
- A) evitar atuar durante crise vertiginosa. – Incorreta. O tratamento da VPPB deve ser realizado durante as crises, momento em que a manobra terá eficácia máxima. Adiar a intervenção pode prolongar sintomas e incapacidade.
- B) executar intensa movimentação da cabeça. – Incorreta. O tratamento é baseado em movimentações específicas e controladas, não em movimentos intensos indiscriminados, que podem agravar a vertigem e causar quedas ou desconforto excessivo.
- C) evitar aplicar eletroestimulação cervical. – Irrelevante/Equivocada. A eletroestimulação cervical não faz parte do protocolo padrão para a reabilitação vestibular da VPPB, portanto, a alternativa não se aplica ao contexto clínico.
Estratégias de leitura e pegadinhas: Observe que palavras como “evitar” são utilizadas para confundir. Em muitos casos, especialmente neste tema, a atuação terapêutica deve ser feita durante os sintomas, pois a resposta clínica é melhor. Nunca escolha condutas genéricas ou não aderentes ao protocolo vigente.
Nota de diretriz: Embora não haja um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico do Ministério da Saúde brasileiro para a VPPB, o uso de manobras liberatórias é amplamente aceito pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e em manuais de referência como “Cummings Otolaryngology” (2020).
Resumo clínico: Na cupulolitíase, executar manobras liberatórias é o tratamento de escolha, proporcionando alívio rápido e seguro para o paciente.
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