Exclui-se o diagnóstico de paralisia facial de Bell EXCETO ...
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Tema central da questão: O enunciado trata do diagnóstico diferencial da paralisia facial periférica, com foco na paralisia de Bell, que é classicamente um diagnóstico de exclusão após afastar causas secundárias específicas.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D (“se cogita de etiologia viral”) está correta, pois não se exclui o diagnóstico de paralisia de Bell quando há suspeita ou cogitação de causa viral. Pelo contrário, segundo ampla evidência científica, a reativação viral do Herpes simplex tipo 1 (HSV-1) é considerada o principal fator etiológico relacionado ao desenvolvimento desta condição.
Citando a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): “A paralisia de Bell ou idiopática é a etiologia mais comum (cerca de 50 a 75% dos casos), porém representa um diagnóstico de exclusão”. Ou seja, a suspeita viral integra o contexto do diagnóstico de Bell, não o exclui.
Análise das alternativas incorretas:
A) Acompanha infecção otológica: A associação entre paralisia facial e infecção otológica (por exemplo, otite média aguda) indica uma causa secundária clara. Portanto, não se trata de paralisia de Bell, segundo diretrizes clínicas.
B) Ocorre bilateralmente: A paralisia de Bell é quase sempre unilateral. Casos bilaterais requerem investigação de outras etiologias, como doenças neuromusculares, mielinopatias (ex: síndrome de Guillain-Barré) ou infecções sistêmicas. Por isso, exclui-se o diagnóstico de Bell neste contexto.
C) Há envolvimento de outros pares cranianos: O comprometimento de pares cranianos além do VII sugere patologia central, neoplasias ou infecções disseminadas, o que afasta o diagnóstico de paralisia de Bell, que é estritamente restrita ao facial.
Pontos-chave para a prova:
- Paralisia de Bell é sempre um diagnóstico de exclusão.
- Suspeita viral não exclui; infecção otológica, bilateralidade e outros pares cranianos sim.
- Leia atentamente o comando “EXCETO” na questão – é uma pegadinha clássica que pode inverter o raciocínio esperado!
Referências: Harrison’s, UpToDate, BVS (“Qual é o diagnóstico diferencial de paralisia facial periférica?”), diretrizes da American Academy of Otolaryngology.
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