A Vertigem de Posicionamento Paroxística Benigna (VPPB) é um...
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Tema central: A questão aborda a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que constitui o distúrbio vestibular periférico mais comum na prática ambulatorial. É fundamental ao médico otorrinolaringologista dominar os aspectos diagnósticos, fisiopatológicos e terapêuticos dessa enfermidade, visto seu impacto funcional e frequência clínica.
Fundamentação e análise das alternativas:
Alternativa C — Incorreta: A manobra de Dix-Hallpike não é terapêutica, e sim diagnóstica. Ela serve para confirmar o diagnóstico de VPPB ao provocar vertigem e nistagmo em pacientes sintomáticos. O tratamento é feito por manobras de reposicionamento, principalmente a manobra de Epley. Segundo os "Protocolos de Encaminhamento da Atenção Básica: Neurologia" do Ministério da Saúde: “Primeiramente, realize a manobra de Dix-Hallpike […] Em seguida, execute a manobra de Epley – reposicionamento otolítico.” Atribuir à Dix-Hallpike papel terapêutico é equívoco conceitual relevante em provas.
Alternativa A — Correta: A VPPB é autolimitada. O tratamento visa acelerar a resolução dos sintomas e proporcionar alívio imediato. O paciente pode melhorar espontaneamente em semanas ou meses, mas o reposicionamento otolítico reduz drasticamente o tempo de incapacitação.
Alternativa B — Correta: O quadro típico são episódios breves de vertigem rotatória, geralmente desencadeados ao mudar a posição da cabeça (exemplo: deitar, levantar da cama, olhar para cima). Cada crise dura segundos, um dado clínico essencial para diferenciar de outras síndromes vestibulares.
Alternativa D — Correta: A fisiopatologia da VPPB é o deslocamento de otocônias (otólitos) do utrículo para os canais semicirculares — mais comumente o posterior — levando à ativação anormal dos sensores de movimento. O trecho descrito está alinhado à literatura (Harrison’s e diretrizes da BVS).
Estratégia de Prova e Pegadinha: A principal pegadinha esteve em confundir diagnóstico com tratamento. Atenção a termos como “terapêutica” e “diagnóstica” evita confusões entre manobras.
Referências: Protocolos de Encaminhamento da Atenção Básica: Neurologia/MS; UpToDate, 2024; Manual de Otorrinolaringologia da ABORL; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª Ed.
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