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Q3511301 Medicina
Mulher de 34 anos apresenta quadro agudo de cefaleia, náuseas e vômitos. A tomografia de crânio sem contraste é realizada, demonstrando sangue em espaço subaracnóidea espesso e difuso nas cisternas basilares, com extensão bilateralmente para as fissuras de Sylvius. A paciente está neurologicamente intacta. A angiografia convencional é realizada e não revela a presença de lesões vasculares subjacentes. A angiografia por ressonância magnética do encéfalo também não apresenta nada digno de nota. Nessa paciente, o manuseio correto é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema Central: O caso aborda o manejo da hemorragia subaracnoidea (HSA) espontânea, um quadro grave que requer avaliação e monitorização rigorosa, especialmente diante de angiografia inicial negativa para lesões vasculares.

Raciocínio Clínico e Justificativa:

A conduta diante de HSA com angiografia inicial negativa deve ser cautelosa, considerando que até 20% dos casos podem ter lesão oculta por vasoespasmo, trombose ou pequeno calibre do aneurisma. Portanto, a estratégia recomendada é:

  • Observação na UTI: Necessária para vigilância de complicações como ressangramento e vasoespasmo, mais comuns na primeira semana.
  • Repetir angiografia em 7 dias: Diretrizes nacionais e internacionais sugerem repetir em 7–14 dias, pois até 10% dos pacientes terão o aneurisma identificado nesse período (Linhas de Cuidado – AVC Hemorrágico, Ministério da Saúde).
  • Alta hospitalar se negativa: Após segunda avaliação angiográfica negativa, com paciente estável, indica-se alta e seguimento ambulatorial.

Análise das Alternativas Incorretas:

  • B: Repetir angiografia em 6 meses é tardio, podendo perder o momento de intervenção e aumentar o risco de ressangramento.
  • C: Repetir em 1 ano é ainda mais inadequado, pois o risco do aneurisma oculto permanece sem vigilância.
  • D: Observação por apenas 3 dias subestima o risco de complicações iniciais, e nova angiografia em 3 meses é tardia.
  • E: Observação prolongada (21 dias) é desnecessária, e repetição em 6 meses é tardia.

Estratégias de Prova: Fique atento ao intervalo da repetição da angiografia. As alternativas erradas frequentemente sugerem intervalos muito longos, incompatíveis com o risco do quadro. Além disso, o cuidado intensivo é essencial nos primeiros dias, sempre prefira alternativas que priorizem monitorização intensiva inicial.

Evidências: Segundo o Ministério da Saúde, "em casos de HSA angiograficamente negativa, recomenda-se repetir o exame em até 7 dias" (AVC Hemorrágico, seção HSA espontânea). Harrison’s e UpToDate corroboram essa conduta.

Resumo: A alternativa A é a única que respeita o período crítico da HSA, promovendo segurança ao paciente e alinhamento com as melhores práticas assistenciais.

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