Na rinoscopia anterior de uma criança com tumoração ocupand...
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial de massas nasais em crianças, com foco nas características clínicas da meningoencefalocele, uma malformação congênita rara em que meninges e tecido encefálico herniam para a cavidade nasal devido a defeito ósseo do crânio.
Na prática otorrinolaringológica, reconhecer sinais clínicos específicos é fundamental. Entre os principais diagnósticos diferenciais de uma massa nasal congênita estão: meningoencefalocele, glioma nasal e dermoide nasal. O exame físico detalhado e sinais semiológicos, como o Sinal de Furstenberg, orientam o raciocínio clínico e definem a conduta.
Justificativa da alternativa correta (C):
O Sinal de Furstenberg consiste no aumento de volume ou pulsação da massa nasal durante choro, tosse ou manobra de Valsalva. Isso ocorre porque a lesão se comunica com o líquido cefalorraquidiano (LCR), transmitindo alteração da pressão intracraniana à massa. Assim, em crianças, a observação desse sinal é fortemente sugestiva de meningoencefalocele.
Segundo diretriz do Ministério da Saúde, “as meningoencefaloceles podem se manifestar como massas nasais pulsáteis, que aumentam de tamanho durante o choro” (Guia de Diagnóstico de Anomalias Congênitas).
Análise das alternativas incorretas:
A) Sinal de Nikolsky: Relacionado a doenças dermatológicas bolhosas, como pênfigo vulgar, não possui qualquer associação com massas nasais ou meningoencefalocele.
B) Sinal de Hutchison: Diz respeito a alterações dentárias em sífilis congênita (dentes de Hutchinson), sem relação com patologias nasais.
D) Sinal de Arndt: Não é reconhecido, nos principais tratados de otorrinolaringologia, como relacionado ao diagnóstico de massas nasais ou meningoencefalocele.
Estrategicamente, atente-se: em provas, sinais semiológicos e eponímicos costumam confundir pelo nome. Para acertar, vincule o sinal ao contexto: pulsação/aumento com choro (Furstenberg - meningoencefalocele), bolhas ou alterações mucocutâneas (Nikolsky), alterações dentárias (Hutchison).
Conclusão: O reconhecimento do sinal de Furstenberg é essencial na suspeita clínica de meningoencefalocele e separa esta de outras massas nasais congênitas. Sempre confirme o diagnóstico com exames de imagem (TC/RM), seguindo orientações das sociedades científicas e protocolos nacionais.
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