Homem de 74 anos, ASA IV, com DPOC e insuficiência cardíaca...

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Q4156460 Medicina
Homem de 74 anos, ASA IV, com DPOC e insuficiência cardíaca compensada, é programado para colectomia eletiva por adenocarcinoma. Qual é a melhor estratégia para otimização perioperatória desse paciente?
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em colectomia eletiva de paciente idoso e de alto risco clínico (ASA IV, DPOC e insuficiência cardíaca compensada), a melhor estratégia de otimização perioperatória é uma abordagem multimodal e individualizada de recuperação otimizada; por isso, a alternativa correta é a que propõe ERAS adaptado ao risco.

Tema central: Otimização perioperatória
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque jejum prolongado contraria o manejo perioperatório moderno e não melhora globalmente os desfechos. Além disso, preparo intestinal rigoroso e restrição prolongada são medidas isoladas, enquanto a questão pede a melhor estratégia de otimização perioperatória. O erro médico é confundir conduta tradicional com estratégia multimodal baseada em recuperação otimizada.
B
Errada
Está errada porque anestesia regional não é universalmente contraindicada apenas pelo risco de hipotensão. Hipotensão é um efeito possível e manejável, e a escolha da técnica anestésica depende do contexto clínico, da técnica proposta, da monitorização e do balanço risco-benefício. O erro é transformar um risco hemodinâmico potencial em proibição categórica.
C
Errada
Está errada porque nutrição parenteral pré-operatória não é prioritária de rotina. Pela base, ela fica reservada a situações selecionadas, como desnutrição importante ou impossibilidade relevante de uso da via enteral, e esses critérios não aparecem no enunciado. O erro é presumir indicação nutricional específica apenas por idade, câncer ou alto risco cirúrgico.
D
Certa
A alternativa D está correta porque ERAS representa uma abordagem abrangente de cuidado perioperatório em cirurgia colorretal, com intervenções integradas no pré, intra e pós-operatório. Pela base, essa estratégia reduz resposta ao trauma, complicações clínicas e tempo de internação, e deve ser adaptada ao perfil clínico do paciente. Isso é exatamente o que o caso exige: não uma medida isolada, mas otimização respiratória, hemodinâmica, nutricional, analgésica e funcional compatível com um paciente ASA IV com cardiopneumopatia compensada.
E
Errada
Está errada porque a suspensão abrupta de beta-bloqueador em usuário crônico pode causar rebote adrenérgico, com taquicardia e aumento do risco cardiovascular perioperatório. Em paciente com insuficiência cardíaca/doença cardiovascular estável, essa retirada imediata é tecnicamente inadequada, salvo contraindicação aguda específica, que não foi fornecida no caso.
Pegadinha da questão
A banca contrapôs uma estratégia multimodal moderna de otimização a medidas isoladas tradicionais ou potencialmente deletérias, explorando a falsa ideia de que alto risco clínico afasta protocolos ERAS, quando na verdade exige adaptação deles.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a pergunta trouxer 'melhor estratégia' de otimização perioperatória, procure a alternativa que ofereça abordagem global e individualizada, não medida isolada.
  • Em cirurgia colorretal eletiva, ERAS adaptado ao risco tende a ser a resposta quando a comparação é com jejum prolongado, condutas rotineiras antigas ou intervenções sem indicação específica.
  • Não assuma contraindicação absoluta de técnica anestésica por um efeito adverso possível; confirme se a questão descreve contraindicação real ou apenas risco manejável.
  • No perioperatório, desconfie de alternativas que proponham suspender abruptamente beta-bloqueador crônico ou indicar nutrição parenteral sem critério clínico-nutricional definido.

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