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Q3511499 Medicina
Quanto ao tratamento cirúrgico da neoplasia renal, assinale a alternativa correta.
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Tema central: manejo cirúrgico do carcinoma de células renais conforme estadiamento e escolha da via de acesso. O princípio-chave é preservar néfrons quando oncologicamente seguro e, quando indicada nefrectomia radical, escolher a via com resultados oncológicos equivalentes e menor morbidade.

Alternativa correta: B – Em tumores T2 (>7 cm confinados ao rim) não passíveis de nefrectomia parcial, a conduta é nefrectomia radical, que pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica, dependendo de experiência da equipe, hábitos institucionais e anatomia tumoral. As três vias apresentam controle oncológico semelhante, sendo que as minimamente invasivas costumam cursar com menor sangramento, dor e tempo de internação (EAU Renal Cell Carcinoma Guidelines 2024–2025; AUA 2021; NCCN Kidney Cancer 2024; UpToDate; Campbell-Walsh Urology).

Análise das incorretas

A – Priorizar “minimamente invasiva a qualquer custo” é equívoco. Se a nefrectomia parcial é factível e segura, ela deve ser preferida (mesmo por via aberta), pois preserva função renal e reduz risco de DRC e eventos cardiovasculares, sem piora oncológica em T1 e casos selecionados (EAU/AUA). Não se deve trocar nefro-sparing por radical apenas para manter a via MIS.

C – A laparoscopia retroperitoneal não tem taxa de complicações consistentemente menor que a transperitoneal. A escolha depende de localização tumoral (pólo posterior/medial favorece retro), cirurgias abdominais prévias e expertise. Metanálises mostram desfechos semelhantes em complicações; a diferença está em tempo de acesso e recuperação intestinal.

D – “Mesma perda sanguínea” é falso. Em nefrectomia radical, as vias laparoscópica/robótica apresentam menor perda sanguínea e menor transfusão que a aberta, com tempo operatório por vezes maior, mas oncologia equivalente (EAU, NCCN, metanálises recentes).

E – A via robótica não é superior à laparoscópica para nefrectomia radical em desfechos oncológicos ou complicações; ambas permitem clampeamento seguro do pedículo. O robô mostra vantagens sobretudo em nefrectomia parcial (facilita sutura e tempo de isquemia), não em radical (AUA/EAU, UpToDate).

Estratégia de prova: 1) Identifique o estádio (T2 e não parcial → radical). 2) Lembre o princípio nefroprotetor: não sacrifique parcial por via MIS. 3) Desconfie de termos absolutos (“sempre”, “superior”) sem respaldo em diretrizes. 4) Via de acesso é ditada por expertise e anatomia, com oncologia equivalente entre aberta, lap e robô para radical.

Referências-chave: EAU Guidelines on RCC (2024–2025); AUA Renal Mass and Localized RCC (2021); NCCN Kidney Cancer (v.2024); Campbell-Walsh Urology; UpToDate (Management of localized RCC).

Gabarito: B.

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