Assinale a alternativa correta sobre a biópsia prostática, ...
Gabarito comentado
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Tema central: preparo, via de acesso e prevenção de infecção na biópsia prostática. As duas vias principais são transretal (TRUS) e transperineal (TP); a escolha da via e do preparo impacta diretamente o risco infeccioso e a qualidade diagnóstica.
Alternativa correta: A — Na biópsia transretal, recomenda-se limpeza retal com povidona-iodo. A punção atravessa a mucosa retal (flora rica em Enterobacterales), e a antissepsia intrarretal com povidona-iodo reduz bacteriúria, ITU febril e sepse em ~40–60% quando associada à profilaxia adequada. Diretrizes atuais recomendam essa medida quando a via transretal é utilizada (EAU Prostate Cancer Guidelines 2024; UpToDate – Prostate biopsy techniques and infectious complications).
Análise das incorretas
B. “A biópsia transperineal não necessita de preparo cutâneo.” — Falso. A via TP atravessa pele do períneo, logo exige antissepsia cutânea rigorosa (clorexidina alcoólica ou povidona-iodo) e técnica estéril. Embora o risco infeccioso seja menor que na TRUS, o preparo cutâneo é mandatório (EAU 2024; AUA Statements).
C. “Não se recomenda profilaxia baseada em swab retal... devendo sempre usar antibiótico de amplo espectro.” — Falso. Estratégias atuais favorecem profilaxia direcionada por swab retal (quando TRUS) ou regimes ajustados ao perfil local, evitando uso indiscriminado de amplo espectro e reduzindo resistência e infecções pós-biópsia. O “sempre” é armadilha. Algumas séries em TP permitem até reduzir/omitir antibiótico conforme protocolo institucional (EAU 2024; UpToDate).
D. “TRUS e TP têm o mesmo risco infeccioso.” — Falso. A via transperineal tem menor risco de ITU e sepse e é preferida quando disponível. Se TRUS for escolhida, recomenda-se antissepsia retal com povidona-iodo e profilaxia adequada (EAU 2024 – recomendação forte pró-TP).
E. “Material apenas lateralizado em dois frascos, independentemente do número de fragmentos.” — Falso. Boas práticas de patologia urológica recomendam fracionamento por sítio (ápice, médio, base; direita/esquerda; e alvos por fusão), otimizando o mapeamento tumoral e decisões terapêuticas. Enviar tudo em apenas dois frascos perde informação anatômica relevante (CAP protocols; EAU/AUA práticas recomendadas).
Dicas de prova: desconfie de expressões como “sempre” e “não necessita”. Lembre: (1) TP = menor infecção; exige antissepsia cutânea. (2) TRUS = fazer povidona-iodo retal e profilaxia racional. (3) Patologia: separar amostras por sítio melhora estadiamento.
Referências rápidas: EAU Guidelines on Prostate Cancer 2024; UpToDate – Infectious complications after prostate biopsy; College of American Pathologists (CAP) protocols para biópsias de próstata; AUA statements sobre profilaxia direcionada.
Gabarito: A.
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