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Q3511480 Medicina
Sobre a avaliação urodinâmica em mulheres com sintomas do trato urinário inferior (LUTS), assinale a alternativa correta.
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Tema central: A avaliação urodinâmica em mulheres com sintomas do trato urinário inferior (LUTS) é indicada, principalmente, para esclarecer diagnósticos quando a história clínica e exame físico não são conclusivos, ou há falha terapêutica. Entender as limitações e indicações desse exame é fundamental para o manejo clínico adequado.

Justificativa da alternativa correta (E): O achado de hiperatividade detrusora pode impactar significativamente o desfecho terapêutico em casos de síndrome de urgência e frequência urinária. Isso ocorre porque a identificação de contrações não inibidas do detrusor direciona o tratamento para medidas específicas, como o uso de antimuscarínicos, beta-3 agonistas ou terapia comportamental. Segundo consenso da International Continence Society (ICS), a urodinâmica auxilia a estratificar melhor e individualizar o tratamento, sobretudo quando há suspeita de desordens de armazenamento, como a hiperatividade detrusora. “A detecção de hiperatividade detrusora pode modificar significativamente a conduta frente à SDUFA.” (ICS Good Urodynamic Practices, atualização).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Mesmo com exame adequado, podem ocorrer inconsistências entre história clínica e urodinâmica. Sintomas nem sempre correlacionam diretamente com achados eletrofisiológicos. Segundo a FEBRASGO, “existem falhas e limitações na correlação dos sintomas e achados urodinâmicos”.

B) Incorreta. O estudo urodinâmico apresenta variabilidade intra e interexame, especialmente em quadros funcionais. Fatores emocionais e fisiológicos do dia do exame podem interferir nos resultados. Assim, não é exame absolutamente preciso e definitivo.

C) Incorreta. A realização de urodinâmica pré-operatória não melhora o resultado cirúrgico em mulheres com incontinência de esforço comprovada clinicamente e sem complicações. Isso é atestado em estudos, como o da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, reforçando que pacientes bem avaliadas clinicamente não têm benefício comprovado do exame adicional.

D) Incorreta. Sintomas de hiperatividade detrusora no pré-operatório podem sim persistir no pós-operatório, especialmente em cirurgias para incontinência urinária de esforço. Portanto, a presença desses sintomas está relacionada a maior risco de sintomas de urgência persistentes.

Estratégias para provas: Ler cuidadosamente termos como “nunca”, “sempre”, “preciso”, “definitivo” – geralmente são absolutistas e pouco aplicáveis à medicina prática. Observe com atenção o contexto clínico apresentado e as nuances técnicas do exame discutido.

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