Homem de 68 anos, internado há doze dias após fratura de fê...

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Q4191232 Patologia
Homem de 68 anos, internado há doze dias após fratura de fêmur, evolui subitamente com dispneia, dor torácica e taquicardia, falecendo poucas horas depois. Na autópsia, identifica-se tromboembolismo pulmonar maciço. No estudo histológico do pulmão, além do êmbolo arterial, observa-se em área periférica lesão triangular hemorrágica, com necrose isquêmica do parênquima.

Esse quadro representa qual alteração hemodinâmica principal?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Tromboembolismo em artéria pulmonar associado a lesão periférica triangular hemorrágica com necrose isquêmica do parênquima define infarto hemorrágico pulmonar; no pulmão, a dupla circulação favorece esse padrão e sustenta a alternativa B.

Tema central: Infarto hemorrágico pulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
Hiperemia ativa é aumento de fluxo por vasodilatação arteriolar. Isso não explica obstrução arterial documentada, necrose isquêmica nem lesão triangular hemorrágica. O achado decisivo aqui é infarto, não aumento ativo de perfusão.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o enunciado reúne o padrão clássico de infarto pulmonar: oclusão arterial por tromboembolismo, área periférica em cunha/triangular, hemorragia local e necrose isquêmica do parênquima. No pulmão, o infarto tende a ser hemorrágico, e não branco, justamente por ser um órgão com dupla circulação.
C
Errada
Congestão passiva crônica por falência ventricular esquerda produz alterações congestivas difusas, como edema e acúmulo crônico de sangue, não uma lesão focal periférica em cunha com necrose isquêmica ligada a êmbolo arterial pulmonar. O padrão descrito é infartivo e agudo.
D
Errada
Hemorragia por diapedese sem obstrução vascular significativa é incompatível com a autópsia mostrando tromboembolismo pulmonar maciço e com a presença de necrose isquêmica. Há obstrução vascular relevante e infarto verdadeiro, não simples extravasamento sem isquemia.
E
Errada
Infartos hemorrágicos podem ocorrer em obstrução venosa, mas não é esse o mecanismo demonstrado no caso. O enunciado identifica explicitamente êmbolo arterial pulmonar como evento causal principal; portanto, não cabe atribuir a lesão a obstrução venosa isolada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hemorragia pulmonar e outras alterações hemodinâmicas. O achado hemorrágico poderia levar a marcar congestão, hiperemia ou obstrução venosa, mas a presença simultânea de êmbolo arterial pulmonar, necrose isquêmica e lesão triangular periférica fecha infarto hemorrágico em órgão com dupla circulação.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver necrose isquêmica associada a obstrução vascular, pense primeiro em infarto, não em hiperemia ou congestão.
  • No pulmão, lesão periférica em cunha/triangular hemorrágica após tromboembolismo aponta para infarto hemorrágico.
  • Lembre que a dupla circulação do pulmão explica por que o infarto pulmonar costuma ser hemorrágico.

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