Indicadores de qualidade são métricas objetivas e padroniz...

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Q4191284 Medicina
 Indicadores de qualidade são métricas objetivas e padronizadas usadas para monitorar o desempenho, segurança, eficácia diagnóstica e aderência a diretrizes adotadas por setores de endoscopia. Além de permitirem auditoria contínua, auxilia na identificação de falhas e implementação de melhorias.
Assinale a alternativa que contém, corretamente, indicadores de qualidade recomendados para exames de endoscopia digestiva alta (EDA).
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na suspeita de esofagite eosinofílica em paciente com disfagia, a qualidade da EDA exige biópsias esofágicas em múltiplos níveis e documentação endoscópica padronizada; isso é o que torna a alternativa E compatível com os indicadores recomendados.

Tema central: Qualidade na EDA
Análise das alternativas
A
Errada
A documentação da indicação do exame é, de fato, indicador de qualidade, mas a alternativa erra no prazo da EDA na suspeita de hemorragia digestiva alta. O parâmetro de qualidade referido na base é realização em até 24 horas, e não em 48 horas. Como a opção precisa estar integralmente correta, esse prazo inadequado invalida a alternativa.
B
Errada
A alternativa erra em dois pontos concretos. Primeiro, a fotodocumentação padronizada de qualidade na EDA envolve marcos anatômicos relevantes do trato digestivo alto e achados anormais, não faringe e tonsilas como indicador padrão do exame. Segundo, a classificação padronizada atualmente recomendada para esofagite erosiva é a de Los Angeles; Savary-Miller é classificação histórica e não o padrão atual de qualidade apontado na base.
C
Errada
A alternativa generaliza de forma indevida a hemostasia combinada ao afirmar segundo método hemostático em todos os casos de sangramento por úlcera péptica. Isso contraria a estratificação endoscópica: a indicação de tratamento depende do estigma de Forrest e da técnica empregada. Além disso, Forrest IIb não entra como obrigação uniforme de tratamento idêntica a Forrest Ia, Ib e IIa; nesse cenário, considera-se remoção do coágulo e hemostasia conforme o achado após avaliação.
D
Errada
A parte da biópsia duodenal é compatível com recomendação diagnóstica na suspeita de doença celíaca, mas isso não salva a alternativa. O erro está em apresentar ressecção de pólipos gástricos maiores de 3,0 mm como indicador de qualidade padronizado para EDA, o que a base não sustenta. Indicador de qualidade precisa ser métrica reconhecida e padronizada, e esse critério para pólipos gástricos foi formulado de modo arbitrário.
E
Certa
A alternativa E está alinhada ao ponto central cobrado pelas diretrizes atuais de qualidade em EDA. Na suspeita de esofagite eosinofílica/eosinofilia esofágica, a sensibilidade diagnóstica depende de amostragem adequada, com obtenção de pelo menos 6 fragmentos de biópsia de pelo menos 2 níveis esofágicos, porque a mucosa pode estar macroscopicamente normal. Além disso, a descrição endoscópica deve ser padronizada com escore validado para EoE, como o EREFS. Portanto, ela reúne exatamente dois componentes reconhecidos como indicadores de qualidade: protocolo técnico correto de biópsias e documentação endoscópica padronizada.
Pegadinha da questão
A banca misturou componentes verdadeiros com um erro técnico decisivo em várias alternativas. A principal confusão explorada foi supor que, na disfagia com mucosa esofágica aparentemente normal, não haveria necessidade de biópsias; justamente o contrário é indicador de qualidade na suspeita de esofagite eosinofílica.
Dica para questões semelhantes
  • Em indicadores de qualidade de EDA, valide o conjunto inteiro da alternativa; uma metade correta não compensa um prazo, classificação ou conduta errados.
  • Na suspeita de esofagite eosinofílica, procure o binômio decisivo: pelo menos 6 biópsias em pelo menos 2 níveis esofágicos e uso de escore endoscópico padronizado.
  • Em hemorragia digestiva alta, cuidado com janelas de tempo trocadas: a base correta é até 24 horas, não 48.
  • Classificação histórica conhecida não basta: para esofagite erosiva, o padrão de documentação de qualidade é a classificação de Los Angeles, não Savary-Miller.

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